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“Houve, em dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas” (v.1).
Houve três anos de fome em um lugar onde o Senhor havia prometido manar leite e mel. A fartura de que a nação eleita desfrutara por anos foi substituída pela escassez e secura. O homem segundo o coração de Deus, contudo, percebeu que havia algo de espiritual naquela situação. Davi confiava plenamente nas promessas divinas e entendeu que aqueles anos de fome eram um aviso de que algo estava errado. Saul havia quebrado um juramento feito entre Israel e os gibeonitas, quase os dizimando. Apesar de terem enganado os israelitas no passado, havia uma aliança entre eles (Js.9:15). Os gibeonitas estariam sujeitos a trabalhos forçados, mas deveriam ter suas vidas poupadas.
Ao consultar o Senhor e descobrir a causa dos anos de fome, Davi prontamente procurou os gibeonitas a fim de lhes fazer justiça. A resposta daqueles estrangeiros prova por que Deus interveio em seu favor: eles não exigiram riquezas, nem a morte de inocentes em Israel (v.4). Como executores de uma justiça pendente, pediram sete homens da família de Saul. Politicamente, esses descendentes poderiam representar uma ameaça ao trono, mas para Davi, o pedido foi doloroso. Apesar da perseguição sofrida, ele jamais desejara o mal à casa de Saul. Preservando a vida de Mefibosete, “por causa do juramento ao Senhor” (v.7), Davi entregou os demais descendentes, aqueles que poderiam insurgir-se contra o seu trono. Deus permitiu aos gibeonitas o que Davi não teve coragem de realizar.
Mesmo na velhice, Davi ainda descia com seus homens à guerra. Ficou evidente, porém, na última peleja, que era um risco desnecessário submeter o rei ao perigo. Quando a fome acabou e os gigantes da terra foram abatidos, o coração de Davi transbordou gratidão em um cântico que estudaremos amanhã. Uma coisa é certa, amados: a justiça de Deus não tarda. Ela se manifesta no tempo e do modo certos. Aquela mãe (Rispa) que enxotava as aves de rapina dos corpos de seus filhos representa todos os que sofrem perdas trágicas pelas consequências do pecado.
Muitos surgem como “abutres” para lançar acusações e olhares de reprovação sobre famílias enlutadas. Nesses momentos de angústia, esses sofredores precisam de alguém que, como Davi, valide o seu sofrimento. Ao buscar os ossos de Saul e Jônatas para dar-lhes um enterro digno, Davi nos deixou uma lição de compaixão e de consideração pelos enlutados. Ele sabia que Deus não tem “prazer na morte de ninguém” (Ez.18:32) e que a dor de Rispa ecoava no coração do próprio Criador. O desejo de Deus é que “convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, [conserve] ele a sua alma em vida” (Ez.18:27).
Portanto, a fome ou a morte são recursos de justiça que só sobrevêm quando se esgotam as oportunidades dadas pelo Céu. Vivemos um tempo solene, mediante uma mensagem urgente, às vésperas do cumprimento da última promessa. Conforme a profecia de Daniel, desde 1844 o primeiro anjo anuncia: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7). O inimigo já dizimou inocentes demais! Este mundo padece de injustiça, e logo o Justo Juiz Se levantará “para peneirar as nações com peneira de destruição” (Is.30:28), para realizar “Sua obra estranha” (Is.28:21).
O Espírito do Senhor apela hoje: “Ouve, te peço, a palavra do Senhor, segundo a qual eu te falo; e bem te irá, e será poupada a tua vida” (Jr.38:20). Chega de guerra! Como Davi, o Senhor vê que estamos fatigados. Busquemos ao Senhor de todo nosso coração enquanto podemos encontrá-Lo. Olhemos para Jesus no Getsêmani, para Seu corpo prostrado e Seu sacrifício, onde amor e justiça se encontraram em perfeita harmonia. Porque, como os gibeonitas não exigiram riquezas, fomos resgatados não por prata ou ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo (1Pe.1:18-19).
Davi estava cansado de ver tanto sangue. E nós? Será que nossa segurança nos tornou insensíveis à realidade ao redor? Há pessoas sofrendo agora, de fome, violência, conflitos armados e doenças físicas e emocionais que tanto mal têm causado. Que o Senhor Jesus nos dê um coração misericordioso para que oremos e trabalhemos com zelo e fé, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
Querido Pai Celestial, as Tuas promessas são fiéis e verdadeiras e nenhuma delas jamais falhou. Nós aguardamos a última e preciosa promessa da volta do nosso Redentor. Ó, Senhor, que sejamos encontrados por Ti como Teus servos bons e fiéis, que foram fiéis no pouco que nos confiaste! Dá-nos os olhos e o coração como os de Cristo, cheios de misericórdia e compaixão pelos nossos semelhantes. E usa-nos, mediante a ação do Espírito Santo, em benefício de nossos pequeninos irmãos! Mas o grito da nossa alma é: Volta logo, Jesus! Volta logo! Em Teu nome, oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remidos pelo sangue do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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