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“Esta foi a palavra que o Senhor falou a Jeú: Teus filhos, até à quarta geração, se assentarão no trono de Israel. E assim sucedeu” (v.12).
Há alguns dias, estudamos a história de Naamã, sobre a sua lepra e de como foi curado. Hoje estudamos sobre o rei Azarias (ou Uzias), sobre a sua lepra e de como não houve cura. Naamã havia sido um herói de guerra, conquistador de muitas vitórias. Porém, tudo o que havia conseguido foi porque o Senhor o abençoou, e ele precisava reconhecer isso. No caso de Azarias, a maldita doença consumiu a sua vida até à morte; a cura não lhe foi outorgada. Quando estudarmos o segundo livro de Crônicas, veremos que Azarias acariciou o orgulho e a arrogância em seu coração.
Provavelmente, se Deus não tivesse permitido que aquela doença o ferisse até à morte, o relato de que “fez o que era reto perante o Senhor” (v.3) teria sido bem diferente. Azarias também é chamado na Bíblia pelo nome de Uzias (v.32), mas ambos os nomes significam: “Deus é a minha força” ou “a minha força é Deus”. O Senhor teve que deter as forças de Azarias para que ele pudesse compreender o significado e o peso de seu próprio nome.
Enquanto isso, em Israel …
Conspirações, mortes e um reino que não passava de pai para filho, mas de um assassino para outro. As palavras que o Senhor havia dito a Jeú se cumpriram: “Porquanto bem executaste o que é reto perante Mim e fizeste à casa de Acabe segundo tudo quanto era do Meu propósito, teus filhos até à quarta geração se assentarão no trono de Israel” (2Rs.10:30). Infelizmente, Jeú não andou diante do Senhor com inteireza de coração e, após a quarta geração, o trono de Israel não seria mais de sua descendência (2Rs.10:31).
De geração em geração, o pecado tem revelado seus resultados desastrosos. Tudo porque a natureza humana conspira contra a natureza divina. Não estamos livres, nem como cristãos. Vivemos uma batalha constante contra a lei do pecado que habita em nossa carne. A respeito disso, o próprio Paulo confessou: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm.7:19). A vida cristã é um desafio diário. Mas podemos louvar ao Senhor porque temos um Salvador compassivo que Se compadece de nós, que deseja perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a injustiça (1Jo.1:9). Até que, como o próprio Paulo, possamos declarar: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20).
Temos visto, de forma muito clara, que pertencer a Israel ou a Judá não era sinônimo de salvação, amados. Fazer parte de uma nação eleita não garantia aos filhos de Israel uma entrada no Céu, mas fazia deles atalaias do Senhor, mensageiros da verdade. Não era apenas um privilégio, mas uma tremenda responsabilidade. “Fez o que era mau perante o Senhor” era uma realidade que se repetia vez após outra, principalmente em Israel. Já em Judá, observem que alguns reis fizeram “o que era reto perante o Senhor”, e que os nomes de suas mães são citados nas Escrituras. Certamente, uma lembrança viva da importância da educação de mães piedosas.
Hoje, vivemos em um mundo onde a maior pregação tem sido: “Deus só quer o seu coração”! Cuidado, amados! Sim, Deus quer o nosso coração, pois Ele mesmo diz: “Filho Meu, dá-me o teu coração” (Pv.23:26), e também diz: “Eis que estou à porta e bato […]” (Ap.3:20). Mas quando abrimos a porta de nosso coração e o entregamos a Deus, é inevitável que haja mudança. Pois quando Cristo assume o primeiro lugar em uma vida, Ele arruma a bagunça que o pecado deixou. O Espírito Santo entra como agente transformador e passamos a andar “em novidade de vida” (Rm.6:4). Percebem?
Todo aquele que aceita a Jesus como Seu Salvador pessoal precisa refletir a Sua imagem. Precisa almejar ser como Ele. Esse reflexo só pode ser percebido quando há uma transformação de dentro para fora. Essa transformação inclui andar pela via dolorosa com Cristo, na escola do sofrimento que nos aperfeiçoa e nos faz sentir cada vez mais saudades do Salvador e do Céu. A aparência de santidade aliada a um coração orgulhoso é um dos maiores enganos do inimigo, meus irmãos. Quando a Bíblia diz que “o coração alegre aformoseia o rosto” (Pv.15:13), não está a falar de qualquer alegria, mas do fruto do Espírito Santo; e nem tampouco de qualquer formosura, mas da formosura em assemelhar-se a Cristo. O que Israel não entendeu, precisamos buscar viver a cada dia, pelo poder da graça divina.
A maior preocupação e ocupação dos reis de Israel e de Judá era a de engrandecer o seu nome e tornar o seu reino poderoso sobre os demais. A maior ocupação dos fiéis sentinelas de Cristo deve ser engrandecer o nome dEle e anunciar o Seu Reino. A ordem de Cristo foi: “Ide ao mundo e pregai o evangelho!” (Mt.28:19), e não “ide à igreja e se ocupem a ponto de não terem tempo de buscar o que está perdido”. Mas antes de ir, os discípulos tiveram que ficar e esperar, até estarem cheios do Espírito Santo (At.1:8).
Buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça não é fazer o que achamos que devemos fazer, mas permitir que o Espírito Santo tome conta do nosso coração e conduza os nossos passos na direção daqueles que necessitam conhecer a Cristo. Lembremos, amados, que quando os discípulos estavam cheios do Espírito, “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At.2:47). Não permitamos que a lepra do pecado nos consuma a vida até à morte. Mas que possamos abrir o nosso coração Àquele que por Sua morte nos presenteou com vida, e vida em abundância (Jo.10:10).
Nosso Deus e Pai, a Tua preciosa graça tem nos alcançado a cada dia e nós queremos ser Teus instrumentos, cheios do Teu Espírito, para compartilhá-la com outros. Como os passarinhos constroem seus ninhos com um fio após outro até que tenham um ninho seguro, que a obra do Espírito Santo seja realizada em nosso coração, um dia de cada vez, até que estejamos completamente seguros em Teus braços. Que a nossa maior e primeira ocupação seja a de proclamar o Teu reino e a breve volta de Jesus! Fazemos, hoje, Senhor, uma aliança com o nosso coração, para que ele seja inteiramente Teu! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos para salvar!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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