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“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (v.2).
As palavras de introdução deste capítulo descrevem Davi de quatro formas distintas:
- O filho de Jessé: Era assim que o pastorzinho de ovelhas era conhecido antes de receber o chamado de Deus;
- O homem que foi exaltado: O Senhor reconheceu naquele jovem um coração humilde e contrito, e o elevou à condição de príncipe do Seu povo, pois, como diz o Senhor: “aos que Me honram, honrarei” (1Sm.2:30);
- O ungido do Deus de Jacó: Havia uma aliança estabelecida com os patriarcas. A unção e eleição de Davi o tornou sucessor desta “aliança eterna, em tudo bem-definida e segura” (v.5);
- O mavioso (ou seja, suave, harmonioso) salmista de Israel: Seu dom musical e literário compunha a face dócil do bravo guerreiro. Seus salmos expressam entrega completa a Deus, amadurecimento espiritual e sinceridade na adoração.
As últimas palavras de alguém geralmente representam o que há de mais significativo. As de Davi expressam sua plena confiança em Deus e em Sua Palavra. Davi foi um homem de guerra, um “justiceiro” de seu tempo. Era compassivo com os errantes, paciente com os irmãos e intolerante com os rebeldes. Um homem intenso e forte; ao mesmo tempo, frágil e amoroso. Se era para chorar, fazia-o com todas as forças; se era para se alegrar, entregava-se com total intensidade. Foi nesse espírito que ele, em um bando de homens inicialmente fracassados e endividados, enxergou um exército de valentes.
Os valentes de Davi se destacavam não apenas por suas obras, mas principalmente pelo amor e zelo que dedicavam ao rei. Eram homens extraordinários em força, determinação e coragem, para os quais qualquer desafio era um privilégio. Através deles, o Senhor efetuou grandes livramentos e deixou ricas lições de lealdade e altruísmo. Independentemente de sua classificação, todos estavam dispostos a dar a vida pelo rei — inclusive “Urias, o heteu” (v.39), que teve a vida abreviada a mando daquele a quem servira com tanta fidelidade. Acredito que, mesmo após seu genuíno arrependimento, Davi tenha sofrido até a morte ao lembrar-se do que fizera ao seu fiel valente.
Assim como a vida de Davi foi cheia de altos e baixos, estamos todos na mesma condição, amados. Os valentes de Davi atravessaram o exército inimigo para levar água de um poço ao seu rei. Jesus, porém, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8) para que pudéssemos beber “de graça a água da vida” (Ap.22:17). Davi aprendeu a reconhecer sua completa dependência de Deus. As vitórias vinham porque o Senhor efetuava o livramento. Por meio desses homens, o Senhor apontava para o plano da salvação em Cristo, estabelecendo uma “aliança eterna, em tudo bem-definida e segura” (v.5) — uma promessa que “ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3).
Ainda que Davi e sua casa não tenham alcançado o modelo ideal de uma família bem ordenada, ele confiava na promessa divina de que o cetro jamais sairia de sua casa. O Senhor também nos fez uma promessa, amados: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Confiemos nesta promessa “em tudo bem-definida e segura” (v.5).
Pai de amor eterno, como falastes com Davi e lhe destes a certeza da Tua presença e cuidado, o Senhor deseja ter esta mesma intimidade conosco. Tu és Deus real e presente. Batiza-nos com o Espírito Santo para que sejamos Teus soldados, Teus valentes, bem ordenados e preparados como Teu exército de salvação às nações. Aguardamos a Tua bendita promessa e confiamos que, no tempo determinado, Aquele que vem virá e não tardará. Feliz sábado, nosso Criador e Redentor! Por Jesus, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fiéis do tempo do fim!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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