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“Visitou o Senhor a Sara, como lhe dissera, e o Senhor cumpriu o que lhe havia prometido” (v.1).
Exatamente como havia dito em Sua última visita a Abraão, o Senhor voltou e lhes deu “motivo de riso” (v.6) com o nascimento de Isaque. Aquele alegre milagre carregava a sublime assinatura da fidelidade de Deus. Isaque era o filho da promessa. Contudo, por mais que Ismael fosse um filho gerado fora dos planos de Deus, ele teria o seu lugar na família de Abraão com a bênção do Senhor se não tivesse apresentado um caráter duvidoso. O fato de ter caçoado de Isaque em um momento festivo, pode até parecer algo tolo ou de pouca importância, mas que foi observado por Sara com o olhar acurado de uma mãe que temeu pela segurança futura de seu filho.
Sara viu o que Abraão não conseguia enxergar. Seu coração de pai não concebia mandar embora seu primeiro filho, por mais que este não correspondesse ao plano divino. A primeira experiência em que ele deu liberdade a Sara para fazer com Agar o que achasse melhor e o fato do Senhor ter feito Agar retornar para casa, pode ter causado dúvidas nessa segunda situação. Por vezes, uma primeira atitude realizada no ímpeto de nossas próprias paixões e vontades pode causar certo descrédito às próximas atitudes, ainda que tenhamos razão. Na primeira vez, Sara agiu segundo o ímpeto de sua raiva. Agora, porém, sua preocupação racional precisou do aval divino para que Abraão anuísse ao seu pedido.
Aquela celebração pode ter revelado a inveja de Ismael com relação ao seu irmão; um sentimento que, se não confessado e exposto diante de Deus para que seja expulso do coração, corre o sério risco de ser transformado em ódio homicida. Apesar disso, o Senhor havia prometido a Abraão que cuidaria do menino: “Quanto a Ismael, Eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação” (Gn.17:20). Ali no desespero do deserto, Deus “ouviu a voz do menino” (v.17), abrindo os olhos de Agar para um poço de água e “Deus estava com o rapaz” (v.20) por amor a Seu servo Abraão.
“Por esse tempo” (v.22), Abimeleque e o comandante de seu exército procuraram Abraão para fazer uma espécie de aliança. Aquele rei pagão reconheceu que Deus abençoava a Abraão em tudo o que fazia e desejou que essa bênção favorecesse sua casa e suas futuras gerações. E naquele acordo de paz percebemos a natureza pacificadora de Abraão que só então deu a conhecer ao rei a situação da perda de um poço que o próprio patriarca havia cavado. O silêncio frente a uma injustiça muitas vezes é visto como uma atitude tola ou ingênua. Mas ao evitar uma briga com os servos de Abimeleque, Abraão confiou de que Deus lhe faria justiça, e, no tempo certo, assim aconteceu.
Percebemos no capítulo de hoje duas situações aparentemente difíceis de se resolver, e duas soluções divinamente perfeitas. Apesar de nossos erros de percurso, quando finalmente nos entregamos nas mãos de Deus e aceitamos viver os Seus planos, Ele sempre tem a solução perfeita para as dificuldades no caminho. Abraão e Sara finalmente estavam experimentando a bênção de viver a vontade de Deus e a fé em Seus cuidados. Tanto o discernimento de Sara com relação ao perigo futuro, quanto a sabedoria de Abraão ao lidar com uma situação de briga de forma pacífica, revelam a maturidade espiritual que ambos adquiriram no curso de sua jornada com Deus.
Amados, o Espírito Santo deseja habitar em nós e realizar a Sua boa obra até completá-la no “Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Você está disposto a permitir que isso aconteça em sua vida?
Senhor, nosso Deus, retira do nosso coração todo sentimento mau que possa endurecê-lo e fechá-lo para a boa obra do Espírito Santo! Livra-nos da inveja, da maledicência e de brigas! É tempo de estarmos imbuídos do discernimento espiritual, da sabedoria e da paz para que, ao olharem para nós, o testemunho seja este: “Deus é contigo em tudo o que fazes”. E onde quer que andemos, invoquemos “ali o nome do Senhor, Deus Eterno”, confiando em Ti seja qual for a circunstância. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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