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“O meu copo de prata pô-lo-ás na boca do saco de mantimento do mais novo, com o dinheiro do seu cereal. E assim se fez segundo José dissera” (v.2).
Tratar Benjamim de forma especial em sua mesa não foi suficiente para que José provasse o caráter de seus irmãos. Mantendo sua identidade ainda em segredo, José contou com o apoio e a discrição do mordomo de sua casa, que logo colocou em prática o plano de seu senhor. Já fora da cidade e aliviados por retornarem em paz com Benjamim e os mantimentos necessários para suas famílias, os irmãos de José foram surpreendidos com a acusação do mordomo de José. Maior surpresa, porém, tiveram ao ver o copo de prata do governador sendo retirado do saco de Benjamim. O que se seguiu foi uma viagem de volta cheia de lamentação e espanto.
Diante da possibilidade de retornar para casa sem Benjamim, Judá iniciou talvez a defesa mais emocionante de toda a Escritura. Aquele que foi o mentor da venda de José como escravo aos ismaelitas agora se oferecia como escravo no lugar de seu irmão. O plano de José, então, foi plenamente satisfeito. Ele percebeu que estava diante de outro homem. Não se tratava mais daquele Judá invejoso e irascível, mas de um homem forjado pelo sofrimento de uma consciência culpada e que estava disposto a dar a vida pelo filho amado de seu pai. Judá não suportaria novamente causar tamanha dor ao coração de seu velho pai, pois declarou: ‘Para que não veja eu o mal que a meu pai sobrevirá’ (v.34).
O que senti ao ler o capítulo de hoje foi como se nunca o tivesse lido antes. Senti meu coração arder em cada palavra dita por Judá. Ele intercedeu por seu irmão com inteireza de coração e demonstrou verdadeiro fruto de arrependimento. Porque a tristeza que o consumia naquele momento não era pela punição que sofreria, nem uma preocupação com a sua reputação ou de explicar que tudo aquilo não passava de um mal-entendido. Não, meus irmãos! O que Judá não poderia suportar era entristecer o coração de seu pai. E nós, amados? Quando a nossa consciência nos acusa, o que tememos? Tememos o castigo? Tememos que outros saibam? Inventamos desculpas para aplacar nosso sentimento de culpa? Ou não suportamos a ideia de entristecer o coração de nosso Pai Celestial?
Que emoção José experimentou ao perceber que estava diante de um irmão transformado! Amados, todo o céu chora de alegria e ‘há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende’ (Lc.15:10). E o genuíno arrependimento é aquele que provém de um coração que sofre ao perceber que feriu o coração de Deus. Assim como Judá se ofereceu como fiador de seu irmão, Jesus não somente se ofereceu, mas consumou o ato e pagou o preço do nosso resgate. O Leão da tribo de Judá se deu para pagar uma dívida que jamais conseguiríamos pagar e ainda prometeu voltar e nos levar para morar na casa de Seu Pai.
Que essa boa notícia aqueça o nosso coração e o transforme um dia de cada vez, até que estejamos dispostos a dar a nossa vida, se preciso for, por amor aos nossos irmãos. E se o verdadeiro arrependimento e conversão ainda não nos alcançaram, que seja uma realidade em nossa vida agora, pois ‘eis, agora, o dia da salvação’ (2Co.6:2).
Nosso Pai Celestial, infelizmente a nossa teimosia muitas vezes nos faz passar por experiências que poderiam ser evitadas se tão somente conservássemos os nossos olhos sempre em Ti. Mas ainda assim, o Senhor deseja usar cada uma delas a fim de endireitar os nossos caminhos e para que possamos Te conhecer. E quando Te conhecemos, Pai, o que mais tememos é ferir o Teu coração. Se o fizemos, Senhor, que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que esse arrependimento nos conduza ao genuíno reavivamento. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, homens e mulheres transformados pelo amor!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis44 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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Excelente!
Comentário por Silvio Fernandes 30 de maio de 2025 @ 7:05