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“Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente” (v.20).
Por longos anos, além do seu uso culinário e medicinal, o azeite serviu como material combustível a fim de iluminar as casas e o caminho dos viajantes. As lamparinas eram abastecidas com o óleo da oliveira, fornecendo luz e calor. Grandes plantações de oliveiras significavam abundância de nutrição e de iluminação. As azeitonas eram prensadas em grandes mós de pedra e aquela pasta passava por outro processo de prensagem, até que o líquido era decantado ou filtrado. Daí se obtinha o precioso “azeite puro de oliveira” (v.20).
Deus ordenou que os filhos de Israel levassem desse azeite para que o candelabro do santuário estivesse sempre aceso. Deveria haver iluminação constante na habitação do Senhor. E o azeite era o que tornava isso possível. Olhando para a vida de Cristo, o discípulo amado escreveu: “A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo.1:4-5). E o próprio Jesus declarou a respeito de Si mesmo: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo.8:12). O candelabro apontava para a obra de Cristo, iluminando o mundo e derramando a Sua luz na vida de Seus seguidores.
Mas para que a luz de Cristo seja manifestada em nós, necessitamos do material de combustão espiritual, que é o Espírito Santo. É interessante que o lugar preferido de oração de Jesus era o Monte das Oliveiras, e que foi lá, especificamente no jardim do Getsêmani, que significa “prensa de azeite”, onde o nosso Salvador ficou “profundamente triste até à morte” (Mt.26:38), mas também de onde Ele saiu com força adicional, preparado para entregar a Sua vida como oferta de holocausto para a nossa salvação.
Muitos manifestam o desejo pelo Espírito Santo. Muitos, porém, têm buscado o poder da Terceira Pessoa da Trindade como fez, por exemplo, Simão, o mágico, que, oferecendo dinheiro, ansiava pelo poder que via nos apóstolos. Querem o poder, enquanto seus corações permanecem obstinados. A esta classe bem se aplicam as palavras de Pedro: “Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração; pois vejo que estás em fel de amargura e laço de iniquidade” (At.8:22-23). Não entendem que o poder do Espírito Santo também acompanha a Sua obra de nos convencer “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8).
Amados, quando este mundo atingir o clímax da iniquidade e terminar de encher o cálice da ira de Deus, necessitamos estar preparados, com nossas lâmpadas erguidas e acesas. E essa preparação requer que sejamos prensados pelas tribulações, a fim de que sejamos “provados, purificados e embranquecidos” (Dn.11:35), para que a nossa angústia e tristeza sejam convertidas em santa paz e alegria, na certeza de que a nossa redenção se aproxima. E essa é uma obra diária. Você está disposto a permitir que ela aconteça? Termino com as confortantes palavras de Morris Venden:
“A meta do Espírito Santo para nós é levar-nos ao ponto de entrega constante, ou ao que poderíamos chamar de entrega absoluta, à posição em que nunca mais dependamos do eu, não importando as circunstâncias. E para a maioria de nós, isso envolve tempo” (Seu Amigo o Espírito Santo, CPB, p. 57).
Nosso amado Pai, nós Te damos graças por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento e pelo Teu Espírito, que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, e isso com tanta paciência! Graças Te damos pelo dom do Espírito Santo que ilumina a nossa vida com a vida de Cristo e que transforma o nosso caráter até que estejamos preparados para o Céu! Que o nosso desejo pelo Espírito Santo seja legítimo, até o ponto de nos submetermos por completo a Ele. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, iluminados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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