Filed under: Sem categoria
“Segundo o mandado do Senhor, se acampavam e, segundo o mandado do Senhor, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés” (v.23).
As festas cerimoniais que compunham o calendário de Israel eram celebradas em datas fixas, instituídas pelo próprio Deus. A festa inaugural era a Páscoa. No tempo determinado, os filhos de Israel deveriam rememorar a noite em que o Senhor livrou os primogênitos do Seu povo e os libertou do cativeiro egípcio. A Páscoa era um símbolo de remissão e libertação, uma data a ser observada em família e um privilégio concedido a naturais e estrangeiros. Todos eram convidados a “celebrar a Páscoa ao Senhor” (v.14). Mas todo aquele que negligenciasse esse privilégio deveria ser eliminado do povo, levando “sobre si o seu pecado” (v.13).
A Páscoa simboliza a entrega do Cordeiro de Deus, que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is.53:4). O sangue de Cristo foi derramado para que fôssemos salvos do salário do pecado. Seu sacrifício abriu para nós uma janela de liberdade rumo à manhã gloriosa de Sua segunda vinda. Em cada memória de Israel acerca daquela noite definitiva, havia um cântico especial ao Senhor que os livrou e os salvou. O sangue nos umbrais das portas os selou para a vida, enquanto aguardavam, apercebidos, a ordem para partir. Muitos não têm a mesma disposição e prontidão que os filhos de Israel tiveram. Quando, porém, a porta da graça for fechada, como nos dias de Noé, só perceberão quando o povo do advento já estiver selado em segurança na “arca” da salvação.
Jesus percorreu o caminho da cruz, ensinando-nos, a cada passo, que confiar em Deus é nossa única segurança. Precisamos atender ao conselho de Moisés: “Esperai, e ouvirei o que o Senhor vos ordenará” (v.8). Em um mundo altamente acelerado e imediatista, esperar parece perda de tempo. É desanimador o lema mundial de que quanto mais rápido, melhor, e acabamos deixando de ouvir o que o Espírito de Deus tem a nos falar. Aqueles que estavam impuros aguardaram a resposta divina, e o Senhor lhes indicou uma Páscoa especial para que tivessem tempo de se purificar. Deus não quer “que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Esperar em Deus pode ser sinônimo de segunda chance.
A nuvem da presença de Deus, que ficava acima do santuário, era a bússola de Israel. “Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam” (v.17). A única alternativa era esperar, “segundo o mandado do Senhor” (v.20). Nem sempre os caminhos que o Senhor traça para nós são tranquilos e livres de perigo. Por vezes, precisamos lidar com inimigos; outras vezes, com o calor de nossos desertos; e, ainda outras, com nossa própria teimosia. Uma coisa é certa, amados: quer acampados, quer em marcha, a constante presença de Deus é uma garantia segura e eterna para todos os que O amam.
Vejamos a descrição do cenário pascal, nas palavras de Ellen G. White:
“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o ‘Cordeiro de Deus’, em Quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co.5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.192).
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:7-8).
Nosso Deus e Pai de misericórdias, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos pelo sangue do Cordeiro, que nos purifica, que nos redime e que nos guarda, a nós e a nossa casa! Senhor, hoje nós temos a Tua Palavra como a nossa bússola, como um guia seguro para permanecermos em Teu caminho eterno. Que sejamos pacientes até que Cristo volte, confiando nas fiéis promessas da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, pacientes e perseverantes peregrinos!
Rosana Garcia Barros
#Números09 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Deixe um comentário so far
Deixe um comentário