Reavivados por Sua Palavra


1Reis 07 — Rosana Barros by Ivan Barros
8 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Era este filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro que trabalhava em bronze; Hirão era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze. Veio ter com o rei Salomão e fez toda a sua obra” (v.14).

Grandes e suntuosos edifícios foram construídos no reinado de Salomão. Seus palácios e a arquitetura singular das edificações declaravam por si só a potência da nação no cenário mundial. Definitivamente, Salomão não poupou esforços nem capital para construir um grande império. Mas ele também sabia que, quanto maior a nação, maiores seriam as responsabilidades; por isso, um lugar específico foi erguido para julgar o povo: a “Sala do Trono” ou “Sala do Julgamento” (v.7).

Para confeccionar todas as peças de bronze polido, Salomão chamou Hirão, filho de uma israelita da tribo de Naftali com um homem de Tiro. A Bíblia destaca três qualidades nesse artesão que aprendeu com esmero o ofício de seu pai: era “cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze” (v.14). Com certeza, foi um homem usado pelo Espírito Santo. E para que o Senhor possa nos encher, como precisamos estar, amados? Vazios, não é verdade? Precisamos nos esvaziar de nós mesmos para que Deus nos preencha com o Seu Espírito. Por isso, a obra de nos despojar do próprio eu é tão necessária e precisa ser diária.

É impressionante a riqueza de detalhes dos objetos feitos por Hirão. Quando Deus concede um dom a quem humildemente aceita recebê-lo, o resultado são “tesouros da Casa do Senhor” (v.51). Afinal, a “manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co.12:7). O Espírito Santo não concede o dom que escolhemos, mas nos escolhe para o dom que glorificará a Deus. Eis qual deve ser nossa atitude constante diante dos dons que o Senhor nos concede: “Mas agora, ó Senhor, Tu és nosso Pai, nós somos o barro, e Tu, o nosso Oleiro; e todos nós, obra das Tuas mãos” (Is.64:8). Como barro nas mãos do Oleiro, nossa vida deve ser como uma “fábrica” de tesouros para o Senhor.

É fácil nos distrairmos ou até nos entediarmos numa leitura como a de hoje. Muitos perguntam: O que posso aprender com tantos detalhes sobre objetos, como foram feitos e de que material foram feitos?. Amados, se perseverarmos em ouvir a voz de Deus por meio de Sua Palavra, Ele sempre terá palavras de vida e esperança a nos ensinar. Nos objetos do templo, por exemplo, encontramos detalhes da primeira visão do profeta Ezequiel. Notem que, verso 29, diz que nos painéis “havia leões, bois e querubins”. Ezequiel, em sua visão, contemplou os querubins com “rosto de leão” e “rosto de boi” (Ez.1:10). No templo, cada suporte tinha “quatro rodas” (v.30); Ezequiel viu “uma roda na terra, ao lado de cada um deles”, totalizando “quatro rodas” (Ez.1:15,18). “As quatro rodas [no templo] estavam debaixo dos painéis” (v.32) e Ezequiel viu que “as rodas se elevavam juntamente com eles, porque nelas havia o espírito dos seres viventes” (Ez.1:20).

Vocês percebem a beleza da Palavra do Senhor? A visão de Ezequiel confirma que cada detalhe carrega um profundo significado espiritual. Acima dos querubins existe “um trono” (Ez.1:26). O profeta, que também era sacerdote (Ez.1:3), estava familiarizado com aqueles objetos, mas foi na revelação divina que sua mente compreendeu o real sentido do que via todos os dias. Tudo o que o Senhor colocou na Sua Palavra nos reserva significados poderosos e especiais. Não precisamos ser profetas para entender as profundas, mas simples revelações de Deus; Ele deseja Se revelar a nós por Sua Palavra e fazer de nossa vida um “santuário do Deus vivente” (2Co.6:16).

O templo levou sete anos para ficar pronto; os palácios, treze. Enquanto vivemos, este é o tempo que Deus tem para realizar Sua obra em nós. O grande Oleiro aguarda nossa entrega voluntária para nos moldar e nos encher do Seu Espírito. Assim, seremos transformados em “pedras de valor” (v.10), lapidadas por dentro e por fora, preparadas para comparecer diante da Sala do Trono da Majestade dos Céus, tendo sido justificados mediante a fé em Cristo Jesus.

Hoje, nossa maior necessidade não é de belas construções, mas de um reavivamento da verdadeira piedade e a maior necessidade do mundo é a de ser alcançado por esse reavivamento. Permitamos que essa obra mostre resultados em nossa vida e em nossa casa. Nem as maiores edificações do mundo poderão superar o brilho da igreja do Deus vivo ao declarar: “O Senhor logo vem!”.

Pai Celestial, como é maravilhoso ouvir a Tua voz através da Tua Palavra! Como é lindo e como enche o nosso coração de alegria quando conseguimos fazer esses links entre um livro e outro! Porque são esses ensinamentos que nos conduzem ao Teu conhecimento, de um Deus que não muda, e que, em cada detalhe, nos ensina a manter os nossos olhos no Céu. Pois era esse o objetivo do santuário: manter os olhos dos adoradores no Céu. Tudo ali era uma sombra da realidade. E cremos que o nosso Senhor Jesus Cristo intercede por nós no mais Santo Lugar e que esta obra está prestes a ser encerrada. Pai de bondade, nos conduz ao verdadeiro arrependimento e ao verdadeiro reavivamento! Esvazia-nos de nós mesmos e enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, santuário de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS07 #1REIS7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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