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“Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (v.9).
Após a queda de nossos primeiros pais, o assassinato de Abel e a poligamia de Lameque, descendente de Caim, a conduta humana foi se corrompendo cada vez mais. A maldade humana atingiu um patamar sem limites e o motivo para que isso acontecesse está no versículo dois: “vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram”. É interessante observar que duas palavras se repetem quando voltamos no tempo até à tentação de Eva: ver e agradar. Em Gênesis 3:6 diz que “vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos”. Percebem, amados? O jugo desigual foi a nova isca da antiga serpente para tornar “continuamente mau todo desígnio” do coração humano (v.5).
A verdade é que a descendência de Sete se misturou em casamento com a descendência de Caim e o resultado disso atingiu o limite da paciência divina. O Espírito Santo, que restringe o mal não agiria “para sempre no homem” (v.3). E essa restrição, bem como suas implicações, no fato de ser também uma advertência para nós hoje, precisa ser seriamente considerada. A ação do Espírito Santo é ilimitada para aquele que crê, mas limitada pela incredulidade. A união mista dos descendentes de Adão acabou por minar a fé de gerações que, não fosse a fidelidade de Noé, teriam dado fim à existência humana.
A biografia de Noé no versículo nove certamente é o sonho de consumo de todo cristão sincero. Depois de Enoque, Noé foi o único em sua geração em que a Bíblia diz que “andava com Deus” (v.9). A ordem divina a este homem de Deus foi bem clara, mas também desafiadora diante da realidade de que, até então, nunca havia chovido sobre a Terra e que ninguém nunca havia construído uma arca. Certamente, a construção daquele projeto tornou-se uma atração para o mundo da época e a oportunidade para que todos pudessem ouvir a pregação de Noé e se arrepender de seus pecados.
A ordem dada a Noé, porém, não era apenas para que ele construísse a arca, mas também para que preparasse a sua família para entrar nela. “Contigo, porém, estabelecerei a Minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos” (v.18). Com isso, Deus nos deixou uma mensagem muitíssimo importante, amados: a família é a nossa primeira missão. A profecia de Malaquias aponta para a última obra do Espírito Santo no meio do povo de Deus envolvendo a conversão dos pais e dos filhos: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a Terra com maldição” (Ml.4:6).
Há uma urgência do Espírito Santo em que possamos ver com o Seu colírio (Ap.3:18) e nos agradar da vontade de Deus (Rm.12:2). Mas para isso, precisamos abrir o nosso coração para Ele e, como Noé, ter uma vida de constante comunhão com Deus. Quando isso acontece, temos prazer na obediência, assim como Noé que fez “consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (v.22). Quer você ser um Noé atual? Deus deseja usar o que você tem como uma arca para a sua salvação e de toda a sua casa. Coloque tudo nas mãos do Senhor, porque não existe melhor sociedade do que esta. E não perca o privilégio de estudar o capítulo de amanhã.
Nosso amado Deus, nossos olhos muitas vezes nos enganam e o nosso coração também não ajuda. Por isso, Pai, clamamos a Ti pelo colírio do Espírito Santo para que tenhamos uma visão espiritual pura e um coração que se agrade em fazer a Tua vontade! Livra-nos da maldade dessa geração e salva a nossa família! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/watch?v=rIgskIK-D54
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