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“Lá, comerás perante o Senhor, vosso Deus, e vos alegrareis em tudo o que fizerdes, vós e as vossas casas, no que vos tiver abençoado o Senhor, vosso Deus” (v.7).
As nações que habitavam em Canaã preservavam o seu sistema de culto pagão “sobre as altas montanhas, sobre os outeiros e debaixo de toda árvore frondosa” (v.2). Por meio de altares, colunas, postes-ídolos e imagens de escultura, invocavam e adoravam seus deuses com rituais abomináveis, inclusive queimando seus próprios filhos e filhas como sacrifícios (v.31). A destruição completa desses lugares de culto simbolizava a purificação de Canaã para receber o verdadeiro e único lugar de adoração ao Senhor Deus.
A fim de entrar em Canaã, o procedimento dos filhos de Israel precisava ser mudado, pois faziam “cada qual tudo o que bem [parecesse] aos seus olhos” (v.8). Como Israel, muitos almejam entrar no descanso do Senhor com suas opiniões formadas, suas concepções irredutíveis e seus corações intransponíveis. Não entregam verdadeiramente o coração à boa obra do Espírito Santo e prosseguem em viver um forjado “assim diz o Senhor”, moldado segundo a inclinação da própria carne e da sabedoria humana.
As Escrituras devem ser recebidas como a voz de Deus diretamente ao nosso coração, amados; não como uma seta que apontamos em direção àqueles que julgamos estar errados. Deus deseja primeiro abrir os nossos olhos para que, então, possamos compartilhar a Sua Palavra. Quando o profeta Elias subiu ao monte Carmelo, era apenas um o seu objetivo: deixar bem claro diante de todos que só o Senhor é Deus. Ele não apontou o dedo para os seus irmãos, mas restaurou o altar do Senhor e ergueu as mãos aos céus. Ali, ele ofereceu o agradável sacrifício de um coração submisso à vontade de Deus e obteve a resposta divina por meio do fogo.
Assim como Deus orientou em tudo a Israel, Ele nos deixou todas as orientações necessárias através dos escritos do Espírito de Profecia (Ap.12:17; 19:10) para que vivamos na Terra, nesses últimos dias, como aqueles que “manifestam estar procurando uma pátria”, os que, “agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:14 e 16). O propósito é que não incorramos na idolatria e nas práticas que corrompem o lugar que Ele elegeu como a habitação do Seu Espírito: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co.6:19).
Há um lugar de descanso e de banquete preparado para os que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). Perseveremos em buscar ao Senhor de todo o nosso coração, edificando a nossa vida sobre a Rocha que é Cristo, e de modo algum erraremos o caminho, como está escrito: “E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o Seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco” (Is.35:8).
Senhor, nosso Deus, vivemos em um tempo não muito diferente do que viveu Israel no passado, no que diz respeito à idolatria. Mas nós queremos Te adorar em espírito e em verdade, Pai. Ensina-nos a andar nos Teus caminhos para que possamos Te conhecer. Que a Tua Palavra esteja em nosso coração e busquemos, em sinceridade, ser habitação do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santuários do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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