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“Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida, e, por esta mesma palavra, prolongareis os dias na terra à qual, passando o Jordão, ides para a possuir” (v.47).
Que palavras emocionantes e transbordantes de verdade “as palavras deste cântico” (Dt.31:30)! O paradoxo está na misericórdia do Senhor quando comparada à infidelidade de Israel. Em todo o tempo, Deus permaneceu fiel e justo mesmo diante de uma “geração perversa e deformada” (v.5), de “um povo louco e ignorante” (v.6). E o mais impressionante é a declaração de que “a porção do Senhor é o Seu povo” (v.9). O Rei do Universo, o Criador, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, tomou por herança um povo teimoso, de coração obstinado, “rodeou-o, cuidou dele, guardou-o como a menina dos olhos” e “o guiou” (v.10, 12). Não sei quanto a você, mas isso comove demais meu coração, porque me diz que há esperança para mim.
A Rocha da salvação (v.15) Se interpôs entre Seu povo e o mal e lhe ofereceu a saída perfeita. “Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas e, tomando-os, os leva sobre elas” (v.11), assim o Senhor guiou e cuidou de Israel. Como a águia lança seus filhotes despenhadeiro a baixo, mas as acompanha e as segura em suas asas, assim o Senhor não poupou os filhos de Israel de suas aflições, mas provou-lhes a fé a fim de que se tornassem sábios para a salvação, confiando no cuidado divino. Se fossem eles sábios, então, “entenderiam isto e atentariam para o seu fim” (v.29).
O versículo vinte e nove me remeteu a duas experiências interessantes na Bíblia. O salmista Asafe enfrentou um momento de reflexão que quase lhe desviaram os passos. No Salmo setenta e três, Asafe expôs sua insatisfação quanto à prosperidade dos ímpios em comparação ao seu próprio sofrimento. Ele não deixa claro se os arrogantes e perversos de que fala eram pessoas do próprio povo ou das nações estrangeiras. O fato é que ele escreve o seu hino de desabafo de forma honesta e não fica sem resposta. Porque, em determinado ponto, o salmista desvia o olhar de si mesmo e dos outros e olha para o lugar certo. Na verdade, ele sai de sua perspectiva humana, e entra no lugar da perspectiva divina: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17). É só a partir daí, que Asafe desconstrói seu antigo pensamento para dar lugar à fé na providência divina.
A outra experiência, não menos importante, e que há um bom tempo tem impressionado meu coração, é a do profeta Daniel no último capítulo de seu livro. Quando Moisés escreveu: “Tomara fossem eles sábios! Então, entenderiam isto” (v.29), lembrei-me das palavras de Daniel 12:10, que diz: “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”. Eu me emociono diante da perfeita harmonia da Palavra de Deus! Quando iniciei este ministério, não foi algo premeditado. Mas foi fruto do agir do Espírito Santo em meu coração através do estudo de Sua Palavra. Ao sentir meu coração arder diante do que aprendia a cada dia, orei e pedi ao Senhor que me usasse para que muitos fossem alcançados com a mesma alegria.
Ó, meus irmãos, quanto necessitamos da sabedoria dada pelo Espírito Santo! E ela nos é prometida se a pedirmos com fé, como está escrito: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando” (Tg.1:5-6). Apesar de toda a trajetória de Israel, de saber que se afastariam do Senhor para servirem a outros deuses, irritando ao Senhor, Moisés não perdeu a esperança de que a promessa da salvação viria de Israel e que Deus vingaria “o sangue dos Seus servos” e faria “expiação pela terra do Seu povo” (v.43). Essa mesma fé e esperança devem permanecer em nosso coração e refletir em uma vida coerente com o chamado de Deus.
Por isso, o apelo do Senhor ao Seu antigo Israel, permanece como Sua “vida eterna” (v.40), sendo o mesmo apelo ao Seu Israel dos últimos dias: “Aplicai o coração a todas as palavras que, hoje, testifico entre vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida, e, por esta mesma palavra, prolongareis os dias na terra à qual, passando o Jordão, ides para a possuir” (v.46-47). Já estamos diante do Jordão, amados. Portanto, “prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12).
Pai de misericórdias, a paciência que o Senhor teve com Israel no passado testifica a verdade de que Tu és amor. E o Senhor tem provado ter a mesma paciência conosco, hoje. Pois, a Tua Palavra testifica de que o Senhor não retarda em cumprir Sua promessa, mas é longânimo, é paciente, é bondoso, porque o Seu desejo é a salvação de todos nós. Nós Te damos, agora, Pai, a autorização de arrancar do nosso peito esse coração maldito e colocar no lugar um coração puro, um coração semelhante ao de Cristo. Dá-nos a sabedoria, a fé e a esperança que deste a Moisés, Asafe e Daniel! Cremos que estamos às margens do Jordão, Senhor. Salva-nos, nosso Deus gracioso! Por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, sábios pela graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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