Reavivados por Sua Palavra


Levítico 25 – Rosana Barros by Ivan Barros
9 de agosto de 2025, 0:45
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“Observai os Meus estatutos, guardai os Meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra” (v.18).

Aquele que lançou “os fundamentos da terra” (Jó 38:4) também instruiu o Seu povo a cuidar dela. Quando Adão foi criado, o Senhor “o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). Enquanto o verbo “cultivar” implica trabalhar, o verbo “guardar” significa cuidar e preservar. Portanto, o trabalho dado por Deus ao homem consiste em não apenas retirar da terra o seu sustento, mas em preservá-la para que ela permaneça sendo uma inegável revelação de “que foi o universo formado pela palavra de Deus” (Hb.11:3). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).

O Ano de Descanso era, portanto, um claro lembrete de que todo filho de Israel possuía a mesma dupla responsabilidade dada ao homem desde a criação do mundo. A cada sete anos, a terra deveria desfrutar de um “sábado de descanso solene […] um sábado ao Senhor” (v.4). Além de ser um benefício à natureza, o homem colheria ainda mais benefícios. Deus concederia ao Seu povo a bênção de que no sexto ano a terra produzisse “fruto por três anos” (v.21). O ano sabático também reforçaria o princípio de que Deus é o nosso Mantenedor: “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é Ele O que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a Sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt.8:17-18).

O Ano do Jubileu, por sua vez, era um ano de grande celebração. A cada cinquenta anos era proclamada “liberdade na terra a todos os seus moradores” (v.10) e as terras eram devolvidas aos seus possuidores originais. Era um ano de liberdade da terra e do homem. No Dia da Expiação, era soada a trombeta por toda a terra de Israel, proclamando as boas-novas de igualdade e liberdade a todos os homens. Era um tempo de resolução de conflitos, de remissão e de respeitoso e singular temor a Deus. Era um tempo de desfrutar de uma espécie de prévia da Nova Terra: “A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros” (v.19). Somos todos “estrangeiros e peregrinos” na Terra (v.23) e precisamos manter esta verdade viva em nosso coração, como aqueles que aguardam “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).

Enquanto estivermos nesta condição de peregrinos a caminho do Lar, cumpre-nos viver aqui de forma digna do nosso chamado. Da mesma forma que Israel deveria temer a Deus e observar as Suas leis, uma solene mensagem nos é anunciada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7); e uma resposta nos é exigida: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Por outro lado, há uma prestação de contas a ser realizada com os que rejeitam as instruções divinas, pois o Criador derramará o Seu juízo e destruirá “os que destroem a terra” (Ap.11:18). Cada capítulo da jornada de Israel sobre a Terra é um sonido da trombeta do Céu para a humanidade. Esta foi a compreensão do apóstolo Paulo ao declarar acerca dos filhos de Israel: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).

Há um constante e urgente apelo sendo feito: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Sair de Babilônia significa libertação e completa mudança de vida. Significa retornar ao plano original do Criador e buscar uma vida de santificação nEle. Este apelo não se refere somente ao aspecto espiritual, mas também físico e mental, já que somos criaturas integrais. O Espírito Santo está chamando um povo que viva o mandamento por experiência: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento […] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39); um povo que confie na provisão de Deus ainda que o mundo a desconsidere.

O Senhor voltará em breve, amados! O nosso Jubileu está às portas! Que o mesmo sentimento que houve nos patriarcas, de que somos “estrangeiros e peregrinos” (v.23) a caminho da pátria celestial, haja em nós também (Hb.11:13-16). Prossigamos com perseverança em viver a vontade de Deus, pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).

Ó, Senhor, amado, desejo ao Lar, desejo ao Lar, ao lindo e eterno Lar! E creio que este seja o desejo dos meus irmãos também. Por isso, nós clamamos a Ti, Rei do Universo, que nos guarde e preserve para o Teu reino eterno! Louvado seja o Senhor, que não desiste de nós! Que o Teu braço poderoso nos liberte do cativeiro do pecado e nos leve, muito em breve, para o reino do Filho do Seu amor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, peregrinos a caminho do Lar eterno!

Rosana Garcia Barros

#Levítico25 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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