Reavivados por Sua Palavra


MALAQUIAS 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
27 de julho de 2024, 0:45
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Do meio de Israel foram surgindo alguns grupos religiosos, conhecidos por suas próprias tradições e crenças. Dentre eles, por exemplo, havia aqueles que aceitavam apenas os cinco primeiros livros de Moisés como a Palavra de Deus inspirada, desconsiderando os demais livros, inclusive os profetas. Muitos foram privados, portanto, de todo o conhecimento e sabedoria contidos nos demais livros que compõem o Antigo Testamento. Malaquias foi a última voz profética antes do nascimento de Cristo. Sua voz advogou a sentença do Senhor contra Israel, começando com as seguintes palavras: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor” (v.2). Por Seu eterno amor, Deus levantou um último profeta antes do silêncio de aproximadamente 400 anos.

O nome Malaquias significa “meu mensageiro”; um livro onde a vida do mensageiro se esconde atrás da sublime e solene mensagem. Apesar de não haver citação acerca da vida de Malaquias em nenhum outro lugar na Bíblia, e do significado do seu nome indicar que talvez este não fosse de fato o seu nome e sim uma espécie de título, é certo de que este homem de Deus cumpriu com fidelidade o chamado divino proclamando exatamente o que o Senhor lhe havia revelado.

A comparação feita entre Jacó e Esaú não mostra uma acepção por parte de Deus, mas o resultado de diferentes escolhas. Esaú era alvo do amor de Deus assim como Jacó, mas Jacó escolheu o caminho do arrependimento. Já Esaú, “querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:17). Quantos não estão tentando fazer o mesmo, amados? Querem a bênção do Senhor, choram pela bênção do Senhor, buscam por ela, mas não reconhecem que precisam se arrepender de seus pecados. Chamam a Deus de Pai e de Senhor, mas não O honram e não O temem, pois suas vidas não têm coerência com o que professam (v.6).

E nem os sacerdotes escaparam da repreensão divina. Na verdade, os líderes geralmente são os primeiros a receber tanto a repreensão quanto o juízo do Senhor. Enquanto ofereciam ofertas imundas e desprezíveis, e acendiam fogo estranho no altar do Senhor, Ele dizia: “Tomara houvesse entre vós quem feche as portas” (v.10). Ele estava dizendo ao povo: “Eu prefiro um templo fechado do que um templo que Me desonre”! Vocês compreendem a seriedade desta mensagem? Deus estava falando com um povo que dizia honrá-Lo e adorá-Lo, enquanto oferecia ao Senhor o que Ele mesmo chamou de “pão imundo” (v.7). E a estes são dirigidas as duras palavras: “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta” (v.10). Que coisa mais triste!

O que temos ofertado ao Senhor, meus irmãos? O que realmente temos ofertado? E quando Ele se refere a ofertas não está falando em quantidade, mas na qualidade do que ofertamos. Também não se refere apenas a dinheiro, mas à nossa resposta a tudo o que Deus tem colocado em nossas mãos. Até quando o Senhor terá de suportar a nossa arrogância em pensar que somos alguma coisa? Até quando a Sua longanimidade se estenderá por um povo que insiste em rejeitar a cura da enfermidade mortal que não admite ter? Não há união entre o santo e o profano, amados. E isso precisa ficar muito evidente dentro da igreja que recebeu a solene missão de dar ao mundo a última mensagem de advertência.

Não é agradável ser repreendido, porém, o Senhor nos diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). Experimente Deus! Não vá ao Seu encontro com propósitos egoístas, porque Ele sonda o seu coração. “Suplicai o favor de Deus” (v.9) com a oferta de um “coração compungido e contrito” (Sl.51:17). Permita-se ser governado pelo Espírito Santo. Esta é a oferta pura (v.11) que o Senhor aceita. Esta é a Sua maior alegria! Que você e eu, pela graça de Cristo, sejamos o motivo da alegria de Deus.

Pai Santo, como o Senhor iniciou as Tuas palavras a Malaquias com uma declaração de amor pelo Teu povo, também fomos alcançados por esse amor quando aceitamos a Jesus como o nosso Salvador pessoal. Mas também incorremos no mesmo erro de Israel, se rejeitamos a Tua repreensão e a Tua disciplina. Arranca de nós o coração de pedra e coloca no lugar um coração de carne, disposto a fazer a Tua vontade e sensível para ouvir a Tua voz. Ó, Deus eterno, se como Israel, temos perdido a nossa identidade; se temos oferecido ao Senhor uma oferta manca e desprezível, um pão bolorento, ó Pai, purifica a Tua igreja, para que o mundo veja em Teu povo um mensageiro da esperança, uma igreja pura e sem mácula que Te adora em espírito e em verdade. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, amados pelo Pai Celestial!

Rosana Garcia Barros

#Malaquias1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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