Reavivados por Sua Palavra


1Reis 12 — Rosana Barros by Ivan Barros
13 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os jovens que haviam crescido com ele e o serviam” (v.8).

Após a morte de Salomão, Roboão, seu filho, foi declarado o novo rei de Israel. Todo o povo se reuniu ansioso para saber se o sucessor de Salomão lhes concederia um alívio nos trabalhos e tributos. Ao consultar os anciãos “que estiveram na presença de Salomão, seu pai” (v.6), Roboão buscava, na verdade, uma resposta que apenas favorecesse seus planos de construir um império ainda maior. Contudo, considerando desfavorável o conselho de moderação dos mais experientes, ele foi buscar uma segunda opinião com “os jovens que haviam crescido com ele” (v.8).

Aliando-se a seus “amigos”, Roboão assumiu a postura de um déspota, lançando sobre o povo um jugo ainda mais pesado que o anterior. Essa atitude causou a divisão (sedição) das dez tribos de Israel, exatamente como o Senhor havia predito por intermédio do profeta Aías. Impedido de guerrear contra seus irmãos, Roboão reinou apenas sobre Judá, enquanto Jeroboão assumiu o reino de Israel. Ambos os reinos mergulharam o povo em profunda corrupção e idolatria, dando início ao período histórico conhecido pelo clamor dos profetas.

A idolatria de Jeroboão e seus meios de envolver o povo em uma falsa adoração foram o início de tempos difíceis para os que desejavam permanecer fiéis. Hoje, os “bezerros de ouro” ganharam novas formas e são erguidos sob o disfarce de estratégias para conquistar pessoas. Muitas vezes, uma igreja cheia é mais valorizada do que uma igreja reavivada. É dentro dessa perspectiva agravante que nos aproximamos do limiar do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). Somente o Espírito Santo pode nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13) e conceder ao remanescente a sabedoria para entender este tempo solene, pois “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10).

Julgada erroneamente como uma voz do passado, a mensagem profética do Antigo Testamento realizou uma obra que sobrepuja a antiga necessidade e nos alcança com o vigor de uma verdade imutável. O mesmo Deus que condenava a idolatria no passado a detesta hoje. O mesmo Deus que estabeleceu limites ao antigo Israel e o elegeu como um povo santo, é O mesmo que declara ao Israel atual: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). É na comunhão diária que obtemos a sabedoria que necessitamos para saber fazer a diferença entre o “assim diz o Senhor” e os “ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Então, guiados pelo Espírito do Senhor, nossa vida revelará a quem de fato servimos.

Muitos têm “escolhido a seu bel-prazer” (v.33) suas próprias formas de adoração. Assemelhando-se ao mundo, buscam maneiras de imitá-lo na “melhor” versão gospel. Por outro lado, há quem construa cercas de legalismo, repelindo todo aquele que julga não ser “santo o suficiente”. Essa guerra entre liberalismo e legalismo gera a mesma tragédia de Israel: a divisão. Precisamos urgente e desesperadamente clamar ao Senhor por mudança! Olhemos para Jesus, a fonte inquestionável do bom senso! Ele andava com pecadores sem se deixar influenciar, e convivia com religiosos sem se envolver com seu fanatismo. Percebem, amados?

Meus irmãos, tomemos “por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” (Tg.5:10). Homens e mulheres que, mesmo em meio à apostasia, perseveraram em obedecer à Palavra de Deus, “homens dos quais o mundo não era digno […] que obtiveram bom testemunho por sua fé” (Hb.11:38,39). Necessitamos de unidade em torno da Palavra e da oração; só então o mundo será iluminado com a glória de Deus e Jesus voltará. Portanto, “tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Hb.10:36).

Nosso Deus e Pai, nesse tempo tão solene em que vivemos deveríamos estar buscando o Senhor com muito mais intensidade. Se queremos em breve entrar pelos portais de pérola, necessitamos da fé dos patriarcas e profetas, um milagre que só o Teu Espírito pode realizar. Ó, Pai amado, não queremos dar ouvidos aos enganos do inimigo, mas queremos viver a verdadeira unidade, aquela pela qual Jesus orou em João 17. Batiza-nos com o Espírito Santo mediante a chuva temporã e a serôdia! Ajuda-nos a mantermos os nossos olhos em Jesus, o nosso perfeito Modelo. Nos méritos e no nome dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, testemunhas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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