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“Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (v.7).
Calcula-se que uma multidão de aproximadamente dois milhões de hebreus tenha saído do Egito no início do êxodo. Habitando em tendas e em condições adversas, o Senhor precisava zelar pela salubridade de Seu povo e pela manutenção da justiça. Diante do perigo iminente de uma epidemia ou doença contagiosa, havia um local designado, fora do arraial, para proteger toda a comunidade. A lepra, por algum motivo, era a doença mais temida e parecia que a condição temporária dos filhos de Israel os tornava mais vulneráveis, podendo transformá-la em uma calamidade nacional. Para os doentes, era uma situação triste e constrangedora, mas necessária para a segurança de todos.
Além de preocupar-Se com a saúde e o bem-estar de Israel, o Senhor também zelava pela justiça. Tanto a lei da restituição quanto a ” a lei para o caso de ciúmes ” (v.29), relacionada aos ciúmes de um marido em relação à sua esposa, revelam que Deus não aplicará Seu juízo apenas no julgamento final, mas também disciplina, aqui e agora, aqueles que cometem pecado. No entanto, assim como nessas leis há uma prestação de contas com sanções para promover confissão e arrependimento, Deus continua agindo da mesma forma, a fim de que sejamos encontrados por Ele com “boa consciência” (1Tm 1:19). A justiça de Deus é plena de misericórdia, e Suas advertências sempre têm a finalidade de salvar o pecador.
A penalidade descrita para o adultério, “fazendo-te o Senhor descair a coxa e inchar o ventre” (v.21), encontra eco nas palavras de Jesus, que definem seu objetivo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não que todo o teu corpo seja lançado no inferno” (Mt.5:29). Jesus não falava de mutilação, mas de renúncia. O castigo físico aplicado a uma mulher adúltera era uma marca de que é preferível ser disciplinado por Deus para a salvação do que permanecer no pecado e perder a vida eterna. É melhor beber as águas amargas do Senhor, que apagam as maldições (v.23), do que as águas enganadoras do pecado, que envenenam para a morte.
Há, atualmente, uma grande confusão sobre a aplicação da disciplina e a prática do evangelho do amor. Para muitos, não há harmonia entre ambos. Os erros devem ser relevados, as advertências, abandonadas, e as disciplinas, esquecidas, em nome do amor. Substituíram o temor do Senhor pela lógica humana; o “assim diz o Senhor” pelo “assim disse o homem que o Senhor disse”. Para muitos, não há mais necessidade de orientação e correção, afinal, todos somos pecadores, e as escolhas individuais não seriam da conta de ninguém. Contudo, esse pensamento representa um perigo que pode se espalhar como lepra no meio do povo de Deus, caso não seja erradicado. “Confessará o pecado que cometer” (v.7) e “apresentará a mulher perante o Senhor” (v.18) são frases impactantes que destacam a necessidade de o pecador confessar seus pecados, apresentar-se diante do Senhor e aceitar Sua justiça, dizendo: “Amém! Amém!” (v.22).
Amar como Cristo nos amou não significa ser conivente com o erro, pois Ele pagou um alto preço pelos nossos pecados. Pelo contrário, significa proporcionar ao pecador a oportunidade de encontrar o caminho da cruz e ser transformado. Muitos abandonam as fileiras do Senhor por se sentirem ofendidos ao sofrerem disciplina por sua má conduta, tornando-se, assim, perseguidores dos irmãos e da igreja de Deus. Por outro lado, há aqueles que são desviados pelo mau testemunho ou pelo procedimento de um professo cristão que os disciplinou sem seguir a ordem bíblica: “disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se dos laços do diabo” (2Tm.2:25).
À Sua última igreja, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). O zelo é o atributo que o Senhor nos concede para despertar nossa consciência para o que é bom e rejeitar o que é mau. Que de nossa boca não saiam palavras ásperas ou de depreciação contra nossos irmãos, mas que, por preceito e exemplo, possamos conduzi-los a Cristo, o justo e fiel Juiz. Que o Espírito Santo nos conceda um coração humilde, disposto a aceitar a correção, e cheio do amor de Deus para admoestarmos uns aos outros com espírito de brandura e sincero interesse em sua salvação, pois essa é a revelação do caráter de Cristo.
Santo Pai, o Senhor criou o casamento como uma instituição sagrada e como um símbolo da nossa união Contigo. Concede aos casados do Teu povo um casamento que honre ao Senhor; que haja fidelidade, pureza, respeito e genuíno amor. Que as mulheres respeitem Seus maridos como ao Senhor. Que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela. Derrama perdão, reconciliação e restauração aos casais que precisam. E purifica a todos nós da lepra maligna do pecado! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos do amor e da justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Números05 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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