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“Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (v.2).
Quando aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossa vida, nos unimos a Ele em Sua morte e ressurreição a fim de que em Sua segunda vinda, sejamos “manifestados com Ele, em glória” (v.4). Como novas criaturas, nossos pensamentos, gostos e ações vão pouco a pouco dando lugar à vontade de Deus em uma metamorfose singular e constante. Esta união promove mudanças significativas e o resgate da imagem que outrora havíamos perdido: “segundo a imagem dAquele que [nos] criou” (v.10). Então, a “natureza terrena” (v.5), e tudo que a implica, é sepultada, para dar lugar à transformação de “filhos da desobediência” (v.6) em novos homens e mulheres em Cristo Jesus (v.10).
O contexto deste capítulo é muito claro: o cristão deve pensar, falar e agir diferente dos rudimentos deste mundo. E isso, em todos os sentidos. Aqui se encaixam perfeitamente as palavras de Jesus, quando disse: “Vós sois o sal da terra […] Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:13 e 14). Precisamos fazer a diferença não como uma denominação, não como uma nação específica, não conforme a nossa posição social, pois “Cristo é tudo em todos” (v.11). Mas como uma unidade com Cristo, “como eleitos de Deus, santos e amados” (v.12), brilhando a Sua luz e temperando o mundo “de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (v.12), servindo de forte suporte para nossos semelhantes e perdoando-nos mutuamente, “assim como o Senhor [nos] perdoou” (v.13). Se pudesse indicar um texto da Bíblia como fonte de preparo para a segunda vinda de Cristo, certamente este capítulo seria uma excelente sugestão.
A palavra “Revesti-vos” (v.12), é a mesma que Paulo usou ao se referir à armadura de Deus (Ef.6:11). Este especial revestimento, contudo, não está vinculado ao contexto de guerra, mas de paz. E acima de todas as virtudes anunciadas, está o amor, “que é o vínculo da perfeição” (v.14). O amor é a “cola” que une perfeitamente as demais virtudes, tornando-as eficazes. Já “a paz de Cristo” deve ser o árbitro em nosso coração (v.15). Ou seja, assim como Jesus não veio para julgar, mas para amar e “dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45), devemos nos unir a Ele neste mesmo propósito, olhando para todos como fortes candidatos à cidadania celestial. Precisamos estar revestidos de toda a armadura de Deus para fazer morrer a nossa natureza carnal todos os dias, mas também igualmente revestidos das virtudes do Céu para que “a palavra de Cristo” habite em nós, e como hospedeiros do Espírito Santo, sejamos capacitados a instruir-nos e aconselhar-nos “mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em [nosso] coração” (v.16).
Tudo o que fazemos, “seja em palavra, seja em ação”, deve ser realizado “em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (v.17). E não há melhor símbolo na Terra que tenha um alcance e uma eficácia maior do que uma família temente a Deus. Ao listar os deveres da família, Paulo não estava falando apenas sobre a função de cada membro do lar, mas da importância de um lar em que todos cumprem com fidelidade o dever que lhes compete. Em uma casa em que há mútua compreensão, amor incondicional e uma fé sólida, um pedacinho do Céu é estabelecido na Terra, irradiando uma luz e influência que sermão algum pode superar. Em um mundo onde a liberdade tem sido confundida com libertinagem, sob o argumento egoísta de que a felicidade é ser livre para fazer o que bem quiser, famílias têm sido destruídas e têm se destruído, recebendo “em troco a injustiça feita” (v.25).
“A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (v.24)? Ou você vive uma farsa “visando tão somente agradar homens” (v.22) e sua própria natureza carnal? Amados, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (v.23). Busquemos “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (v.1). Seja a nossa vida “oculta juntamente com Cristo, em Deus” (v.3), para que o nosso eu pereça e Cristo, e somente Ele, seja revelado em nós.
Querido Pai que habita nos Céus, santificado seja o Teu nome! Senhor, queremos estar escondidos em Cristo, nEle que é a nossa vida. Cada dia que passa percebemos não somente um cenário mundial complicado, mas o cenário profético que nos diz que a nossa redenção se aproxima. Queremos estar prontos para o glorioso Dia do Senhor. Que morra o nosso eu, juntamente com tudo o que for carnal e terreno, e viva Cristo em nós. Restaura-nos à Tua imagem e semelhança, Pai, revestindo-nos da beleza do caráter de Teu Filho amado. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “ressuscitados juntamente com Cristo” (v.1)!
Rosana Garcia Barros
#Colossenses3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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Maravilhosa oportunidade
Comentário por reallyhideout037e6236a6 27 de janeiro de 2025 @ 10:34