Reavivados por Sua Palavra


1Samuel 16 — Rosana Barros by Ivan Barros
24 de dezembro de 2025, 0:45
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“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7).

Diferentemente do procedimento de Saul, “Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor” (v.4). Ao chegar em Belém, o profeta foi prontamente recepcionado por um grupo de anciãos em pânico devido à sua visita surpresa. Samuel possuía tamanha autoridade espiritual que sua presença infundia temor aos impenitentes. Com a justificativa de estar ali “para sacrificar ao Senhor” (v.2), sua declaração de paz foi seguida por um momento de santificação dos anciãos, de Jessé e de seus filhos — um preparo necessário para o que estava por vir.

Na companhia de seus sete filhos, Jessé iniciou a apresentação daqueles belos homens, a começar pelo primogênito, que aparentemente mais se assemelhava ao porte e estatura de Saul. No momento em que o profeta pensou estar diante do futuro rei, sua concepção foi interrompida pelo princípio que norteia a eleição divina: “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7). Assim, o mais jovem e preterido entre os irmãos foi indicado pelo próprio Deus com as palavras decisivas: “este é ele” (v.12).

O livre-arbítrio é a chave de acesso ou de restrição à atuação divina. Pela desobediência às ordens de Deus, Saul tornou-se cada vez mais obstinado. Sua perda maior não foi a do trono de Israel, mas o fato de ter destronado o Senhor de seu próprio coração, permitindo que “um espírito maligno o atormentasse” (v.14). Foi requisitado, então, “um homem que saiba tocar harpa” (v.16). O seu alívio viria justamente daquele que ocuparia a sua função, e Saul “amou muito” a Davi “e o fez seu escudeiro” (v.21).

A genuína conversão não é obra de um momento apenas, mas deve ser confirmada pela santificação diária. O crescimento na graça de Cristo consiste em seguir os Seus passos, buscando uma vida de integridade e fidelidade diante do Senhor e dos homens. Enquanto a fama de Saul era a de um rei atormentado, Davi era reconhecido como alguém “que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (v.18). Deus permitiu que um espírito maligno atormentasse Saul não para destruí-lo, mas para que ele se humilhasse e buscasse socorro e livramento no Senhor. O que, infelizmente, não aconteceu devido à dureza de seu coração.

Deus nos chama para sermos Seus fiéis representantes, mas, antes da obra exterior, deve haver uma mudança interior. Primeiro vem o reavivamento, depois a reforma. Quando esta ordem não é seguida, amados, não há crescimento espiritual e corremos o sério risco de apenas aparentar um cristianismo sem essência — ou, pior, de nos tornarmos marionetes do inimigo. Para além do que os olhos humanos podem enxergar, que a nossa vida seja um vaso escolhido para a glória de Deus, de modo que, pela fé, ouçamos as palavras de aprovação divina a nos dizer: “este é ele” (v.12), “esta é ela”.

Nosso Deus e Pai, não tem sido fácil nesses últimos dias mantermos os nossos olhos fixos em Ti e um coração que seja puro. Somente por Tua graça e pelo poder do Espírito Santo isso é possível. Socorre-nos, Pai! Concede-nos a mente de Cristo para que o inimigo das almas não encontre brechas em nossa vida. Queremos viver um cristianismo autêntico porque Cristo vive em nós. Santifica-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, escolhidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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