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“Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?” (v.8).
Chegando ao lugar designado, Balaão orientou Balaque a construir sete altares e neles oferecer sacrifícios. Saindo da presença do rei, Balaão seguiu para um lugar solitário a fim de encontrar-se com o Senhor. Diante da presença de Deus, ele ouviu a Sua resposta e retornou ao monarca a fim de lhe expor a palavra divina. Qual não foi a sua surpresa, ao invés de ouvir palavras de maldição, Balaque teve de ouvir Balaão abençoando os filhos de Israel. Apesar de frustradas suas expectativas, não desistiria tão fácil de realizar o seu intento. Indicando outro lugar, ofereceu outros sacrifícios e aguardou que, desta vez, a resposta lhe fosse favorável.
“Encontrando-Se o Senhor com Balaão” (v.16) pela segunda vez, colocou em sua boca novas palavras de bênção para o Seu povo. Balaque foi obrigado a ouvir a confirmação da eleição divina quanto ao Seu povo Israel e a declaração de que “contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel” (v.23). Maldição alguma pode atingir aqueles a quem o Senhor abençoou. Encantamento algum tem efeito sobre aqueles no meio dos quais Deus habita. A obstinação de Balaque, no entanto, o levou ao terceiro lugar e à terceira tentativa. Todos os seus sacrifícios, porém, eram inúteis e desprezíveis aos olhos do Senhor. E quanto mais alto subia, mais seu coração se elevava e mais o medo o aterrorizava ao avistar os estandartes de Israel.
A prática do uso de encantamentos e agouros a fim de prejudicar alguém não ficou no passado, apenas mudou de forma. O uso de maldições é uma prática mais comum do que possamos imaginar. O ocultismo ainda permanece destilando seu veneno para os que não se submetem à proteção divina. Deus mesmo abomina qualquer tipo de feitiçaria e ordena os Seus filhos a se afastarem de suas práticas: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv.19:31). “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos, se consultarão os mortos?” (Is.8:19).
Lugares estratégicos, tentativas incontáveis e sacrifícios vazios nunca terão o poder de tocar num só fio de cabelo daqueles que pertencem a Deus. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18). Cristo Jesus, o Senhor dos Exércitos, assume a linha de frente da batalha de todo aquele que O aceita como Senhor e Salvador de sua vida. Os inimigos podem ir de um lugar a outro em uma sina incansável para destruir os servos de Deus, mas sob a fortaleza inabalável da justiça do Altíssimo, nada os pode abater. Como disse Jesus: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28).
Assim como Israel não fazia ideia do que acontecia acima deles, muitas vezes não temos noção das tentativas frustradas do inimigo em nos derrotar. Um dos piores e maiores enganos de Satanás, principalmente nestes últimos dias, é que seunome e sua existência sejam furtados dos púlpitos da igreja. Quando sua atuação é ignorada e seus estratagemas contados como situações do acaso, perde-se a noção de que estamos todos envolvidos em um grande conflito. Precisamos estar constantemente vigilantes quanto a este grande conflito. Eis a nossa segurança: “O Senhor, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei” (v.21). Seja a nossa vida uma oferta contínua de louvor e adoração ao nosso Rei e Ele nos guardará do mal, inclusive, e principalmente, quando estivermos em condição mais vulnerável.
Façamos da oração de Davi a nossa oração hoje:
Senhor, “Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das Tuas asas, dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte. Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes; andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra. […] Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança” (Sl.17:8-11 e 15). Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Números23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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