Filed under: Sem categoria
“Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro” (v.7).
O relato sobre a edificação da torre em Babel apresenta detalhes que valem a pena ser destacados. Até então, todos os seres humanos falavam um mesmo idioma, mas foi ali em “uma planície na Terra de Sinar” (v.2) que a ideia de construir um reino unificado foi estabelecida. De alguma forma, aquele lugar tornou-se a capital da Terra e a construção da torre cujo objetivo era atingir os céus, era um desafio direto à promessa de Deus de que nunca mais haveria outro dilúvio sobre a Terra. Seus idealizadores, imbuídos do desejo por fama, estavam erguendo um monumento à incredulidade, até que “desceu o Senhor para ver a cidade e a torre” (v.5).
O resultado inevitável de tal empreendimento foi descrito pelo próprio Deus: “Isto é só o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer” (v.6). E assim seria se não houvesse a intervenção divina, confundindo “ali a sua linguagem” (v.7), e fazendo com que fossem dispersos pela Terra. Se o Senhor não tivesse interrompido os planos daquela construção e não tivesse confundido a linguagem dos homens, em poucos anos a condição da humanidade chegaria novamente à corrupção antediluviana. E no decorrer da História podemos perceber a mão moderadora de Deus sustentando a humanidade e guiando o Seu povo.
Centenas de anos depois, o povo de Deus seria levado cativo “para a terra de Sinar” (Dn.1:2). Babilônia se tornaria novamente a capital da Terra. Mas veremos que essa condição também teve um prazo de validade estabelecido por Deus e que reino algum neste mundo pode ir além dos propósitos divinos. Também é interessante observar que, enquanto os construtores de Babel desejavam que seus nomes fossem reconhecidos e ovacionados, veremos no capítulo de amanhã que a verdadeira grandeza está quando o Senhor engrandece o nome de Seus servos (Gn.12:2). Pois a genealogia de hoje confirma a verdade de que Deus sempre tem um povo para chamar de Seu, ainda que a princípio Ele só possa contar com um único homem, ou mulher, que Lhe seja fiel.
Se avançarmos para o Pentecostes, em Atos, veremos um contrassenso em relação ao relato da torre de Babel. Na ocasião da construção da torre, os homens se reuniram… No Pentecostes, estavam todos unidos…, pois confiavam no cumprimento da promessa de Deus. Em Babel o Senhor desceu para ver a desobediência dos homens e confundir sua linguagem. Em Atos, o Espírito Santo desceu pela obediência e confiança dos discípulos e lhes deu a capacidade de compreender e falar outros idiomas. Em Babel as pessoas se dispersaram por não entenderem umas às outras. Em Atos, os discípulos se dispersaram porque entendiam os outros idiomas. Em Babel houve dispersão e desunião. Em Atos houve dispersão e união.
Um dia, amados, Deus teve que descer para confundir a linguagem da humanidade. Em breve, certamente Ele vai descer para unir Seu povo novamente na linguagem do Céu. Você deseja falar o idioma celestial? Essa bênção pode começar aqui se perseverarmos na comunhão diária com Jesus através do estudo de Sua Palavra, acompanhado de uma vida de oração. Não perca um só dia esse sublime privilégio!
Pai amado, pensar que o Senhor, que é Santo, desce à Terra para ver a impiedade dos homens, nos lembra o quão misericordioso Tu tens sido para com a humanidade. Poderias simplesmente nos destruir. Mas o Senhor escolheu nos amar! Sublime amor, o amor de Deus! Pai, nos une na linguagem do Céu para que a nossa vida seja uma clara revelação do Teu caráter a todos os homens. Opera esse milagre em nós através do poder do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Deixe um comentário so far
Deixe um comentário