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“Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade e uma mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do Senhor?” (v.19).
Assim como sua saída de Jerusalém, o retorno de Davi foi repleto de desafios. Definitivamente, o rei de Israel tinha muitos amigos, mas também muitos inimigos. A rápida anuência do povo à sedição de Seba revela que Israel estava confuso e dividido. Já no caminho, Davi teve de resolver muitas questões e, ao chegar em casa, deparou-se com a triste situação de suas dez concubinas, vítimas da insanidade de Absalão. Aquelas mulheres não tinham mais liberdade de aparecer em público, tamanha foi a sua desonra. Davi as acolheu e sustentou, mantendo-as em discrição “até ao dia em que morreram, vivendo como viúvas” (v.3).
Com o coração magoado pela traição de Joabe na morte de Absalão, Davi o ignorou, dando ordens a Amasa para a convocação do exército de Judá. O que ele não esperava era que seu novo comandante fosse tão vagaroso, de sorte que teve de chamar Abisai, irmão de Joabe, para que seguisse com seus homens em perseguição a Seba.
Aproveitando-se da ocasião, Joabe enganou Amasa com um beijo e o matou. Ele estava prestes a dizimar mais inocentes, não fossem as palavras de “uma mulher sábia” (v.16) que, percebendo o perigo, pediu para falar com ele. Com a morte de Seba, “Joabe voltou a Jerusalém a ter com o rei” (v. 22). O capítulo termina com uma lista dos oficiais de Davi, destacando que “Joabe era comandante de todo o exército de Israel” (v.23). Abaixo do rei e do sacerdócio, este era certamente o cargo mais importante, dadas as circunstâncias de constantes confrontos e ameaças de guerra.
Apesar de suas quedas e imperfeições, Davi foi um tipo de Cristo. Em Seu ministério terrestre, Jesus encontrou desafios incomparáveis. Como Filho de Deus, poderia ter resolvido tudo num estalar de dedos; mas, como Filho de Davi, em Sua humanidade, era tão dependente do Pai como qualquer outra pessoa. Em cada situação, confiava na boa mão de Deus para sustê-Lo. Jesus também teve muitos amigos e inimigos, e as multidões ao Seu redor viviam confusas. Ele encontrou Seus irmãos cobertos de vexame e, em Sua terna misericórdia, os ensinava e curava.
Na escolha dos doze discípulos, Jesus reuniu Seu “exército de valentes”, composto por homens que jamais seriam escolhidos por líderes religiosos comuns. Apenas um deles possuía o porte e o talento que inspirava respeito humano, e esse era Judas; aquele que, com um beijo, entregaria Jesus à morte.
Assim como a mulher sábia da cidade de Abel, Cristo também teve em Sua companhia mulheres sábias. O amor delas pelo Salvador foi demonstrado com coragem ao acompanhá-Lo até a cruz e ao serem as primeiras a presenciar o túmulo vazio na manhã da ressurreição. Vemos que, mesmo em um capítulo marcado por traição e morte, a vida do Rei da Glória transparece. Tudo aponta para Aquele que escolheu um exército de homens e mulheres que, pela fé, aceitaram a graça de Jesus, o qual prometeu: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Logo esta guerra sangrenta terá fim, amados. Logo não teremos mais que lidar com o sofrimento e com a morte. Logo o nosso Salvador vencerá a morte, destruindo-a de uma vez por todas (1Co.15:26), e nos envolverá com Seu manto de justiça para sempre (Is.61:10). Os desafios da vida que hoje nos consomem e fatigam não mais existirão. Nunca mais teremos inimigos à espreita de nossos muros. “Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor” (Is.60:18). Não haverá mais inimigos, apenas amigos: os santos do Altíssimo. “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap.7:17). Todos poderemos dizer: “Eu sou um dos pacíficos e dos fiéis”, não mais pelo medo da morte, mas pela vitória de Cristo sobre ela.
Que pelo poder do Espírito Santo, a nossa vida testifique do Rei Jesus, “vivendo como servos de Deus” (1Pe.2:16), para a glória de Deus.
Pai de amor eterno, Guarda de Israel, Defensor dos filhos do Teu povo, graças Te damos por nos ouvir e por falar conosco através da Tua santa Palavra! Dá-nos a alegria e a bênção de continuarmos contemplando o nosso Rei Jesus em cada capítulo da Bíblia, porque é pela contemplação que nós somos transformados. Almejamos o caráter semelhante ao de Cristo, Pai. Por isso, clamamos mais uma vez pelo batismo do Espírito Santo e Seu lavar renovador e regenerador em nossa vida para que possamos Te servir com inteireza de coração, para a Tua glória! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do Rei da Glória!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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