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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa do Teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor Deus, o disseste; e, com a Tua bênção, será, para sempre, bendita a casa do Teu servo” (v.29).
Os anos que antecederam a monarquia de Davi foram conturbados e desafiadores. Severamente perseguido, ele andava pelas montanhas e desertos, desviando-se da fúria de Saul e usando de estratégias para assegurar a sua vida e a de seus valentes em terras inimigas. Foi quando se deu conta de sua situação confortável, “habitando o rei Davi em sua própria casa” (v.1), que a visão da tenda de Deus pareceu-lhe um grande descaso.
Chamando o profeta, segredou-lhe o seu desejo e logo foi animado a concretizar o que estava em seu coração. Natã, porém, agiu precipitadamente ao dar o aval a algo que não lhe competia. Afinal, nem sempre as intenções do nosso coração, por melhores que sejam, correspondem à vontade de Deus. E, “naquela mesma noite” (v.4), o Senhor falou ao profeta com declarações fortes e esclarecedoras. O desejo de Davi podia ser sincero e cheio de boas intenções, mas não correspondia aos planos de Deus para aquele momento. Seu filho Salomão, e não ele, edificaria o primeiro templo; e a profecia messiânica confirmaria o seu trono para sempre.
A oração de Davi revela um espírito humilde e submisso, sempre pronto para aceitar a soberania divina. Sua posição e eleição não lhe foram de proveito para se impor como senhor da razão. Ele era consciente de sua responsabilidade como rei sobre Israel; contudo, ainda mais consciente era de seu dever como servo de Deus. Dotado de talento musical e poético, ensinou à nação eleita que a oração não é feita simplesmente de palavras, mas do privilégio de render ações de graças ao “Deus de Israel” (v.27).
Nem sempre as nossas melhores intenções estão em comum acordo com a vontade de Deus. Deve haver perfeita harmonia entre a ação divina e o esforço humano. Deus espera que possamos desempenhar um papel ativo na Terra, um papel que nos edifique e nos eleve à estatura de filhos da luz. Mas esse papel jamais deve ultrapassar ou ignorar o irrevogável e imutável “assim diz o Senhor” (v.5). Nossa obra nesta terra consiste na realização da vontade de Deus mediante uma vida de submissão e entrega. Cristo foi o perfeito exemplo disso: jamais fazia planos por Si mesmo ou para Si mesmo, mas, antes que o sol refletisse os primeiros raios do dia, já se encontrava na presença do Pai a fim de obter sabedoria e discernimento.
Creio que muitos de nós precisamos urgentemente rever os nossos conceitos religiosos e considerar com mais solene atenção o que está escrito: “as Tuas palavras são verdade” (v.28). Como foi para Davi, que todas estas palavras também sejam instrução para nós e uma bênção para o nosso lar, a fim de que este permaneça para sempre diante do Senhor, como está escrito: “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Is.66:22). Precisamos estudar as Escrituras como se fossem escritas para nós de forma particular. Deus é um Deus pessoal. E Ele deseja nos dar ouvidos sensíveis para discernir a voz do Espírito Santo. Que, à semelhança de Davi, saibamos reconhecer a bondade de Deus para com a nossa casa e Seu desejo de que habitemos “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6).
Ó, Senhor, nosso Deus, que pela fidelidade da Tua Palavra da verdade, todos os dias haja em nosso coração e em nossos lábios um hino de louvor ao Teu nome! Tu és fiel, Senhor e cremos que tens planos especiais para nós e para nossa família. Derrama em nosso coração o amor do Calvário, para que possamos Te servir sob a orientação do Espírito Santo, hoje e até que Cristo volte. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do Deus Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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