Filed under: Sem categoria
“Como, porém, se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v.16).
A escolha da habitação de Ló, que foi “armando as suas tendas até Sodoma” (Gn.13:12), se revelou a pior que ele poderia ter feito. Mesmo sabendo que “os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn.13:13), Ló colocou em risco a sua família em prol de uma vida mais fácil e mais próspera. O caminho das facilidades e da prosperidade pode até se mostrar como uma campina bem regada, “como o jardim do Senhor” (Gn.13:10), mas, se não há o temor de Deus, o destino final se torna em ruína e destruição.
Muitos têm se colocado no caminho da tentação, julgando serem fortes o suficiente para resistir, esquecendo, porém, que “as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co.15:33). Assim foi na vida de Ló e de sua família. Por amor a Abraão, o Senhor poupou a vida de Ló, e os mensageiros celestiais, encarregados de destruir as cidades ímpias, foram antes enviados para atender às súplicas de Abraão. É claro que a visita daqueles anjos despertou o interesse dos promíscuos habitantes da cidade. Ló chegou a oferecer suas duas filhas virgens para aplacar o desejo libertino da multidão, mas sem sucesso. E, em sua cegueira profana, os homens de Sodoma experimentaram a cegueira física.
Como Ló, que ofereceu suas filhas a homens maus, os que se colocam em terreno inimigo muitas vezes se veem tendo que tomar decisões impensadas no calor da emoção. O livramento dado pelos anjos também correspondeu à intercessão de Abraão. E aqui podemos perceber a importância da oração intercessora. Mas até mesmo essas orações um dia cessarão. E, assim como os anjos salvaram a vida de Ló e “fecharam a porta” (v. 10), aproxima-se o tempo em que a porta da graça será fechada e não mais haverá oportunidade de salvação. Todos terão tomado a sua decisão definitiva, como está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap. 22:11).
Amados, o relato deste capítulo precisa despertar a nossa consciência diante do tempo sobremodo solene em que estamos vivendo e daquele de grande angústia que está por vir. Se não dermos o sonido certo à mensagem do juízo hoje, amanhã será tarde demais, e o máximo que conseguiremos em resposta será o escárnio dos que amamos, semelhante ao dos genros de Ló que acharam “que ele gracejava com eles” (v.14). Nós somos detentores de boas-novas de esperança e de grande alegria, mas que também precisam revelar a devida seriedade do juízo que está prestes a irromper sobre o mundo.
Jesus mesmo comparou os dias que antecedem a Sua volta com os dias de Ló: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos” (Lc.17:28-29). E Ele ainda nos deixou a seguinte advertência: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc.17:32). Aquelas cidades ímpias seguiam o curso de seus prazeres e negócios, e ninguém se deu conta de que aquele seria o seu último amanhecer. E para os ímpios nos últimos dias, cumprir-se-ão as palavras de Jesus: “Eis que venho como vem o ladrão” (Ap.16:15). Mas, “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).
Ló postergou uma decisão que precisava ser tomada com urgência, a ponto de ter que ser arrastado para fora juntamente com o que havia restado de sua família. Pois, “sendo-lhe o Senhor misericordioso”, os anjos “o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v. 16). Eles estavam aparentemente fora de perigo, mas precisavam confiar na palavra dos anjos até chegarem a um lugar seguro. A atitude da mulher de Ló e seu trágico fim revelam uma verdade que precisa ser levada em muita consideração, na citação a seguir do espírito de profecia: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 608).
Além do que aconteceu à mulher de Ló, suas duas filhas revelaram o estrago causado em seu caráter pela convivência com os habitantes de Sodoma, dando origem, por suas relações incestuosas, a dois dos piores povos inimigos de Israel. Abraão, contudo, mantinha a sua casa longe das cidades ímpias, a despeito da opinião alheia. Não é suficiente para você ver a diferença entre o resultado da educação das filhas de Ló e da educação de Isaque? Meus irmãos, ou nós confiamos nos planos do Senhor para o Seu povo hoje, ou corremos o risco de ter a mesma colheita de Ló. Deus nunca deixou instruções para o Seu povo a fim de privá-lo de privilégios, e sim a fim de livrá-lo de situações que podem se tornar irreversíveis. A despeito da opinião alheia, que possamos escolher fazer como Abraão. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Santo Deus, como Abraão levantava de madrugada para ir à Tua presença, que o Teu Espírito nos desperte a cada dia para Te encontrar. O Teu povo ainda habita em meio a muita corrupção. Alguns não porque querem, outros, porém, por escolha própria. Senhor, desperta a Tua igreja e dá-nos a fé de Abraão, para vivermos segundo a Tua vontade nestes últimos dias, independentemente de julgamentos ou perseguições. Fortalece-nos, ó Deus! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescentes fieis!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Deixe um comentário so far
Deixe um comentário