Filed under: Sem categoria
“Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas” (v.15).
O transporte da arca da aliança para Jerusalém foi transformado pelo rei em uma grande festa. Davi, juntamente com todo o povo, seguia com danças e “com toda sorte de instrumentos” (v. 5). Foi preparado um carro novo e todas as providências pareciam evidenciar um momento sagrado e aprovado por Deus. Contudo, toda a alegria foi interrompida quando a ira de Deus se acendeu contra Uzá que, ao tocar na arca, foi ferido. “Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus” (v.7).
Uzá não era ignorante quanto às instruções acerca do transporte da arca. Ninguém, a não ser os sacerdotes, era autorizado a tocá-la ou carregá-la, e isso da forma prescrita pelo Senhor. Havia um limite muito claro que foi ultrapassado. Por mais que a aparência daquela jornada fosse a de um culto feliz e vibrante, aquela não era a forma estabelecida por Deus. Os filhos de Israel precisavam aprender a distinguir entre o santo e o comum; o santuário, seus utensílios e sua liturgia eram um constante aprendizado nesse sentido.
Obede-Edom e sua família foram ricamente abençoados pela presença da arca em sua casa. Certamente, eles tomaram todo o cuidado para respeitar os limites estabelecidos por Deus e foram recompensados por isso. Apesar da tragédia inicial, essa boa notícia encheu de esperança o coração de Davi, que prontamente dispôs-se a trazer a arca, mas, desta vez, respeitando a Palavra do Senhor. Sua devoção e grande alegria foram interpretadas por Mical como uma atitude insana e repugnante para um rei. Mas a resposta de Davi à sua esposa insatisfeita deixou clara a sua intenção: agradar ao Senhor, ainda que o caminho para isso fosse a humilhação aos olhos humanos.
Amados, este episódio nos ensina que sensação de euforia e aparência de santidade não são provas de uma verdadeira adoração. Se estava escrito como a arca deveria ser transportada, cumpria a Davi ter obedecido, e a Uzá ter temido fazer o que não lhe era permitido. Que parte do “Certamente morrereis” ainda não compreendemos? O Senhor nos deixou limites justamente para nos livrar do salário do pecado (Leia Gn.2:16-17; Rm.6:23). Ele jamais teria ferido Uzá se houvesse uma fagulha sequer de possibilidade de salvá-lo; sua morte foi o castigo de um rebelde. Não podemos correr o risco de fechar o coração a tal ponto de pecarmos contra o Espírito Santo.
A verdadeira adoração consiste em adorarmos ao Senhor como Ele deseja, ainda que sejamos desprezados ou mal interpretados. Enquanto Davi representa o verdadeiro adorador, que se alegra no Senhor e em fazer a Sua vontade, Mical representa o falso adorador, ocupado apenas em censurar aquele que deseja abençoá-lo. A vitória de Jesus na cruz garantiu a bênção do Senhor a você “e a toda a sua casa” (v.11). Não despreze tamanho privilégio! Lembre-se: adorar não consiste em cerimônias bonitas, mas em humilhar-se de coração perante Aquele “que Se assenta acima dos querubins” (v.2).
Santo Deus, Tu és digno de todo louvor, honra e glória! Pedimos, humildemente, que nos ensines a Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. A alegria do Senhor é a nossa força, e ela não consiste em celebrações barulhentas, mas no contentamento com a Tua vontade. Aquilo que Te agrada está escrito em Tua Palavra e no espírito de profecia. Guia-nos ao cerne da Tua vontade e da verdadeira adoração! Em nome de Jesus, amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Deixe um comentário so far
Deixe um comentário