Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
8 de abril de 2025, 0:45
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O livro de Apocalipse está repleto de citações do Antigo Testamento. Textos dos livros históricos, dos Salmos e dos profetas compõem este livro como um grande quebra-cabeças, cujas peças revelam o seu perfeito encaixe àqueles que servem a Deus (Ap.1:1). Só neste capítulo, existem referências dos livros dos profetas Ezequiel (Ez.9:4), Sofonias (Sf.3:13), Isaías (Is.21:9; 51:17; 34:10; 63:3), Daniel (Dn.7:13) e Joel (Jl.3:13), além da referência ao livro de Gênesis (Gn.19:24). Certamente, este é um recado seguro de que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16) e que, de Gênesis a Apocalipse, a Bíblia é a grande carta de Deus para a humanidade. Com base nisso, compreenderemos melhor o sentido da expressão “evangelho eterno” (v.6) contida na mensagem do primeiro anjo.

Na sequência da visão das duas bestas, João viu a vitória do Cordeiro e dos 144 mil, todos os que serão achados imaculados, que não se contaminaram “com mulheres” (v.4), ou seja, que não se uniram à falsa adoração de igrejas apóstatas. Mesmo que Satanás atue por meio de instrumentalidades humanas, seguramente haverá livramento para o remanescente de Deus e cumprir-se-á a profecia do salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada” (Sl.91:7-9). Nem toda a cólera do inimigo será capaz de destruir aqueles “que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (v.4). Aquele que faz de Deus a sua morada, “o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18).

Resta, portanto, um povo que, semelhante aos patriarcas, são mordomos de uma verdade presente para o tempo do fim: as três mensagens angélicas. A mensagem do primeiro anjo possui três características intrínsecas: urgência, abrangência e autoridade. O fato de ser “um evangelho eterno” (v.6), como vimos, nos diz que se trata do mesmo evangelho de graça transmitido a Adão, Noé, Abraão, Jacó, Davi e a toda a raça humana através do plano da salvação em Cristo Jesus, antes mesmo da fundação do mundo (Ap.13:8), para fins eternos após a recriação da Terra (Ap.21:1). Analisemos a primeira voz angélica:

  1. Temei a Deus”: Tanto Jó quanto Salomão chegaram à seguinte conclusão: Temer a Deus = sabedoria (Jó 28:28; Pv.9:10). Tem a ver com o aspecto mental do ser humano, com dedicar a Deus um “culto racional” (Rm.12:1);
  2. dai-Lhe glória”: Jesus disse que nós somos “a luz do mundo” (Mt.5:14). Mas com que propósito? Ele mesmo declarou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). Fé e obras andam juntas na vida do cristão que entende que nada do que faça ou deixe de fazer é resultado dele mesmo, mas é obra do Espírito Santo, a fim de que sua vida seja tão somente um farol que aponta para a glória de Deus. A expressão “pois é chegada a hora do Seu juízo” (v.7) também nos lembra de que seremos julgados segundo as nossas obras e que as nossas escolhas de agora definirão o nosso destino eterno (Ap.22:11-12). Trata-se, portanto, do aspecto físico, do que as obras de nossas mãos, como resultado da salvação ou rejeição dela, revelam ao mundo (Leia 1Co.10:31);
  3. adorai Aquele que fez”: Trata-se do aspecto espiritual através da junção do todo. Como seres holísticos, não podemos separar o espiritual do intelecto e nem do nosso corpo, que, por sinal, “é santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Faz parte da adoração o tudo de nós em resposta ao tudo de Deus. E a referência a Deus como Criador aponta para o relato de Gênesis e para o mandamento esquecido (Êx.20:8-11).

O recado do segundo anjo, podemos dizer de uma forma popular, foi curto e grosso: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (v.8). A queda da Babilônia espiritual é previamente decretada pela justiça divina e é inevitável. Assim como o antigo império ostentava um orgulho indestrutível e foi destruído num só dia, o falso sistema de adoração dos últimos dias, “mãe das meretrizes e das abominações da terra” (Ap.17:5), ostentará uma posição inabalável. Mas quão terrível será a sua queda! O convite do Senhor aos Seus filhos que ainda se encontram enredados pelas apostasias da Babilônia espiritual é urgente: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

A mensagem do terceiro anjo é, sem dúvida, a mais relevante para os nossos dias. É um recado de juízo sobre “os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (v.11). Apesar de estar escrito como uma sentença, não deixa de ser também uma advertência a fim de que os fiéis servos de Deus saiam das fileiras do inimigo e avancem com perseverança no caminho estreito. E “aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (v.12). Vimos que o papado, aliado aos Estados Unidos, estabelecerá uma marca sobre os seus seguidores. Vimos também que tal marca tem a ver com uma falsa adoração. Leis serão estabelecidas a fim de instituir o domingo como o dia de guarda (sob o manto de causas legítimas) e todos os que se recusarem a aderi-las, serão perseguidos e considerados inimigos do bem comum. A guarda dos mandamentos, incluindo o sábado do sétimo dia, o mandamento de Deus em forma de selo (Ez.20:12 e 20), caracterizará os fiéis dos últimos dias como um sinal distintivo da verdadeira adoração.

Meus irmãos, estamos às vésperas da última ceifa. Dentro em breve, será decretada a ordem: “Toma a Tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu” (v.15). Teríamos muito mais a falar a respeito das três mensagens e como elas apontam para o breve cumprimento da derradeira promessa. Cumpre-nos, portanto, investigarmos por nós mesmos, com humildade e espírito de oração, estas verdades tão cruciais para o nosso tempo. Do “santuário, que se encontra no Céu” (v.17), Jesus virá com todos os Seus anjos para buscar aqueles que têm “na fronte o Seu nome e o nome de Seu Pai” (v.1). Que, pela graça e misericórdia de Deus, façamos parte daquele inumerável coral que entoará um cântico novo! E ainda que venhamos a descansar antes do cumprimento da promessa, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (v.13). Confiemos, amados, pois Quem fez a promessa é fiel: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).

Pai Celestial, graças Te damos por Teu grande amor para conosco através das Tuas fiéis promessas! E o que é mais lindo em Tuas promessas é que o Senhor poderia não tê-las feito. Mas a Tua fidelidade é cheia de bondade e graça. E até o fato de que um dia virás buscar um povo sem mácula, não é porque houve mérito nele, mas porque o Teu Espírito o purificou e o sangue de Jesus o embranqueceu. Pai, almejamos ser este povo peculiar e estar entre os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra! Purifica-nos e torna o nosso caráter alvo mais que a neve! Não há esse poder em nós, Senhor, mas confiamos no agir do Espírito Santo. Coloca a Tua lei em nossa mente e a inscreve em nosso coração. Em nome de Jesus, nosso Salvador, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos perseverantes!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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