Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 04 – Rosana Barros by Ivan Barros
20 de abril de 2025, 0:45
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“Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante?” (v.6).

Após saírem do Éden, Adão e Eva começaram a sentir os resultados do pecado na natureza. Ao contemplarem as folhas que caíam, as flores que murchavam, os animais mudando o seu trato antes dócil para um instinto agressivo; ao perceberem o ar diferente, os espinhos e ervas daninhas que invadiam suas plantações, tudo isso lhes causava dor e sofrimento e a triste e terrível lembrança de sua queda. Tudo ao redor, por mais que ainda lembrasse o seu lar edênico, possuía o hálito da maldade. Ao dar à sua mulher o nome de Eva (Gn.3:20), Adão demonstrou sua confiança no plano da salvação e esperança de que através de sua mulher, nascesse Aquele que esmagaria a cabeça da serpente.

O nascimento de Caim encheu de expectativa o coração do jovem casal, e principalmente daquela cujo coração era esmagado com o peso constante de sua má escolha. E ao dar à luz seu primeiro filho, com esperança exclamou: “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor” (v.1). Algum tempo depois, Eva também deu à luz a Abel. Ambos tiveram acesso à verdadeira educação. Seus pais sabiam que precisavam transmitir a seus filhos a verdade sobre o que havia acontecido e a esperança de um dia estarem novamente no Éden desfrutando da presença e da glória do Senhor. Caim e Abel cresceram vendo seu pai oferecer sacrifícios ao Senhor, em reconhecimento e confiança na promessa pré-estabelecida.

A Bíblia diz que os irmãos tinham ofícios diferentes. Caim era lavrador, enquanto Abel era pastor de ovelhas. De alguma forma, a compreensão acerca dos sacrifícios alcançou o coração de Abel com a fé e a intensidade de quem confiava e amava o Senhor, mas o coração de Caim foi endurecido pelo trágico pensamento de que Deus Se agradaria de sua oferta frugal. A diferença entre os altares de Caim e Abel e o resultado de suas escolhas refletem até hoje a diferença entre o ímpio e o justo.

Eu pergunto, amados: Qual dos altares era o mais bonito? Certamente, era o altar de Caim, com os belos frutos da terra. O altar de Abel, porém, era o altar da fé, do amor e da obediência. Pois “o obedecer é melhor do que o sacrificar”, mas “a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria” (1Sm.15:22, 23). Vocês percebem? A motivação de Caim ao matar seu irmão estava no fato de que “suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1Jo.3:12). Quando alguém fecha o coração para a vontade de Deus e mesmo assim deseja a aprovação divina, ao perceber a bênção desejada na vida de quem é fiel, a suposta piedade se revela em maldade que pode gerar graves e irreparáveis danos.

Caim e Abel representam as duas classes de pessoas que haverá até o fim dos tempos, e a diferença entre a falsa e a verdadeira adoração. Que o Espírito Santo esteja sempre no controle de nossa vida para que tudo o que ofertarmos ao Senhor contenha o aval das Escrituras e seja purificado com o sangue do Cordeiro de Deus.

Pai amado, livra-nos de oferecermos a Ti uma adoração falsa, segundo os nossos próprios gostos e vontades! Queremos ser Teus verdadeiros adoradores, que Te adoram em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Concede-nos um coração disposto a Te servir e a Te obedecer porque nós Te amamos! E purifica-nos com o sangue do nosso amado Redentor! Por Jesus nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos! E até amanhã, pela graça e misericórdia de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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