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“Entre estes, porém, nenhum houve dos que foram contados por Moisés e pelo sacerdote Arão, quando levantaram o censo dos filhos de Israel no deserto do Sinai” (v.64).
A longa peregrinação de Israel pelo deserto começava a dar sinais de seu fim. Como no Sinai, Deus ordenou a Moisés que fizesse o censo dos homens aptos para a guerra (v.2). Acampados às margens do Jordão, próximo a Jericó (v.3), o povo estava prestes a entrar na terra prometida. O censo começou pela tribo de Rúben e terminou com uma contagem especial dos levitas.
O censo relembrou a rebelião de Datã e Abirão, que, junto com suas famílias, sofreram as consequências de sua desobediência (v.9-10). Contudo, “os filhos de Corá não morreram” (v.11), evidenciando que a justiça de Deus pune o culpado, mas preserva o inocente. A morte de Nadabe e Abiú também foi mencionada, encerrando o censo com a contagem dos levitas. Os 40 anos no deserto forjaram um povo capaz de reconhecer o pecado e transmitir, de geração em geração, os princípios de Deus. Conforme o Senhor havia prometido, toda aquela geração rebelde pereceria no deserto, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num (v.65), preservados por sua obediência e confiança em Deus.
Jesus comparou os últimos dias aos tempos de Noé e Ló (Lc 17:26-30). No relato do dilúvio, Noé “achou graça diante do Senhor” (Gn.6:8) e obedeceu fielmente a Deus, salvando sua família (Gn.6:22). Nos dias de Ló, apenas ele e suas duas filhas escaparam da destruição de Sodoma e Gomorra. Ló, porém, foi considerado justo, pois se angustiava com a impiedade ao seu redor (2Pe.2:7-8). Será que, hoje, podemos encontrar graça diante de Deus e sermos justos, mesmo cercados pela iniquidade?
Noé e sua família, o justo Ló, Josué e Calebe, representam o remanescente fiel que Deus encontrará em Seu retorno. Em um mundo com mais de oito bilhões de pessoas, o Espírito Santo está reavivando um povo que resiste ao pecado e confia nas promessas divinas. Deus realiza um último censo, alertando-nos contra o pecado que começou com a rebelião de um anjo e culminará em enganos como “ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Nossa segurança está em fixar os olhos em Jesus e confiar em Sua justiça.
Há uma necessidade urgente de crentes obedientes como Noé, íntegros como Ló e corajosos como Josué e Calebe. Precisamos de uma geração que não se contamine com o mal, resista às influências corruptas e confie em Deus, ainda que o mundo a rejeite. O Senhor promete uma recompensa eterna às Suas famílias fiéis (v.57). A salvação bate à porta de nossos lares clamando para entrar e realizar o seu milagre. Assim como Josué e Calebe, que tiveram suas vidas e famílias preservadas por sua dedicação, nós também podemos herdar a Canaã celestial.
Hoje é dia de decisão, de sermos registrados no censo celestial. Como o apóstolo dos gentios, seja esta a nossa firme resolução: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8).
Nosso Deus e Criador, nós Te louvamos pela bênção de mais um sábado na Tua presença e em contato com a sabedoria da Tua Palavra! Queremos confiar no Senhor e Te obedecer como fez Noé. Queremos ser convencidos pelo Teu Espírito do pecado, da justiça e do juízo, como foi Ló. Queremos ser fiéis e corajosos como foram Josué e Calebe. Concede-nos, ó Deus, o caráter semelhante ao de Cristo! Precisamos de Ti! Que, por Tua graça e misericórdia, nossos nomes estejam no censo dos cidadãos do Teu reino. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros da Canaã celestial!
Rosana Garcia Barros
#Números26 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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