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“Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração” (v.5).
Saul ocupou tanto sua mente e seu tempo na perseguição doentia a Davi que, ao se dar conta do despreparo de Israel para enfrentar o exército filisteu, temeu muitíssimo. Tentou consultar ao Senhor, “porém o Senhor não lhe respondeu” (v.6). Enquanto isso, Davi enfrentava as consequências de seu próprio fingimento: o rei Aquis o convocara para lutar contra seu próprio povo. Duas situações críticas que revelam as implicações de decisões tomadas em desarmonia com a vontade de Deus.
Logicamente, não era da vontade do Senhor que Saul empreendesse uma perseguição contra Davi, tampouco que Davi fosse buscar refúgio entre os inimigos de Israel. Mas gostaria de destacar hoje a atitude de Saul. Além de ter deixado de ser o rei ungido de Deus, ele ainda ousou buscar em fonte obscura a resposta ao seu desespero. A proibição divina era bem clara: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor” (Lv.19:31). A necromancia e a feitiçaria eram práticas pagãs consideradas abominações diante de Deus. Aquele que no passado “havia desterrado os médiuns e os adivinhos” (v.3) do meio de Israel, agora procurava por um que pudesse aliviar o seu fardo.
Uma mulher em En-Dor foi apontada como uma sobrevivente dos que Saul havia eliminado. Ao descobrir que se tratava do rei e diante da visão do sobrenatural, a mulher gritou e protestou achando estar diante de uma cilada para lhe tirar a vida. Acredito que a reação da necromante que “gritou em alta voz” (v.12) se deu porque ela nunca havia passado por semelhante experiência. O ser que ela viu subir da terra não era Samuel, e sim Satanás ou um de seus anjos caídos. “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça” (2Co.11:14-15). “Entendendo Saul que era Samuel” (v.14), não é uma expressão que afirma ser o “espírito” do profeta, e sim que revela a ansiedade do rei em ver o sobrenatural de forma concreta, a fim de obter uma resposta que lhe fosse favorável. E não se enganem, amados, porque as palavras ditas pelo demônio não se cumpririam porque ele via o futuro, mas porque Saul havia selado o seu destino por sua conduta maligna.
Ainda hoje, multidões buscam no ocultismo respostas para suas inquietações por falta de paciência ou fé para esperar em Deus e buscar em Sua Palavra um fiel “assim diz o Senhor”. Facilmente se cansam de esperar, e sua fé se mostra metal vil sem utilidade. A Bíblia é cristalina quanto ao estado do homem na morte. A nossa constituição é pela soma de dois fatores: pó da terra + fôlego de vida. E passamos a ser “alma vivente” (Gn.2:7). Portanto, não temos uma alma, mas somos uma alma. Pois “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).
Em Seu ministério terrestre, Jesus devolveu o fôlego de vida a algumas pessoas. Mas a experiência da ressurreição de Lázaro, dentre todas, é a mais rica em detalhes que encontram harmonia na inquebrável Palavra de Deus. Pois, referindo-se à morte de seu amigo, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). A respeito dos que estarão vivos por ocasião da volta de Jesus, Paulo escreveu: “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos” (1Co.15:51). Portanto, a Bíblia compara a morte ao sono. É semelhante, por exemplo, a um estado de sono profundo sem a manifestação de sonhos. Em Jó, encontramos o local de repouso de quem morre: “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (Jó 7:9-10). E Jesus, referindo-Se à Sua segunda vinda, confirmou de onde chamará os que morreram: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).
Muitos cristãos podem indagar que nunca se envolveram com feitiçaria ou consultaram um horóscopo, por exemplo. Mas estas práticas e outras ainda piores estão contidas de forma subliminar ou até mesmo de forma bem explícita nos filmes, desenhos, séries e jogos que, infelizmente, têm bloqueado a mente humana aos apelos e ensinos do Espírito Santo. E não estaremos seguros de tamanho mal a menos que não larguemos da mão de Cristo. A verdade da Palavra de Deus nos deve ser suficiente, amados. Nossa comunhão diária com o Senhor é a chave que abre os portais celestiais e fecha as portas de tudo o que é obscuro. Não permita que Satanás entre em sua casa pelas vias da mídia ou de qualquer outro meio. Vem a nós, hoje, a mensagem do Senhor, dizendo: “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Pv.8:13).
Louvado seja o Senhor, nosso Criador, que fez o céu e a terra! Nosso bom Deus, livra-nos de simpatizarmos com o mal, pois tem sido essa a ideia divulgada pelo mundo! Livra-nos também de entrarmos em associação com os que não temem o Senhor! Queremos andar com Jesus, olhar fixamente para Ele e manter o nosso coração firme em Sua Palavra. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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