Reavivados por Sua Palavra


2Reis 07 — Rosana Barros by Ivan Barros
2 de março de 2026, 0:45
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“Então, disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei” (v.9).

A fome apertou em Samaria a tal ponto que não havia mais esperança humana. Entretanto, a profecia dada por intermédio de Eliseu era de boas-novas. Para toda boa notícia, surge ao menos uma opinião negativa, e esta veio do “capitão a cujo braço o rei se apoiava” (v.2). Ele era um homem de confiança no reino de Jorão, que semeou dúvida acerca da palavra profética. Por não ter acreditado na Palavra de Deus, ele veria o cumprimento da promessa, mas dela não desfrutaria.

Opiniões contrárias nunca impediram o agir de Deus. Mesmo que a maioria duvide de Suas promessas, nenhuma delas jamais deixou de se cumprir (Js.21:45). Deus usa instrumentos improváveis para revelar que Suas palavras são fiéis e verdadeiras; desta vez, usou quatro leprosos. Inicialmente, eles desfrutaram sozinhos dos despojos do exército sírio, mas logo caíram em si: não podiam se calar. Se o dia amanhecesse e eles fossem flagrados em silêncio, seriam punidos. A notícia da fuga sobrenatural dos sírios salvaria o povo da morte por inanição e do horror do canibalismo.

A Bíblia diz que eles foram e bradaram, anunciando a salvação do povo de Samaria e, consequentemente, o cumprimento da profecia dada por Eliseu. Amados, esta história nos convoca a uma reflexão séria. A lepra do pecado tem afetado a humanidade; destruindo sonhos, alegria, saúde e esperança. O que estamos fazendo para amenizar tão grande sofrimento? Estamos como o capitão de Jorão, espalhando dúvidas sobre a Palavra do Senhor? Estamos como os leprosos no início, escondendo o tesouro do Reino só para nós? Ou estamos como eles quando caíram em si, anunciando as boas-novas antes que seja tarde demais?

A última e grandiosa promessa é o retorno glorioso de Cristo. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). “Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá” (Ap.1:7). “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). Assim como o capitão de Israel, muitos apenas contemplarão a glória, mas não participarão da salvação, porque fecharam o coração para os apelos do Espírito Santo, rejeitando as profecias. Outros, que conheciam as boas-novas mas não as compartilharam, também serão “tidos por culpados” (v.9). Se você soubesse que seu vizinho corre risco de morte, não o alertaria? Por que, então, damos tão pouca consideração à missão que envolve a vida eterna? Por que tanta apatia quando deveria haver uma fervorosa busca pela plenitude do Espírito Santo?

Cristo nos deixou a missão que deve ser a nossa maior prioridade nesta terra: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, e deixou uma promessa a todo aquele que busca cumpri-la: “E eis que estarei convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20). A grande prova final se aproxima. É preciso estar pronto para resisti-la. Os que não aproveitaram as oportunidades, com adormecida consciência da morte iminente, trocarão a verdade pelo erro para desfrutar de uma falsa segurança que os levará a confiar no primeiro engano: Certamente, não morrereis! (Gn.3:4). Hoje, somos atalaias para o Israel espiritual (Gl.6:16). Mesmo cansados pelo conflito, podemos contemplar Aquele que prometeu estar conosco. Se Deus diz ao ímpio “Certamente morrerás” e não o advertimos, o sangue dele cairá sobre nós (Ez.3:18).

A verdadeira piedade habita em todo coração que confia em Deus e nEle se refugia. Na mais humilde alma há o mais genuíno poder e o maior amor pela missão. Viver para salvar é viver para amar, e amar para sempre! E isso deve começar em nosso coração, do nosso coração para a nossa casa, e de nossa casa para o mundo.

Assim como Israel padecia de fome, o mundo padece pela falta de esperança. Todo filho do reino celestial deve ser arauto do Senhor, anunciando as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. A verdadeira compreensão das Escrituras aliada a uma vida de oração, eis o que norteará o povo de Deus na jornada rumo à eternidade; algo que só será revelado aos humildes de espírito, que temem a Deus e reconhecem que sem a esclarecedora voz do Espírito Santo é impossível adentrar na intimidade do Pai e conhecer-Lhe o caráter imaculado. Pois “a intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (Sl.25:14). Assim como a notícia dada a Israel, precisamos bradar e anunciar ao mundo com nossa voz e com nossa vida: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14).

Senhor, nosso Deus, a profecia de Eliseu diante da realidade avassaladora de Samaria, aos olhos humanos, apontava para uma impossibilidade. E o Senhor não agirá de forma diferente nesses últimos dias, pois bem diante de nós há profecias preditas na Tua Palavra que muitos têm considerado impossíveis de se cumprir, ou que iriam demandar muitos anos para serem cumpridas. Mas como o Senhor assustou e expulsou todo o exército sírio de forma sobrenatural em apenas uma noite, cremos que abreviarás os últimos acontecimentos e só estarão preparados os que perseverarem confiando na Tua Palavra. Por isso, Pai, continuamos clamando pelo Espírito Santo em nossa vida para que sejamos Teus atalaias, apressando a vinda do nosso Redentor. Em nome dEle, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, arautos do segundo advento!

Rosana Garcia Barros

#2REIS07 #2REIS7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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