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“Respondeu-lhe o pai: Veio teu irmão astuciosamente e tomou a tua bênção” (v.35).
Sem enxergar e avançado em idade, Isaque chamou Esaú e o orientou a preparar-se para receber a bênção dada ao primogênito. A profecia, contudo, era clara: “o mais velho servirá ao mais moço” (Gn.25:23). Tomando ciência do que estava prestes a acontecer, Rebeca não pensou duas vezes, nem tampouco consultou o Senhor, mas cometeu o grave erro de orquestrar uma mentira que lhe custaria o alto preço de não mais ver o seu filho amado. Jacó tremeu diante do plano de sua mãe, temendo que em vez de receber a bênção fosse amaldiçoado. Mas Rebeca tomou para si a maldição: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho” (v.13). Realmente ela sofreria os danos de ter agido por conta própria usando o artifício do engano.
A predileção de filhos foi um grande problema na educação de Jacó e Esaú. Mesmo ciente da promessa sobre Jacó, o amor de Isaque por Esaú não lhe permitia transmitir a bênção a seu filho mais novo. Nem a preferência de Rebeca permitiria que seu marido desse a bênção ao mais velho. E o resultado dessa guerra de interesses antagônicos foi a ruptura da família e a profunda tristeza de ter que despedir Jacó para uma terra distante. Jamais foi plano de Deus que as coisas acontecessem daquela forma. Se Rebeca houvesse confiado em Deus, ou se Jacó houvesse se negado a mentir a seu pai, ou se o próprio Isaque tivesse colocado a vontade divina acima de sua predileção, certamente teríamos uma história bem diferente no capítulo de hoje.
Quando permitimos que nossos sentimentos e gostos pessoais tomem conta do coração, desconsiderando buscar a instrução de Deus, podemos até obter em algum momento uma aparente vitória, mas os resultados futuros sempre serão desastrosos. Ao ousar manipular pessoas e situações a fim de favorecer as próprias vontades, muitos têm se colocado em terreno inimigo. Pensando obter bênçãos, trazem sobre si maldições. O desespero de Esaú também correspondeu ao seu ato insano de desprezar seu direito à primogenitura, trocando-o por um cozinhado de lentilhas (Gn.25:34). Toda aquela família disfuncional experimentou o sofrimento resultante de não colocar a vontade de Deus acima da vontade humana. E além da dor da separação de seu filho, Rebeca teve que lidar com a angústia da convivência com as esposas pagãs de Esaú, que “se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca” (Gn.26:35).
Muitos têm questionado a misericórdia de Deus frente a todos os erros de percurso de Seu povo. A resposta, amados, está na fidelidade de Deus. Porque “se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo” (2Tm.2:13). O Senhor havia estabelecido uma aliança com Abraão e sua descendência e Ele não muda (Ml.3:6). Apesar de tantos erros cometidos, aquela família daria continuidade à promessa do Senhor, e isso deveria ser para nós não uma desculpa para o pecado, mas uma fonte de consolo na certeza de que ninguém vai tão longe que Deus não possa alcançar. Todos nós somos alvo do amor de Deus, manifestado na vida de Seu Filho. E é justamente por nos amar que Ele deseja nos tornar “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl.1:22). “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as Suas promessas” (Lc.1:37).
A última promessa de Jesus ao Seu povo, antes de Sua ascensão, foi a de revesti-lo com o poder do Espírito Santo (At.1:8). E na revelação dada a João, Sua última promessa foi: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20). A obra do Espírito Santo é a de nos preparar para o encontro com o Senhor. Vocês percebem, amados? As duas promessas estão unidas num só propósito: nos levar para casa. Apesar dos erros relatados no capítulo de hoje não terem anulado a promessa divina, eles geraram consequências que afetaram gerações e atrasaram o cumprimento da promessa da conquista de Canaã. Jesus deseja voltar, amados! Não atrasemos a Sua vinda! Sejamos, pois, verdadeiros diante do Senhor, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
Deus fiel e Pai de misericórdias, que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que. o Teu Espírito nos purifique e nos prepare para Te encontrar! Ó, Pai, se temos errado em nossa jornada, tornando-a ainda mais difícil, perdoa-nos e ajuda-nos a caminhar seguindo os passos de Jesus e apressando a Sua volta! Por Jesus nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros filhos da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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