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“Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12).
A cada mudança de dinastia, surgia um momento de incerteza entre as nações. Acordos de paz podiam ser revogados ou conflitos intermitentes podiam chegar ao fim. Até então, Davi mantinha uma convivência pacífica com os amonitas e procurou assegurar, junto ao rei sucessor de Amom, que essa harmonia permanecesse. Por isso, “enviou Davi servos seus para o consolar acerca de seu pai; e vieram os servos de Davi à terra dos filhos de Amom” (v.2).
Contudo, “os príncipes dos filhos de Amom” (v.3) convenceram Hanum de que os mensageiros enviados por Davi eram, na verdade, espiões infiltrados para observar a terra e destruí-la. Diante dessa suspeita infundada, o rei amonita submeteu os embaixadores de Israel ao vexame de terem metade da barba raspada e suas vestes cortadas até as nádegas, o que representava uma grave ofensa e profunda vergonha. Em Israel, exceto por questões de saúde ou cerimônias de purificação, os homens conservavam suas barbas crescidas e bem cuidadas.
Quando Davi soube do ocorrido, sua ira se acendeu, e ele enviou “contra eles a Joabe com todo o exército de valentes” (v.7). Mesmo cercados por inimigos em duas frentes, Joabe e seu irmão, Abisai, avançaram estrategicamente fundamentados em dois pilares:
1) Confiança em Deus: “faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12);
2) Cooperação: “Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro” (v.11).
Nas palavras do Senhor a Moisés, encontramos um princípio divino ativo e recorrente em todos os tempos: “Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8). Se a afronta verbal a um servo de Deus já provoca a ira divina, quanto mais submetê-lo ao escárnio público? O Senhor assegura aos Seus servos: “O mau, é evidente, não ficará sem castigo” (Pv.11:21) e “A Mim pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19).
Os amonitas e os siros representam “os dominadores deste mundo tenebroso […] as forças espirituais do mal” (Ef.6:12), que covarde e constantemente expor nossa condição de pecado como algo imutável e sem esperança. Temos um inimigo que nos “acusa de dia e de noite diante do nosso Deus” (Ap.12:10). Mas, assim como a barba cresce e as vestes podem ser trocadas, nossa vida pode crescer em graça e ser restaurada por Jesus Cristo. Ele nos diz hoje: “Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim e dos teus pecados não Me lembro” (Is.43:25). Pois, “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9).
Há uma obra de confiança e cooperação a ser realizada diariamente. Esse trabalho unido a Deus e ao próximo é o que nos conduzirá à vitória. De mãos dadas com o Senhor, nossas mãos estarão estendidas aos nossos irmãos; assim, sairemos vitoriosos neste grande conflito e iremos juntos para a Casa do Pai.
Pai Celestial, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus, que perdoa os nossos pecados e os lança nas profundezas do mar! Graças Te damos pela obra do Espírito Santo em nosso coração, santificando-nos por Tua Palavra e purificando-nos de toda injustiça! Ajuda-nos a viver em unidade na fé, na esperança e, principalmente, no amor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cooperadores de Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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