Reavivados por Sua Palavra


Gálatas 5 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de janeiro de 2025, 0:45
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Lendo o livro “Ainda que caiam os céus” (www.cpb.com.br), o autor conta a história de sua vida, de sua família e de irmãos em Cristo que sofreram os terríveis resultados do regime soviético. Em meio à fome, violência, repressão e descaso, os filhos de Deus eram contados com os criminosos. Mas ainda que em face de tantas tribulações, seus testemunhos deixaram um legado de elevada importância e que nos relembram um fato incontestável: o nosso lar não é aqui. Presos como animais, separados de suas famílias e constantemente à mercê de homens opressores e frios, as palavras que deixaram registradas na história revelam a fé, o amor e a alegria dos que são “guiados pelo Espírito” (v.18).

A tônica deste capítulo parece apresentar um novo discurso, quando, na verdade, Paulo apresenta um segundo problema. Primeiro, os gálatas foram severamente advertidos quanto ao legalismo. Então, mediante o espírito crítico que contaminava as igrejas, surgiu outro problema: o liberalismo. “Ora, se a lei não salva, então posso ser de Jesus enquanto faço o que quero”, julgavam alguns. Foi este tipo de pensamento que Paulo procurou corrigir a partir do versículo treze, quando disse: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor”.

Nos campos de concentração, nas prisões e nos lugares de trabalhos forçados, muitos de nossos irmãos encontraram a oportunidade de ser a última esperança àqueles que pereciam. Proibidos de ter consigo uma Bíblia, percebiam a atuação do Espírito Santo lembrando-lhes de textos que com dedicação e oração haviam estudado. Sua fé era fortalecida cada vez que eram levados a contemplar as cenas da crucifixão. O “escândalo da cruz” (v.11) era-lhes melhor compreendido e de suas faces irradiava a alegria de quem foi salvo por tão grande amor. Eles poderiam simplesmente ter negado a sua fé, colaborando com o regime socialista ou concordando em transgredir os mandamentos de Deus, mas a liberdade que tinham em Cristo não poderia jamais ser privada pelas circunstâncias. E diante de inquiridores agressivos, blasfemos e lascivos, davam graças a Deus por estarem do lado perseguido, e não do perseguidor.

A fé que atua pelo amor” (v.6) promove transformação. Geralmente, são mudanças imperceptíveis àqueles que as experimentam, mas, diante de outros, notoriamente vistas. Paulatinamente o Espírito Santo vai atuando naqueles que por Ele são guiados, de forma que “as obras da carne” (v.19) desaparecem para dar lugar ao “fruto do Espírito” (v.22). Notem que as obras da carne estão no plural, enquanto o fruto do Espírito, no singular. Há uma razão para isso. Tiago escreveu o seguinte: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg.2:10). Ou seja, da lista de quinze pecados destacados por Paulo, se eu cometo apenas um, é como se praticasse todos, e “não herdarão o reino dos céus os que tais coisas praticam” (v.21). Já a atuação do Espírito Santo na vida do cristão converso, produz um único fruto cujas virtudes andam juntas, sendo pouco a pouco aperfeiçoadas, como está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18).

Diante de Deus, não existem argumentos para a desobediência, pois a obediência é a fé operante, “a fé que atua pelo amor” (v.6): Amor a Deus e ao próximo (v.14), assim como nossos irmãos que escolheram não fazer a sua própria vontade (v.17), mas, por amor a Deus e à Sua Palavra, e por amor àqueles que pereciam no engano, colocaram em risco a própria vida e de suas famílias para pregar o evangelho. Todas as vezes que “vos mordeis e devorais uns aos outros” (v.15), “provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (v.26), estão assumindo o posto de agentes de Satanás. Não seja assim conosco, amados! Estamos tão perto do glorioso retorno de Cristo! E o Espírito Santo deseja encher nossas vasilhas de azeite e nos levar às bodas do Cordeiro.

Não poderemos jamais nos assemelhar àqueles mártires e nem alcançar perante Deus os mesmos privilégios que os aguarda na eternidade, se formos legalistas ou liberais. Deus não está em nenhum desses extremos. Mas “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (v.25). Se o Espírito Santo habita em nós, que nossas palavras e ações sejam uma manifestação deste milagre. Então, quando formos severamente provados e diante de nós estiver o “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), nossa fé será confirmada, nossos ombros fortalecidos e nosso coração animado, na certeza de que estamos chegando na casa do nosso Pai.

Nosso Pai Celestial, o Senhor nos enviou o Seu Filho unigênito para iluminar a Terra com a glória do Teu caráter. Em Jesus temos o perfeito exemplo de quem viveu a harmonia entre a justiça e o amor. A lei cerimonial foi cravada na cruz, mas a lei dos Teus mandamentos é perfeita e restaura a alma. Por isso queremos obedecê-la pela fé, a fé que atua pelo amor. Ó, Pai, retira de nossa vida qualquer gosto ou vontade pelas obras da carne e realiza o milagre do fruto do Espírito em nós. Porque para as obras da carne há lei, que diz ao pecador que ele ficará fora do reino de Deus se as continuar praticando. Para o fruto do Espírito, contudo, não há lei, pois os que são de Cristo crucificaram a carne com suas obras. Faz-nos andar no Espírito até que Cristo volte, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “guiados pelo Espírito” (v.18)!

Rosana Garcia Barros

#Gálatas5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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