Reavivados por Sua Palavra


2Reis 03 — Rosana Barros by Ivan Barros
26 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Disse Eliseu: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não te daria atenção, nem te contemplaria” (v.14).

Com a morte de Acazias, não havia herdeiro direto para sucedê-lo, e seu irmão, Jorão, reinou em seu lugar. Fez este “o que era mau perante o Senhor; porém não como seu pai, nem como sua mãe” (v.2). Adoradores convictos de Baal, Acabe e Jezabel construíram uma reputação de maldade difícil de ser superada. Contudo, nos pecados em que caiu Jeroboão, Jorão também consentiu. Diante da ameaça do rei de Moabe, ele logo buscou a ajuda de Josafá. O rei de Judá já havia saído à guerra em favor de Acabe e quase perdera a vida pela desonestidade daquele rei; ainda assim, Josafá mostrou-se prestativo e saiu em favor do novo monarca de Israel.

Como na situação anterior, Josafá sugeriu que fosse consultado um profeta de Deus — atitude que revela sua constante devoção ao Senhor. Eliseu foi indicado e os reis, incluindo o de Edom, “desceram a ter com ele” (v.12). Jorão foi desmascarado por aquele que, de Deus, recebera discernimento para perceber sua malícia: “Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe” (v.13). Como homem de Deus, Eliseu recebeu o dom de discernir espíritos (1Co.12:10) e, não fosse pela “presença de Josafá” (v.14), o profeta sequer teria atendido ao ímpio rei de Israel. Parece uma atitude dura, mas era apenas o efeito da incompatibilidade entre a luz e as trevas.

A presença do rei de Israel era tão inconveniente, que Eliseu usou o louvor, à semelhança de Davi quando tocava a sua harpa e afastava de Saul o espírito maligno (1Sm.16:23), para que o mal fosse dissipado e pudesse receber de Deus o poder para transmitir a Sua palavra. É certo que muitas vezes precisamos conviver com pessoas difíceis, mas isso não deve impedir-nos de lhe sermos úteis, conforme a vontade de Deus. Eliseu, por vontade própria não queria estar ali; entretanto, ele tinha uma obra maior a realizar, uma obra que não era sua, mas do Senhor. Por respeito a Josafá conteve a sua indignação. Pois muitas vezes Deus age em favor dos maus por causa dos bons que os cercam. Os ímpios são abençoados por amor dos justos e, com isso, recebem também a oportunidade de saírem das trevas para a luz, e da sequidão para a terra de abundantes águas (v.20).

Precisamos entender que Deus odeia o pecado, amados, mas Ele ama o pecador. E da mesma forma devemos ter repulsa aos atos de maldade, mas misericórdia de quem age assim. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). Notem que existe no texto duas condições: “Se possível” e “quanto depender de vós”. Isto é, nem sempre é possível manter uma relação pacífica com todos, mas que esta impossibilidade não surja de nossa parte. Não foi sem razão, por exemplo, que Deus manteve Elias longe de Israel por um bom tempo. Percebem? Certamente, Eliseu sabia que se Jorão pudesse, lhe tiraria a vida, assim como Jezabel havia feito com os demais profetas do Senhor. Contudo, não cabia a Eliseu a vingança e nem deixar de comunicar os oráculos de Deus. Porém, no que dependesse dele, tudo o que dissesse ou fizesse deveria ser um amontoado de brasas vivas sobre a cabeça de Jorão (Rm.12:20).

Que pela graça de Deus possamos escolher, como Eliseu, andar na presença do Senhor para que não tornemos “a ninguém mal por mal”, porém nos esforcemos “por fazer o bem perante todos os homens” (Rm.12:17). Porque em breve há de ser revelada “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Até lá, amados, não é nossa a obra de fazer este julgamento, mas do Justo Juiz. Eis o que Deus espera de nós: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).

Senhor, nosso Deus, Josafá foi um bom rei, temente a Ti e que não se negava a ajudar até mesmo os reis ímpios de Israel, talvez porque ele ainda nutrisse alguma esperança de Israel ser novamente um só povo. Mas como isso não aconteceu no passado, nesses últimos dias aqueles que esperam o reavivamento de toda a igreja, esperam por algo que não vai acontecer, devido à dureza de coração de muitos. Nós, porém, queremos estar entre os que receberão a chuva serôdia e o poder para o alto clamor. E hoje, mais do que nunca, necessitamos de sabedoria em nossos relacionamentos para mantermos uma mente saudável em meio a um mundo emocionalmente doente. Socorre-nos, Deus Todo-Poderoso! Nós clamamos, em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, instruídos pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#2REIS03 #2REIS3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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