Reavivados por Sua Palavra


2Samuel 19 — Rosana Barros by Ivan Barros
27 de janeiro de 2026, 0:45
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“Tendo o rei coberto o rosto, exclamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.4).

A morte de Absalão causou uma dor profunda e uma tristeza inconsolável no coração de Davi. Na visão de Joabe, contudo, as demonstrações de luto do rei por seu filho eram como uma grave desconsideração para com todo o povo que, lutando com bravura, arriscara a vida em favor da nação e do próprio rei. Com palavras duras, diretas e até com ameaças de sedição, o comandante do exército praticamente obrigou Davi a sair de seu luto e assumir uma postura favorável diante do povo, que já “havia fugido, cada um para a sua tenda” (v.8).

Davi atendeu às palavras de seu subordinado, mas logo reafirmou sua posição monárquica ao jurar colocar Amasa no lugar de Joabe. A atitude de Joabe ao matar Absalão, contrariando ordens expressas, e sua postura audaciosa ao ameaçar o trono, deixaram claro que ele advogava em favor de seus próprios interesses.

Não era desígnio de Davi agir com imprudência ou injustiça. Àquela altura da vida, ele desejava apenas fazer a vontade de Deus e andar com integridade. Ao poupar Simei, repartir as posses de Saul entre Mefibosete e Ziba, e abençoar seu idoso amigo Barzilai, o fatigado rei demonstrou seu sincero desejo pelo bem comum e seu zelo em ser justo com todos.

A morte é uma intrusa que aflige a humanidade desde a queda. Ela é uma interrupção naquilo que Deus criou para ser eterno. É o salário do pecado (Rm.5:12). O luto é o processo doloroso para os que ficam e sentem a ausência dos queridos que dormem. A Bíblia ensina que a morte é um sono, um estado de inconsciência (Ec.9:5; Jo.11:11-13). As Escrituras não mencionam um Céu imediato para os justos, nem um inferno em chamas eternas para os ímpios logo após o falecimento. No entanto, Satanás busca, desde o princípio, deturpar essa verdade. Como fez com Eva, ele seduz multidões com o engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), insinuando uma existência consciente além da morte.

Textos como Jó 3:13, Jó 14:10-12, Salmo 115:17, Salmo 146:4, Eclesiastes 9:5 e 10, Eclesiastes 12:7, Isaías 26:19, João 5:28-29, João 11:11-14, 1Coríntios 15:54, 1Tessalonicenses 4:16, Hebreus 11:13 confirmam que a morte é uma interrupção da consciência até que o Senhor desperte os mortos para a ressurreição da vida ou para a ressurreição do juízo. Na tentativa de Davi em ser justo, encontramos uma lição sobre o juízo divino. Não há harmonia entre a justiça de Deus e a ideia de um inferno que arde eternamente para atormentar pecadores.

Primeiro, Deus não eternizará o que Cristo veio destruir: o pecado e seus resultados. Segundo, a Bíblia afirma que, na nova terra, “já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap.21:4), o que exclui um lugar de tormento eterno coexistindo com a eternidade. Terceiro, a destruição final foi preparada para “o diabo e seus anjos” (Mt.25:41); os ímpios nela perecerão por rejeitarem a redenção e não se arrependerem de seus pecados.

Como explicar, então, expressões como “fogo eterno” ou “atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”? Se as leis humanas possuem uma dosimetria da pena — e nós, cujas justiças são como “trapo da imundícia” (Is.64:6), dosamos a punição conforme o ato —, será que Deus, a própria Essência da Justiça, castigaria alguém por tempo infinito por pecados cometidos em um tempo finito?

Amados, o Dia do Senhor se aproxima e “arde como fornalha” (Ml.4:1). Haverá, sim, um lago de fogo, mas ele é “eterno” em suas consequências, e não em sua duração, assim como ocorreu com Sodoma e Gomorra (Judas 7). Deus destruirá pecado e pecadores para todo o sempre. Nunca mais o Universo terá uma mancha sequer do mal. A única lembrança do grande conflito serão as marcas nas mãos de nosso Redentor. Ao olharmos para Jesus, exclamaremos: “Glória ao Justo!” (Is.24:16). DEle declararemos eternamente: Ele é o nosso “Senhor, Justiça Nossa” (Jr.23:6).

Nosso Salvador voltará! Hoje é o tempo oportuno para renovar nossa aliança com Ele. A comunhão diária nos concede poder para perseverar; a verdade, que é a Sua Palavra, é o que nos ensina, nos santifica e ilumina o caminho de nossa peregrinação; e a oração nos liga em amizade íntima com o Senhor. Não perca esse privilégio! Quer sejamos despertados do sono da morte, quer estejamos vivos em Sua vinda, que Ele nos encontre preparados. “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am 4:12).

Pai Celestial, Tua ira é passageira, mas o Teu amor é eterno. O Senhor é longânimo para conosco e espera por nós. Arranca de nós toda raiz de amargura que porventura esteja nos afastando de Ti. Eu creio, Senhor, que estamos entrando no clímax do grande conflito e logo aparecerá no céu o sinal do nosso Redentor. Que a nossa vida esteja escondida no Senhor, ó Altíssimo, e a justiça do Teu Filho seja a nossa vestimenta. Em nome dEle e pelos méritos dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cobertos da justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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