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“Então, Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, meçamos armas” (v.8).
Amazias fez “o que era reto perante o Senhor, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera Joás, seu pai” (v. 3). Ou seja, agiu como Joás, mas não foi um homem segundo o coração de Deus. Já notaram que Deus costuma comparar os atos dos reis de Judá com os de Davi? O nome daquele que se permite ser uma bênção nas mãos de Deus jamais é esquecido, e Davi tornou-se a referência do Senhor para a monarquia de Judá.
Após uma vitória contra os edomitas, Amazias desafiou o rei de Israel para um duelo. Era como se ele dissesse:
— Vem, e eu vou te mostrar quem é o melhor!
A resposta do rei de Israel, numa linguagem de hoje, seria:
— Você está se achando só porque venceu os edomitas! Então fique satisfeito e se aquiete. Por que ficar me provocando sem motivo? Depois não diga que eu não avisei!
Resultado, amados: “Judá foi derrotado diante de Israel, e fugiu cada um para sua casa” (v.12). Amazias foi preso, os muros de Jerusalém rompidos, os tesouros do templo e da casa do rei foram tomados, e “também reféns” (v.14) foram levados para Samaria. Ou seja, em guerra entre irmãos só há perdedores. Ambos os lados saem machucados e com feridas difíceis de cicatrizar. Como seu pai, Amazias morreu pela mão de conspiradores. Ele tinha tudo para construir um reino estável e deixar um legado firme, mas trocou a retidão perante o Senhor pela exaltação própria.
Jeroboão II, seguindo a mesma linha de seus antecessores, “fez o que era mau perante o Senhor; jamais se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate” (v.24). Já notaram que a referência monárquica de Israel é Jeroboão? Se é para comparar com inteireza de coração, Davi é o nome. Se é para comparar com coração corrupto, o nome é Jeroboão. O nosso nome pode falar contra ou a favor de Deus e de nós mesmos. Quando o usamos para medir forças com outros, lançamos por terra qualquer possibilidade de sermos semelhantes a Jesus (Eis o nome que deve ser a nossa referência de vida!).
Quando estudamos os evangelhos, percebemos que, enquanto os discípulos disputavam entre si as melhores posições no Reino de Deus, perdiam a oportunidade de aprender mais da humildade e da submissão de Cristo. Enquanto eles estavam na sala onde celebrariam a Páscoa e pensavam em quem lavaria os seus pés, Jesus já estava com a bacia e a toalha em mãos, ensinando-lhes uma das mais poderosas lições sobre o verdadeiro serviço cristão. O legado de Cristo é insuperável, e Ele nos oferece a oportunidade e o privilégio de recebermos a impressão do Seu nome e do Seu caráter em nossa vida.
Os discípulos só compreenderam esta maravilhosa verdade quando “todos estes perseveravam unânimes em oração” (At.1:14). Eles só seriam testemunhas de Jesus quando estivessem prontos para receber o Espírito Santo (At.1:8). Isto é, há um só caminho para sermos portadores do nome de Cristo: seguir o Seu exemplo. Jesus não media forças com aqueles que O testavam, mas orava por eles e usava a única “arma” que tem o poder de “ferir” para curar: “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).
O fato de sermos usados por Deus para o cumprimento de Seus propósitos não torna o nosso nome digno de louvor. Como Davi, precisamos orar: “Também da soberba guarda o Teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão” (Sl.19:13). Jeroboão II foi usado pelo Senhor para livrar Israel, conforme a profecia de Jonas; contudo, isto não fez com que ele abandonasse os seus pecados. Mas a inscrição do nome de Jesus na vida do cristão o torna Sua fiel testemunha. Não fomos chamados para medir forças com nossos semelhantes; fomos chamados para, cooperando uns com os outros, sermos semelhantes a Cristo. E quando Ele voltar, chamará o Seu povo de toda tribo, língua e nação: “Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da Terra, a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:6-7).
As nossas vitórias devem ser completamente dedicadas ao Senhor. É Ele quem nos guarda e quem nos concede o privilégio de servi-Lo. Ele é o nosso Criador e o nosso Redentor. Que os nossos passos não vacilem tão perto como estamos de encontrá-Lo face a face. Que a nossa identidade aponte para a eternidade!
Nosso querido e amado Pai, Criador dos céus e da terra, Redentor nosso que nos salvou da nossa condição miserável, louvado e exaltado seja o Teu nome por todos os Teus feitos! Livra-nos, Senhor, dos enganos e sutilezas de nosso próprio coração, para que não sejamos dominados pela soberba, pelo orgulho ou pela exaltação própria! Mas que Teu Espírito, com Seu poder e paciência, seja derramado em nossa vida, nos capacitando a Te servir em humildade, amor e santificação. Que por Tua graça e misericórdia, o nosso nome e a nossa vida estejam escondidos no nome e na pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em nome dEle, nós clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, semelhantes a Cristo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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