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“Assim, era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por toda a terra” (v.27).
Como homem de guerra, Josué sabia que seria preciso não somente uma estratégia militar, mas a intervenção da mão do Senhor para entrar em Jericó, que “estava rigorosamente fechada” (v.1). Não havia brechas ou lugares vulneráveis que pudessem apresentar algum tipo de vantagem. Mas o Senhor, como guerreiro pronto para a batalha, disse a Josué que olhasse para o improvável na certeza da vitória: “Olha, entreguei na tua mão Jericó, o seu rei e os seus valentes” (v.2). Tudo o que tinham que fazer era seguir as orientações de Deus, ainda que, humanamente, não fizessem sentido algum. Afinal de contas, como que rodear a cidade, tocar trombetas e gritar diante dela poderia abatê-la?
Josué, contudo, não questionou as ordens do Senhor, mas, prontamente, organizou a marcha da vitória segundo Ele lhe havia orientado. Rodearam a cidade no primeiro dia em silêncio, apenas ao som das trombetas. E assim se deu por seis dias, até que, no sétimo dia, rodearam a cidade sete vezes, e enquanto “os sacerdotes tocavam as trombetas” (v.16), Josué ordenou ao povo que gritasse. O desfile e o brado que os povos costumavam realizar após vencer uma batalha, foram realizados por Israel antes mesmo de qualquer espada ser erguida. Era, portanto, uma demonstração de fé. Ainda que não entendessem o que o Senhor lhes havia ordenado, a obediência era uma prova inequívoca de sua confiança na provisão e no poder de Deus.
Aquela cidade estava condenada à destruição. Apenas “Raabe, a prostituta” (v.17) e todos os que estavam em sua casa foram poupados. Os habitantes de Jericó haviam enchido o cálice da ira de Deus e até mesmo seus tesouros seriam condenados e o povo foi proibido de tomá-los para si. A queda dos muros de Jericó e sua destruição apontam para o juízo futuro, quando “sete anjos tendo os sete últimos flagelos” consumarão “a cólera de Deus” (Ap.15:1). Como o Senhor precisava conservar o Seu povo livre do paganismo e de suas “coisas condenadas” (v.18), chegará o dia em que Ele eliminará o mal de uma vez por todas, mas a única espada que Seu último povo terá será “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). E como os espias foram instrumentos de salvação para Raabe e sua família, Deus terá um povo peculiar que, cheio do Espírito Santo, iluminará o mundo com a glória de Deus (Ap.18:1).
Todos, adultos e jovens, velhos e crianças, podem ter participação ativa na obra do Senhor. E nossa influência pode estar contribuindo ou prejudicando no bom andamento dessa obra. Quantas “Raabes” estão ao nosso redor, apenas aguardando que entremos em suas casas e lhes apresentemos o cordão escarlata da salvação em Cristo Jesus! Raabe não apenas recebeu dois espias em sua casa, ela recebeu uma dupla missionária, que soube identificar a necessidade daquela mulher e de sua família e ajudá-los a encontrar o verdadeiro Deus. E mesmo que Israel tivesse acampado Raabe e sua família “fora do arraial”, Deus incluiu Raabe dentro da genealogia de Jesus Cristo e da galeria dos heróis da fé (Mt.1:5; Hb.11:31).
O “Senhor era com Josué” e, assim, sua fama se espalhou “por toda a terra” (v.27). Da mesma forma, o Senhor deseja nos usar como luzeiros do mundo, pregando o evangelho eterno e apressando o retorno de Cristo. Tudo o que Ele nos pede é uma vida de submissão e obediência como a de Josué, aceitando Sua vontade sem questionar e tendo um coração sensível para reconhecer que pessoas improváveis podem ser exatamente as que aceitarão o último chamado de Deus. Quer você ver Cristo voltar em sua geração? “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Pai Celestial, como Josué alcançou o Teu favor, necessitamos do Senhor nos orientando, nos protegendo e nos usando para que Tua obra avance em toda a Terra e Jesus volte logo. Estamos às vésperas do toque da sétima e última trombeta e não vemos a hora de gritar nosso brado de vitória. Até lá, guia-nos aos sinceros de coração que desejam Te conhecer. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos, oremos e apressemos o grande Dia do Senhor!
Feliz semana, discípulos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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