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1 Meu mensageiro. Deus responde à última indagação do capítulo anterior com a afirmação categórica de que Ele está vindo em juízo e justiça. Ao povo dos dias de Malaquias, esta mensagem foi um alerta de que Deus lidaria com os pecados deles. No entanto, além da mensagem de advertência aos judeus dos dias de Malaquias, esta profecia também tinha uma importância messiânica (ver com. de Mc 1:2; ver DTN, 161). João, o Batista, foi o “mensageiro” que preparou “o caminho diante” do Senhor por meio da pregação do arrependimento (ver Is 40:3-5; Mt 3:1-3; 11:10, 11; Lc 3:2-14).
Virá ao Seu templo. Isto é, ao santíssimo para a obra de juízo investigativo (GC, 426).
Anjo da Aliança. Ver com. de Ag 1:13. O “Senhor” ou “Anjo da Aliança” não é outro senão o próprio Cristo, a segunda pessoa da Trindade (ver com. de Êx 3:2), e deve ser diferenciado do “mensageiro” mencionado no início do versículo. Esta profecia a respeito do “Anjo do concerto” (ARC) se aplica não somente à vinda de Cristo ao templo, durante Seu primeiro advento (ver DTN, 161), mas também aos eventos ligados ao fim da história terrestre e do segundo advento (ver GC, 424; PP, 339).
2 Quem poderá suportar […]? Ver Jl 2:11. Os judeus acreditavam que o Messias viria para punir os pagãos com o juízo. Mas, em vez disso, Malaquias adverte os judeus de que eles serão os primeiros a sofrer o juízo (ver Am 5:18).
Fogo do ourives. Como o fogo separa o metal das impurezas, assim Deus, por meio do juízo, separa os justos dos ímpios (ver com. do v. 1).
Potassa dos lavandeiros. Não é o “sabão” (ARC) verdadeiro, que possivelmente fosse desconhecido nos tempos antigos, mas um vegetal alcalino obtido da queima de determinadas plantas e usado para propósitos de limpeza.
3 Os filhos de Levi. Os sacerdotes são mencionados, especialmente, como os principais responsáveis em liderar o povo na justiça por meio de seu ensino e exemplo (ver Ml 2:1-9; ver com. de 2Cr 15:3).
Refinará. A purificação dos “filhos de Levi” é designada não apenas para limpar a alma deles e livrá-los do mal, mas também para promover um avanço em santidade e ajustá-los a oferecer um avanço em santidade e ajustá-los a oferecer ao “justas ofertas” (ver Rm 12:1; 2Pe 3:18; DTN, 161).
5 Para juízo. Em outras palavras, “aqui está o juízo!”, uma resposta divina à pergunta “onde está o Deus do juízo?” (Ml 2:17).
Feiticeiros. O desprazer divino é dirigido especialmente contra os que praticavam as artes mágicas pagãs (ver Êx 22:18; Dt 18:10), como as que prevaleciam em Babilônia (ver com. de Dn 2:2).
Adúlteros. Outro grupo sob acusação de Deus eram as pessoas culpadas de imoralidade, inclusive as que obtiveram divórcios ilegais (ver com. de Ml 2:14-16). Quão extensa é esta mesma acusação ao ser aplicada às pessoas no mundo de hoje!
Os que juram falsamente. A LXX traduz como “aqueles que juram falsamente pelo Meu nome” (ver Lv 19:12).
Defraudam o jornaleiro. Deus chama Seus professos seguidores a serem justos e, mesmo, liberais para com os que dependem de salários para o sustento diário (ver Dt 24:14, 15; Tg 5:4).
A viúva e o órfão, e […] estrangeiro. O Senhor fez provisões para guardar os direitos dos que, de alguma forma, eram indefesos, desamparados ou necessitados de proteção (Êx 22:21, 22; Dt 24:17; 27:19). Os judeus eram proibidos de tirar vantagem de “estranhos” ou estrangeiros entre eles.
6 Eu […] não mudo. O Senhor refuta a acusação de que Ele passa o mal por alto (Ml 2:17). A santidade de Deus é constante e inalterável (ver Nm 23:19; Tg 1:17). É precisamente porque Deus não muda que Seus eterno propósito para com Seu povo permanecerá. Ele pode castigá-lo, discipliná-lo e corrigi-lo, mas tudo isso é para levá-lo ao arrependimento e à salvação.
7 Tornai-vos para Mim. O peso da mensagem do profeta (ver com de Ml 1:1) não é o pronunciamento de juízo sobre os pecadores, mas um chamado ao arrependimento e à fidelidade a Deus acompanhado de uma recordação solene da história passada de Israel. “Tornar-se” a Deus é arrepender-se do pecado e fazer completa reforma na vida. Este é o tema do livro de Joel (ver Jl 2:12, 13).
Em que […]? Novamente (ver com. de Ml 1:2) o profeta acusa a autojustificação e a hipocrisia deles em questionar a Deus (ver p. 1233, 1234).
8-10 O dízimo, um décimo da produção agrícola e dos animais (Lv 27:30, 32), havia sido instituído para os levitas, por causa de seu serviço no tabernáculo (Nm 18:31). A prática de dar o dízimo remonta a Abraão (Gn 14:20) e Jacó (Gn 28:22), mas não estava sendo realizada com fidelidade pelos que voltaram do exílio, conforme se percebe nesta passagem e em Neemias (Ne 13:10-13). Bíblia de Estudo Andrews.
10 Janelas do céu. Ver Gn 7:11; 8:2. Não haveria apenas abundância de chuva para remover todo temor de seca, mas através destas janelas a bênção divina seria derramada em abundância (ver Lv 26:3-5).
11 O devorador. Possivelmente uma referência a gafanhotos destruidores de colheitas (ver com. de Jl 1:4).
12 As nações vos chamarão felizes. Deus desejava que Seu povo fosse uma lição objetiva ao mundo dos resultados da obediência (ver p. 13-16).
13 Duras para Mim. A LXX traduz como: “Tu tens dito graves palavras contra Mim”. Neste versículo, o profeta contrasta o ímpio murmúrio do povo (Ml 3:13-15) com a recompensa que os fiéis receberão (v. 16-18; ver p. 1233, 1234).
14 Inútil. Isto é, nada a se ganhar. Evidentemente o profeta está condenando os judeus porque o pouco que fizeram para Deus foi por motivos egoístas.
15 Reputamos por felizes os soberbos. Os murmuradores não consideram que os humildes e mansos são “felizes” ou abençoados pelo Senhor, mas que os “soberbos” e arrogantes desfrutam boa sorte e bem-estar no mundo (ver Is 13:11).
Eles tentam ao SENHOR. Isto é, os que põem Deus à prova e O provocam por causa de sua impiedade.
16 Um memorial descritivo. O profeta encoraja os que se esforçam para fazer o que é correto com o pensamento de que Deus lembra do serviço dedicado de Seu povo (ver com. de Dn 7:10).
17 Eles serão para Mim. Quando os pecadores de Israel comparecerem perante o tribunal divino, Deus promete reconhecer Seu “particular tesouro” e poupá-lo do destino dos ímpios.
Tesouro. Do heb segullah, “propriedade [privada]” ou “possessão especial” (ver com. de Êx 19:5; Dt 7:6; Sl 135:4; cf. 1Pe 2:9).
18 Diferença entre. O profeta aponta adiante, para o tempo quando tudo será esclarecido, quando as indagações do povo de deus dias (ver Ml 2:17; 3:14) serão final e satisfatoriamente respondidas.
Referência (quando não especificado):
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1242-1245.
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