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“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas” (v.1).
Ao chegarem a Sitim, lugar agradável, após uma fase de vitórias e de tranquilidade, Israel caiu no perigo do comodismo. Começaram a ceder aos encantos das mulheres moabitas de forma sutil, até que o seu pecado se tornou público e ousado. Unindo-se à luxúria e idolatria daquelas mulheres, os homens do povo permitiram que a razão fosse apagada e o governo do próprio eu tomasse posse total de sua existência. Completamente obscurecidas as entradas da alma, “o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas” (v.2), desafiando a autoridade de Deus e trazendo maldição para dentro do acampamento.
Estava em risco a segurança e a posteridade de Israel. Não alcançando o seu intento por encantamentos e maldições, Balaque, orientado pelo próprio Balaão, lançou no meio de Israel a terrível semente da licenciosidade e da idolatria. Suas mulheres eram as iscas, e os filhos de Israel as presas. Tão degradante é a quebra do sétimo mandamento, e tão ampla em suas consequências, que o Senhor compara a idolatria ao adultério. Entregue as faculdades do homem aos enganos de seu coração, e a sedução logo trata de corromper o intelecto às mais baixas paixões. A sanidade é comprometida e todo o corpo é contaminado pelos desejos de consumir o que não lhe convém.
Quando o jovem José esquivou-se e fugiu da sugestão sedutora da mulher de Potifar (Gn.39:12), unindo seu esforço pessoal à bênção divina, o jovem hebreu tornou-se uma fortaleza impenetrável e Satanás não mais poderia corrompê-lo. “Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel” (v.3), porque seu pecado fez do povo de Deus uma cidade sem muros, completamente vulnerável às ciladas inimigas, passível de ser dizimado pelo mal que eles mesmos acolheram. E a maldição que o Senhor não permitiu ser lançada dos montes, Israel recepcionou pela porta da frente.
A imagem esmagadora e deprimente dos corpos sem vida dos homens israelitas, e principalmente de seus líderes, causou uma comoção sem precedentes. “Moisés e toda a congregação dos filhos de Israel […] choravam diante da tenda da congregação” (v.6). Mulheres perderam seus maridos, mães lamentavam por seus filhos, filhos choravam e buscavam compreender o que significava tão grande terror. Mas enquanto os juízes de Israel prosseguiam em executar a ordem divina e Israel lamentava tão grande ruína, “um homem dos filhos de Israel” (v.6), “príncipe da casa paterna dos simeonitas” (v.14), ousada e publicamente, desafiou a ira de Deus entrando no arraial a fim de fornicar com uma princesa midianita.
Aterrado pelo horror que tinha de contemplar e com um senso de profundo temor e reverência diante do Senhor, Fineias, neto de Arão, sentindo seu coração arder pelo zelo de Deus, “levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança” (v.7) matou Zinri e Cosbi; “então a praga cessou de sobre os filhos de Israel” (v.8). A este zeloso descendente de Arão, foi feita a promessa “do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel” (v.13). Percebam que a linhagem real dos pecadores não foi levada em conta na hora da punição. Pelo contrário, o título de líder de Zinri lhe conferia uma responsabilidade superior aos comuns do povo. Sua posição privilegiada deveria ser de igual forma honrada e admirada através de uma vida de santa consagração diante de Deus. Mas, infelizmente, suas escolhas o levaram à ruína. Pois “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17).
Amados, quanto mais o tempo passa, costumes e tradições que antes faziam parte da cultura de um povo, sofrem mudanças e adaptações. Algumas se fazem necessárias e não implicam em quebra de princípios. Outras, contudo, são verdadeiras “mulherinhas” que, no princípio, não aparentam ser uma ameaça, mas cuja concessão cumulativa vai moldando o caráter a condescender com o mal, até que este seja considerado aceitável. Quanto a isto, a Palavra de Deus é muito clara: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is.5:20). A igreja de Deus ganharia muito em levar em grande conta esta solene advertência e princípio eterno. Mas àqueles sobre os quais Deus investiu no cargo da liderança de Seu povo, recai tal palavra com peso maior.
Meus irmãos e líderes ungidos de Deus, o propósito do Senhor em todo tempo tem sido o de zelar pela identidade de um povo santo, sacerdócio real, que receberá Seu galardão no último Dia. Não tropeçamos em montes, mas em pequenas pedras. É pelo uso da sutileza e de “inocentes” concessões, que Satanás vai degradando a mente humana e tornando-a insensível aos apelos do Espírito Santo. A porta da misericórdia está prestes a fechar, amados. Semelhante a José, que vivendo em integridade diante de Deus, as tentações não encontrem uma só brecha em nossa vida. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7).
Senhor, nosso Deus, que relato mais triste! Tantos milagres o Senhor realizou no meio do Teu povo. Tantas foram as provas do Teu cuidado e amor. Ainda assim, foram rebeldes e se entregaram à sensualidade e à idolatria. Pai de misericórdia, há uma sacudidura sendo feita hoje. Como no antigo Israel, o Senhor também está limpando o Teu arraial nesses últimos dias e habilitando um povo preparado para a Tua volta. Santifica-nos, Paizinho querido! Livra-nos da promiscuidade e da idolatria! Purifica nosso coração, pois nós queremos Te ver! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, sacerdócio real de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Números25 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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