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“Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (v.16).
O capítulo de hoje começa com uma situação aparentemente simples e termina com uma impossibilidade humana. Deus se preocupa com tudo o que nos diz respeito e deseja atender às nossas necessidades, quer sejam simples, quer sejam de elevada complexidade. Fazer um machado flutuar ou cegar todo um exército são ambas ações de um Deus que não se cansa de mostrar o quanto nos ama. Todas as Suas intervenções apontam para o Seu real desejo de nos salvar.
Nossos pecados e imperfeições, por vezes, fazem-nos afundar como aquele machado. Sentimo-nos pesados como o ferro e pensamos ser impossível livrar-nos de tamanha carga de culpa. Mas, assim como Eliseu usou um galho como instrumento, Jesus tomou sobre Si uma cruz, transformando-a no instrumento que retira de nós o peso da culpa, fazendo-nos flutuar em Sua maravilhosa graça. Afinal, o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve (Mt.11:30).
Eliseu, apesar da rebeldia do rei de Israel, persistia em fazer a vontade de Deus. Antes que o inimigo se aproximasse, o profeta avisava o monarca, livrando Israel de guerras desnecessárias. Por isso, o exército sírio mudou seu alvo: agora marchavam para capturar Eliseu. A cidade de Dotã foi cercada, mas o profeta permanecia calmo e confiante. Ele enxergava o que ninguém mais via. Enquanto o seu servo olhava aterrorizado para o arregimentado exército inimigo, Eliseu contemplava o poder de Deus.
Quantas vezes deixamos de contemplar o sobrenatural porque insistimos em fixar os olhos nas dificuldades da vida? Precisamos acreditar que “mais são os que estão conosco” do que todos os nossos problemas ou inimigos juntos. Vamos relembrar situações aparentemente desvantajosas:
Noé e sua família e um mundo ímpio. Eu pergunto: Quem entrou na arca?
Davi e Golias. Quem saiu vitorioso?
Josué e Israel desarmado e os muros intransponíveis e o exército bem armado de Jericó. Que lado venceu?
Eliseu e um exército inimigo. Que relato maravilhoso sobre a vontade do Senhor em nos revelar o que a nossa cegueira espiritual nos impede de ver!
A cegueira daqueles homens do exército sírio representava a cegueira espiritual de Israel. Governados por um rei ímpio, o povo chegou à degradação extrema de devorar seus próprios filhos. Assim como Deus desejava realizar um grande milagre no meio de Israel, Ele deseja realizar um no meio de Seu povo hoje. A cegueira nos leva à fome espiritual, e esta nos faz desejar o que é abominável. O exame das Escrituras é o colírio e o alimento de que precisamos para que possamos ver e nos sentir saciados.
Quando nos arrependemos e confiamos em Deus, Ele lança nossos pecados nas profundezas do mar e nos faz flutuar em águas tranquilas. Ele abre os nossos olhos para que possamos ver o sobrenatural. Quando confiamos no Senhor, Ele sacia a nossa fome com o Pão do Céu. Lembrem-se: antes do milagre, vem sempre a fé! “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle confia” (Sl.34:8). Os discípulos dos profetas reconheceram uma necessidade e agiram. Existe algo que você precisa realizar e ainda não começou? Ore a respeito disso em um horário específico todos os dias desta semana e busque em Deus a direção para iniciar este novo projeto.
Pai querido, quão tardios somos para enxergar e perceber que o Senhor nos cerca com os anjos que Tu envias em favor dos que hão de herdar a salvação! Estamos no meio de um grande conflito, e clamamos que abras os nossos olhos, através da Tua Palavra, para que fique bem claro em nosso coração de que a vitória já nos foi garantida na cruz do Calvário! Dá-nos o discernimento de que necessitamos para perseverarmos, diariamente, na busca pelo batismo do Espírito Santo e assim estarmos munidos do azeite reserva quando Jesus voltar. Volta logo, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, confiantes no poder de Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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