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“Porém o Senhor teve misericórdia de Israel, e se compadeceu dele, e Se tornou para ele, por amor da aliança com Abraão, Isaque e Jacó; e não quis destruir e não o lançou ainda da Sua presença” (v.23).
Por muitas vezes a nação eleita se desviou dos propósitos divinos e trocou a adoração ao Deus único e verdadeiro pela idolatria das nações pagãs. Vez após outra, os filhos de Israel davam as costas ao Senhor; e quando as nações cujos deuses serviam os ameaçavam e oprimiam, clamavam ao Senhor e Ele Se compadecia deles, providenciando-lhes auxílio. Ao contrário do que a maioria pensa, quanto mais estudo o Antigo Testamento, mais consigo enxergar a imensidão do amor e da misericórdia de Deus, e a tragédia e a infelicidade de andar longe dos Seus propósitos, pois o Novo Testamento não anula o Antigo; antes, o confirma.
Numa linguagem atual, podemos dizer que Israel “não se emendava”. Como um pai corrige seu filho, Deus procurava corrigir a nação rebelde na medida de sua necessidade. Quando a Bíblia diz que Deus entregou Israel nas mãos dos reis da Síria, quer dizer que Ele retirou a Sua mão protetora e respeitou o livre-arbítrio do povo em confiar em seus deuses de pau e pedra. Contudo, diante da tragédia de andar na contramão de Deus, uma súplica foi o bastante, uma oração, para o Senhor Se compadecer de Seu povo e mandar-lhes “um salvador” (v.5). Se isso não se chama amor, não sei mais do que chamar. O Deus que é amor está em toda a Escritura. Cristo mesmo afirmou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
Compreendem, amados? “Deus é amor” (1Jo.4:8)! Ele não apenas tem amor, Ele é o próprio amor! Assim como Ele ouviu a oração de um rei que tinha feito tudo o que era mau perante Ele, Deus ouviu e viu a desgraça humana. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Mas, enquanto estivermos neste mundo de pecado, haveremos de passar por aflições. Servir a Deus não é sinônimo de uma vida sem dificuldades, e sim de uma vida que, mesmo em meio às lutas, aguarda “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).
Eliseu foi um grande homem de Deus, mas padeceu de uma “enfermidade de que havia de morrer” (v.14). Deus usa até a morte como instrumento de proteção aos Seus filhos, pois a morte é apenas um descanso, um sono. E a morte dos justos terá o seu fim na primeira ressurreição (1Ts.4:16). Creio que a grande confusão sobre o caráter de Deus Pai é que muitos aceitam Jesus como Salvador, mas rejeitam submeter-se a Ele como Senhor. O versículo 5 nos deixa bem claro a ordem dos fatores: “O Senhor deu um salvador a Israel”. E o próprio Jesus declarou: “Quem Me vê a Mim, vê o Pai […] o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:9 e 10).
Quando Jeoacaz se humilhou e reconheceu o senhorio de Deus, então foi enviado um libertador. Jeoás, seu filho, deveria ter lançado a “flecha da vitória do Senhor” (v.17) na terra quantas vezes fosse preciso, mas “feriu três vezes e cessou” (v.18); não perseverou. Assim como no antigo Israel, nos últimos dias, “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Mas logo após, o verso diz que “aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Precisamos avançar, perseverantes, como flechas do Senhor, declarando a Sua vitória mediante o poder do amor. Como Eliseu segurou nas mãos do rei para lançar a flecha, Deus deseja que nos coloquemos em Suas mãos. Então, Ele enviará o Salvador, com poder e grande glória, para a nossa eterna libertação.
Amados, é tempo de preparo. É tempo de humilhar o coração e clamar pelo Espírito Santo. Logo Jesus voltará. Como o foi com Jeoás, por vezes nós mesmos frustramos os desígnios de Deus por nossa falta de fé. Deus deseja fazer de nós flechas que atinjam esta Terra quantas vezes for preciso, pelo poder do Espírito Santo, na proclamação do evangelho eterno. E como Eliseu era temido e respeitado até mesmo pelos ímpios reis de Israel, que a nossa vida, cheia do Espírito, desperte nas pessoas o desejo de buscar o Senhor e conhecer a Sua vontade.
Pai de amor eterno, graças Te damos pelo sacrifício do nosso Redentor e pela esperança da vida eterna! Ó, Senhor, perdoa as nossas iniquidades, purifica o nosso coração e enche-nos do Teu Espírito! Como no antigo Israel, hoje estamos vendo as guerras envolvendo Israel e o Oriente Médio. Pai, nós clamamos por todos os nossos pequeninos irmãos que estão sofrendo nesses lugares! Estende a Tua mão de misericórdia, Senhor! E ajuda-nos a apressar a Tua volta! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, flechas da vitória do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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