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“Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para Aquele que me vê?” (v.13).
Em sua jornada em Canaã, desde que deixou a terra dos caldeus, a esperança de um filho acompanhava Abrão. O desejo deste patriarca, porém, não era maior do que a angústia de Sarai, pois ela “era estéril, não tinha filhos” (Gn.11:30). Sarai talvez se sentisse parcialmente responsável pela tristeza de seu marido. Confiante de que seu plano era o melhor e, de certa forma, arriscando o seu casamento, Sarai ofereceu a Abrão sua serva egípcia julgando que seria honrada “com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai” (v.2). Precisamos lembrar que ainda havia muito dos costumes pagãos atrelados à família de Abrão e que não era plano de Deus que aquela união acontecesse. E os resultados desastrosos disso, podemos ver até os dias de hoje.
Grávida do primeiro filho de Abrão, um sentimento de superioridade se apossou do coração de Agar e “foi sua senhora por ela desprezada” (v.4). Sarai então percebeu o princípio das dores de sua atitude impensada. E levada novamente pelo impulso das emoções, humilhou sua serva a ponto de Agar ter que fugir “de sua presença” (v.6). Ao perceber a gravidade de sua ação, Sarai provavelmente experimentou grande angústia por ter expulsado a mulher que gerava um filho para seu marido. O retorno de Agar, agora submissa, deve ter trazido alívio ao seu coração.
Mas a experiência de Agar no deserto é uma espécie de “alto-falante” divino de que o Senhor vê e Se compadece de todos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa. A angústia de um ser humano nunca passa despercebida diante dos olhos do Pai Celestial, principalmente, quando um coração, antes orgulhoso, se humilha. O Anjo do Senhor, que na verdade é um dos nomes usados no Antigo Testamento para designar o próprio Deus, achou a Agar “junto a uma fonte de água no deserto” (v.7). A expressão “Tendo-a achado” indica que é do Senhor a iniciativa de nos encontrar. Ele espera somente uma oportunidade para agir. Percebam que Ele deu uma ordem a Agar e, só então, lhe fez uma promessa. E o cumprimento da promessa dependia da obediência de Agar à ordem divina.
A Bíblia diz que “ela invocou o nome do Senhor” (v.13). Agar reconheceu ser Ele o Deus de Abrão e ficou surpresa por ter sido vista, ou seja, por ter recebido a atenção do Senhor. Acostumada com os muitos deuses egípcios, com uma religião indiferente e ritualística, sua experiência com Deus foi impactante e única, de modo que gerou obediência pela confiança que teve no Deus que lhe viu. Ela não sabia, mas sua vida e a de seu filho seriam uma alegoria de que o plano humano nunca pode substituir ou ser comparado com o plano divino.
Ismael era filho da escrava, mas nós, “irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre” (Gl.4:31). Por mais que o Senhor tenha prometido cuidar de Ismael e de sua descendência, Seu plano original não o incluía. Sarai descobriria, mesmo que pelo sofrimento, que confiar nos planos de Deus sempre é a melhor escolha a se fazer. E nós, amados? Temos confiado no Senhor e em Suas promessas? Ou temos buscado agir pelo ímpeto de nossas emoções, permitindo que nossa ansiedade gere consequências negativas que bem poderiam ser evitadas? Ó, amados, se tão somente obedecêssemos ao que o Senhor nos pede, independentemente das circunstâncias ou do tempo de espera, a nossa experiência nesta terra seria bem mais proveitosa e teríamos sempre o senso da presença constante dAquele que nos vê.
Ore ao Senhor neste instante e peça a Ele pelo dom que Ele mais deseja nos dar, que é o Espírito Santo.
Pai querido, nós Te agradecemos porque o Senhor tem os melhores planos para a nossa vida! E nós Te pedimos perdão por todas as vezes que temos atrapalhado o Senhor de cumpri-los! Concede-nos, ó Deus, o Teu Espírito, porque muito em breve, nós queremos Te ver face a face! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis16 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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“[…] confiar nos planos de Deus sempre é a melhor escolha a se fazer”. Se nos entregássemos a Deus sem reservas, Deus cumpriria todas as Suas promessas incondicionais em nossas vidas, Deus sempre tem uma saída.
Comentário por José Magalhães 3 de maio de 2025 @ 8:25