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“E habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o Meu povo” (v.13).
O estabelecimento do templo possuía um significado que ia muito além de um lugar de culto; era como um selo de pertencimento, uma pedra fundamental no coração do território que Israel já podia chamar de seu. Com toda a reverência devida a Deus, o santuário foi edificado “com pedras já preparadas” (v.7), de modo que não se ouvia ali ruído algum de instrumentos de ferro. No silêncio daquela grande obra, “veio a palavra do Senhor a Salomão” (v.12), confirmando a aliança feita com Davi, sob a condição de que ele permanecesse fiel à Sua Palavra.
Aquele templo representava o desejo do Senhor de habitar no meio do Seu povo e de cuidar dele. Israel deveria contemplar não apenas a beleza da casa de Deus, mas a santidade do Senhor da casa. Em cada detalhe havia um importante ensinamento — lições preciosas sobre o chamado divino ao Seu povo. Em cada compartimento e material escolhido, os filhos de Israel deveriam discernir, de forma didática, o plano da salvação. Tudo ali visava ao fortalecimento e preparo da nação como representante de Deus na Terra, a fim de que fosse luz para os gentios.
Sabemos que, em muitos momentos, a nação falhou. Seus reis e líderes espirituais foram, muitas vezes, os primeiros a dar as costas ao “Assim diz o Senhor”. A corrupção, a idolatria e a licenciosidade mergulharam Israel em trevas morais que, por vezes, sobrepujavam o paganismo das demais nações. Ao permitirem pequenas concessões e introduzirem costumes pagãos aparentemente inocentes, acabavam por ignorar os claros princípios do Céu, trocando o ouro pela escória. Foi assim que, após rejeitar Aquele que diziam aguardar e assassinar o justo Estêvão, Israel atingiu o ápice da rebelião, encerrando seu tempo de oportunidade e deixando de ser a nação eleita de Deus, conforme a profecia de Daniel (Dn.9:24-27).
Como Elias, que restaurou o altar; como João Batista, que preparou o caminho do Messias “no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17), nós, como último movimento profético e templos do Espírito Santo, precisamos ser revestidos “inteiramente” (v.22) com o ouro refinado de Cristo, estabelecidos sobre a Rocha, para que nossa luz brilhe diante do mundo para a glória de Deus (Ap.3:18; Mt.7:24-25; Mt.5:16).
Em cada período da história, Deus levantou Seus servos, os profetas para advertir o Seu povo e conduzi-lo à salvação. Foi assim, por exemplo, no tempo de Noé. Notem que o templo de Salomão tinha três andares (v.8), assim como a arca (Gn.6:16). Salomão “cobriu o piso da casa com tábuas de cipreste” (v.15), e a arca também foi feita com “tábuas de cipreste” (Gn.6:14). Percebem, amados, que não se trata de coincidência? É o mesmo Deus, com a mesma finalidade, empenhado em salvar Seu povo em cada geração?. Pergunto: deixaria o Senhor o Seu último povo sem profecia, justamente às vésperas de enfrentar o tempo mais difícil da Terra? Não, amados! Há uma voz profética para nós hoje. Estamos dispostos a ouvi-la e vive-la?
O Senhor deseja colocar sobre nós o Seu selo definitivo de pertencimento (Ap.7:3), “como pedras que vivem” (1Pe.2:5), repreendendo os instrumentos de ferro do maligno e confirmando conosco a Sua aliança eterna. É seu desejo que o Espírito Santo realize esta obra de edificação em sua vida? O Senhor espera por você. Em nome de Jesus — que em breve voltará —, não rejeite esse chamado de amor eterno!
Querido Pai, com a mesma expectativa que ordenastes a Noé para construir a arca, e a Salomão para edificar o templo, hoje o Senhor deseja fazer de nós templos do Espírito Santo. Não mais um lugar de pedras, madeira e ouro, mas desejas habitar em nós, operando o milagre de nos conceder um caráter semelhante ao Teu, mediante um novo coração movido e governado pelo Espírito Santo. Ó, Senhor, que a Tua Palavra que é a verdade, que santifica, que liberta, que é a fonte do Teu conhecimento, que é a espada do Espírito, mais afiada do que uma espada de dois gumes, que ela seja o nosso firme alicerce, o nosso “piso” de cipreste e de ouro sobre o qual podemos andar com confiança plena e segura. Senhor, estamos cercados de discursos que muitas vezes nos deixam confusos. Por favor, em nome de Jesus, não nos deixe ser enganados por esta mescla da verdade com o engano, mas que andemos na pureza da Tua verdade presente! Por Jesus, nós elevamos a Ti este clamor, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, último movimento profético do Senhor Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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