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“São estes os mandamentos e os juízos que ordenou o Senhor, por intermédio de Moisés, aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó” (v.13).
Pensando na divisão da herança, alguns representantes da tribo de Manassés consultaram Moisés acerca da parte que caberia às filhas de Zelofeade. Apesar da conquista dessas mulheres de um direito divinamente reconhecido, seus irmãos de tribo visualizaram o prejuízo que lhes sobreviria caso elas casassem com homens de outras tribos. A transmissão daquelas terras diminuiria a herança daquela tribo e acrescentaria às tribos de seus futuros maridos, caso estes não pertencessem a Manassés.
Considerando justa a preocupação da “tribo dos filhos de José” (v.5), bem como havia tido como justo o pedido das filhas de Zelofeade, o Senhor, por intermédio de Moisés, ordenou que tanto estas quanto qualquer filha de Israel que possuísse alguma herança, se casasse “com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais” (v.8). Assim fizeram as filhas de Zelofeade, casando-se “nas famílias dos filhos de Manassés” (v.12), conservando a herança de sua tribo de origem.
Na fronteira da terra prometida, era necessário um povo comprometido com o Senhor e com Sua Palavra. Os “mandamentos e os juízos” (v.13) de Deus deviam ser obedecidos para que os filhos de Israel experimentassem os maravilhosos resultados da obediência. A repartição da herança seria um dos frutos de sua fidelidade a Deus e a oportunidade de provar e ver que Ele é um Deus justo que não dá a um menos e a outro mais, mas em justa medida divide a recompensa.
Havia uma visível preocupação do Senhor para com as famílias de Israel. Se os casamentos fossem realizados conforme às ordenanças estabelecidas por Deus, grande bênção os acompanharia. Semelhante às filhas de Zelofeade, precisamos confiar no “assim diz o Senhor”, na certeza de que Ele não irá nos desamparar. Aos solteiros, Ele diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Aos casados, diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela. […] Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama” (Ef.5:22, 25 e 28).
Não é sem razão que o livro de Números termina abordando o casamento entre os filhos de Israel. A família é a base da sociedade, amados. E famílias sólidas no firme alicerce das Escrituras constituem o mais poderoso instrumento de Deus na Terra. Jesus voltará para buscar um povo composto por famílias que perseveraram em viver a vontade de Deus com integridade, e que farão parte dos números dos milhares de salvos. Que, pela graça e misericórdia do Senhor, a minha e a sua casa façam parte desta última estatística.
Pai bondoso, louvado seja o Senhor pelo estudo de Números! É o Senhor mesmo que nos convida a arrazoar Contigo e nós Te pedimos que o Espírito Santo continue nos admoestando, repreendendo, corrigindo e instruindo através da Tua Palavra. E que esta bênção seja não somente sobre nós, mas também sobre a nossa família. Concede aos Teus filhos solteiros a Tua direção para que façam escolhas sábias e que os casados sejam fiéis ao seu dever. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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