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“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (v.19).
As palavras do Senhor deveriam ser transmitidas de geração em geração. Aos pais cumpria a instrução de sua descendência, de forma que esta também fizesse o mesmo a seus filhos, e assim por diante. Mas o Senhor, em Sua onisciência, sabia que os filhos de Israel não cumpririam o propósito para o qual foram chamados, de forma que chegaria o tempo em que seriam espalhados “entre todas as nações” (v.1) às quais Deus os lançasse. Ao mesmo tempo, porém, o Senhor deixou expressa Sua misericórdia pela promessa de trazer de volta aqueles que se voltassem para Ele de todo o coração e de toda a alma e que dessem ouvidos à Sua voz. Ele os restabeleceria na terra da promessa e circuncidaria o coração deles e de sua descendência (v.6).
Nós encontramos neste capítulo uma belíssima descrição da graça de Deus e do plano da salvação. O caminho de volta para o Pai sempre foi o mesmo. A salvação sempre foi pela graça. Afinal, quem procurou o casal pecador no Éden (Gn.3:8)? Quem lhes prometeu a vitória sobre o mal (Gn.3:15)? Quem cobriu a nudez de nossos primeiros pais (Gn.3:21)? Percebem, amados? A grande obra da salvação é sem o auxílio de mãos humanas. A parte que nos cabe é a decisão de aceitar a justiça de Cristo e permitir que o Espírito Santo realize a Sua boa obra de santificação em nossa vida. Por isso que o que o Senhor nos ordena “não é demasiado difícil” (v.11). “Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires” (v.14).
A circuncisão do coração promove o amor, e o amor, a vida. Este é o “caminho sobremodo excelente” (1Co.12:31). Porque essa obra representa a ação do Espírito Santo no coração, como está escrito: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:26-27). É uma obra divina, meus irmãos! Se tão somente depositarmos nossa confiança em Deus e em Seu plano perfeito, Seu Espírito agirá em nós e através de nós. Só precisamos aceitar e confiar. Nenhuma obra humana nos recomenda a Deus. Mas se Cristo vive em nós na pessoa de Seu Espírito, então andaremos nas obras que o Senhor “de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10).
Deus coloca diante de Seu Israel de todos os tempos a seguinte proposta: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (v.15). A mesma proposta que foi dada no Éden, quando deu ao homem e sua mulher a liberdade de comer da “árvore da vida” e de “toda árvore do jardim”, mas que não comessem “da árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn.2:9, 16, 17). Que foi dada aos antediluvianos, através da escolha de entrar na arca ou permanecer fora dela. Que foi dada a Israel nas palavras de Josué: “[…] escolhei, hoje, a quem sirvais” (Js.24:15); nas palavras do profeta Elias: “[…] Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs.18:21). E eu poderia aqui citar exemplos em toda a Bíblia. Ou seja, amados, a Bíblia toda deixa bem claro que o amor de Deus trabalha com a liberdade, e não com a opressão. Olhe para a experiência de Jó, e você verá que o opressor é Satanás. E ele tem trabalhado incansavelmente para destruir os filhos de Deus. Mas louvado seja o Senhor por Sua fiel promessa: “porque sete vezes cairá o justo e se levantará” (Pv.24:16)! Amém, meus irmãos?
Ó, amados, o discípulo João, aquele mesmo que era conhecido como filho do trovão (Mc.3:17), foi transformado por Cristo em discípulo do amor. E suas cartas, especialmente a primeira, expressam o entendimento que o Espírito Santo deseja nos dar sobre a harmonia entre a lei de Deus e Sua graça. Ele praticamente replicou a ideia do capítulo de hoje ao escrever: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos o Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (1Jo.5:3). Em nome de Cristo, permita que o Espírito Santo circuncide o seu coração e acenda nele a chama inextinguível do amor de Deus, que se revela na obediência aos Seus mandamentos, que, na linguagem de Moisés, não são demasiado difíceis e, na linguagem de João, não são penosos, porque eles são vida e bênção (v.16)!
Com muito carinho, paciência e fervor, o Espírito do Senhor apela ao meu e ao seu coração, hoje: “escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade, para que habites na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (v.19-20). “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29). Jesus em breve voltará! Coloca em ordem a tua vida e a tua casa! Escolhe, pois, a vida!
Paizinho do Céu, que privilégio o nosso poder chamá-Lo assim! Pela fé, cremos na obra do Espírito Santo e depositamos o nosso coração em Tuas mãos como Tua propriedade para que o Teu amor esteja em nós. Ó, Pai, e que a Tua bênção em nossa vida não seja somente para nós, mas se expanda para o nosso lar e para todos que o Senhor colocar em nosso caminho! Queremos Te amar, ouvir a Tua voz e nos apegar a Ti cada dia mais. Que a Tua Palavra esteja em nossa boca e em nosso coração, para que possamos cumpri-la. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, circuncidados de coração!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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