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“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (v.19).
Sentado à entrada de sua tenda na hora mais quente do dia, Abraão levantou os olhos e avistou três homens “de pé em frente dele” (v.2). Ele ainda não sabia, mas se tratava de Jesus e dois anjos. Apressou-se, então, correu ao encontro daqueles estranhos e ofereceu-lhes acolhida. Após comerem, perguntaram por Sara e um deles que sabemos ser o próprio Senhor, profetizou que Ele voltaria em um ano e Sara daria à luz um filho. Desta vez, foi Sara quem riu. E, embora Sara tenha negado que riu, o Senhor confirmou a Sua promessa.
Sabem quando alguém tem duas notícias para dar, uma boa e uma ruim, então pergunta: Qual das duas você prefere ouvir primeiro? O Senhor achou por bem dar logo as boas-novas a Abraão, e depois, anunciar a provável destruição de Sodoma e Gomorra. Ele não ocultou de Seu fiel servo o que estava prestes a fazer. Na verdade, o Senhor expôs perante Abraão o caminho da vida e o caminho da morte. Ao confirmar a eleição de Abraão e de sua descendência, deixou bem claro qual seria o dever daquela família como testemunha de Seu caráter na Terra. A obediência de Abraão e de seus descendentes seria a condição para o cumprimento da promessa. Em contrapartida, os habitantes de Sodoma e Gomorra estavam prestes a atingir o limite da medida de sua iniquidade e se tivessem pelo menos dez justos habitando entre eles, seria o suficiente para evitar a destruição, mas nem isso o Senhor encontrou ali.
Amados, a experiência de Abraão com o Senhor neste capítulo apresenta uma sequência lógica do conflito final entre o bem e o mal. Vejamos:
- O Senhor e dois anjos aparecem a Abraão. Três mensageiros celestiais. Isso te lembra alguma coisa? A última mensagem a ser dada ao mundo: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12);
- Abraão teve pressa em preparar tudo. A última mensagem a ser dada ao mundo requer urgência e diligência (Ap.14:6);
- Foi dada uma promessa a Abraão e Sara, dizendo: “Certamente voltarei a ti” (v.10). O último povo de Deus aguarda a promessa do retorno de Jesus, que declarou: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20).
- “Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade” (v.11). A promessa pode requerer um longo tempo de espera, mas “se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3);
- Sara riu e questionou. A demora pode causar desânimo. “E, tardando o Noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt.25:5);
- A Abraão foi dada instrução acerca de como viver na presença de Deus com sua casa, guardando o caminho do Senhor e praticando a justiça e o juízo. Do último remanescente de Deus, está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12);
- Jesus desceu para ver o que estava acontecendo em Sodoma e Gomorra (v.21). O Espírito Santo está aqui, vendo o que acontece em toda a Terra;
- “Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor” (v.22). A perseverança é uma das características do remanescente de Deus. Jesus declarou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13);
- Ao declarar que o Senhor é um justo juiz e que Ele não destrói o justo com o ímpio, Abraão apontou para a sacudidura. O Senhor faz separação entre justos e ímpios e assim o será até ao tempo do fim, quando veremos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18);
- A intercessão de Abraão aponta para as últimas intercessões em favor do mundo. E sua última tentativa, para o último chamado de Deus à humanidade;
- Findo o diálogo, “retirou-Se o Senhor” (v.33). Assim também, o Espírito Santo “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Logo, Ele irá Se retirar da vida dos ímpios, mas jamais da vida dos que, como Abraão, permanecem em Sua presença.
Bem, amados, uma coisa é certa: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Os ímpios em muitos lugares devem a sua vida à presença de justos que ainda habitam entre eles. Mas chegará o tempo em que este mundo atingirá o limite da medida de sua iniquidade, e não mais haverá intercessores ou a presença refreadora do Espírito Santo na vida dos ímpios. Hoje, meus irmãos, é o tempo da oportunidade. Que, semelhante a Abraão, possamos deixar a nossa casa em ordem, aguardando e confiando de que o Senhor cumprirá a Sua última e fiel promessa: “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Pai amado, como a Tua Palavra é perfeita! E que bênção percebermos aqui em Gênesis profecias que seriam escritas mais de quatro mil anos depois em Apocalipse. Senhor, por favor, continua enchendo o nosso coração com a Tua maravilhosa esperança enquanto aguardamos o cumprimento dela com perseverança e fé! Que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho e santificando a nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos de Abraão!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis18 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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