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ZACARIAS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
26 de julho de 2024, 0:50
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1. Eis que. Este cap. 14 é uma descrição dos eventos ligados à segunda vinda do Messias em termos de como esse evento espetacular teria ocorrido se os israelitas que retornaram do cativeiro tivessem cumprido seu destino (ver p. 17). Visto que se afastaram várias vezes de seus altos privilégios e, finalmente, rejeitaram o Messias (At 3:13-15), Deus Se afastou deles e está agora realizando Seus propósitos por meio do novo Israel (ver p. 21-23). Deve-se ter cuidado ao aplicar as profecias de Zacarias 14 ao tempo atual. Os princípios destacados nas p. 12 a 25 devem ser observados na interpretação deste capítulo, do contrário pode-se chegar a conclusões indevidas (ver também com. de Ez 38:1).

2 Ajuntarei todas as nações. Ver p. 17. A ilustração, neste versículo, é similar àquela apresentada pr Joel (ver com. de Jl 3:1, 2). A prosperidade de Israel teria provocado a inimizade das nações que são representadas aqui como reunidas por Deus contra Jerusalém (ver Ez 38:16). No entanto, Zacarias chama a atenção para uma característica desta batalha que não é mencionada por outros profetas: a invasão de Judá e Jerusalém teria êxito parcial.

Não será expulso. O restante não será expulso, sem dúvida, são os justos, os que passaram “pelo fogo” e foram refinados “como prata” (Zc 13:9). O propósito de permitir que o ataque tivesse sucesso parcial parece ser o de eliminar os pecadores de Sião (cf. Zc 13:7-9).

3. Então. Isto é, depois do êxito parcial do inimigo e da remoção dos pecadores. Há uma ilustração paralela em Joel 3:16 e Ezequiel 38:18 a 23.

4. Monte das Oliveiras. Ver com. de Mt 2:11.

Será fendido. Os v. 4 e 5 descrevem as violentas transformações físicas na superfície terrestre que acompanham a intervenção divina para destruir as nações inimigas. A ilustração sugere como esses eventos teriam ocorrido caso Jerusalém tivesse permanecido para sempre (ver PR, 46, 564; DTN, 577. ver com. do v. 1). Determinadas características serão cumpridas quando a nova Jerusalém descer no final do milênio. No entanto, nem todos os detalhes devem ser aplicados dessa maneira (ver GC, 663).

5. Virá. A vida de Cristo é predita neste versículo em termos das circunstâncias mencionadas nos com. do v. 1. Alguns aplicam esta profecia à descida da nova Jerusalém após o milênio (ver Ap 21:2; cf. GC, 663).

8. Mar oriental, […] mar ocidental. Isto é, o Mar Vermelho e o Mediterrâneo, respectivamente (ver com. de Nm 3:23).

10. Rimon. Certamente En-Rimon, 14,4 km ao norte pelo leste de Berseba, a atual Khirbet Umm er-Ramamin. Neste versículo, o local é usado para designar a extremidade sul de Judá. Geba e Berseba são usados para designar as fronteiras ao norte e ao sul (ver 2Rs 23:8).

11. Já não haverá maldição. Se a nação tivesse cumprido seu destino divino, a cidade teria permanecido para sempre (ver p. 17; GC, 19; cf. DTN, 577.

12. A praga. O profeta volta ao tema do destino das nações que atacaram a Jerusalém. Os invasores sofreriam o flagelo de uma praga, muito rápida em sua destruição. A praga criaria um estado de frenesi e pânico, resultando em extermínio mútuo (v. 13).

16. Subirão. O objetivo da bênção divina sobre Israel era demonstrar o que Deus estava disposto a fazer por todas as nações. Intimidados pelos acontecimentos então recentes e certos da disposição de Deus em aceitar a adoração de todos, os sobreviventes das nações invasoras buscariam ao Deus de Israel e subiriam para adorar em Jerusalém anualmente (ver p. 17).

18. Egípcios. Eles estavam entre as nações que atacaram Jerusalém (v. 2) e, entre seus sobreviventes, havia adoradores de Yahweh (v. 16). A terra do Egito dependia no Nilo para a irrigação. A escassez de chuva nas nascentes do rio significava completo desastre econômico para a nação.

20. Campainhas dos cavalos. Estes cavalos, possivelmente, sejam dos viajantes que iam a Jerusalém, saindo de todas as regiões. Naquele tempo, cavalos de outras nações aproximando-se de Jerusalém eram, com frequência, sinal de guerra. Agora o som produzido pelo tilintar dos ornamentos dos cavalos era uma música agradável, porque anunciava os grupos de adoradores a caminho de Jerusalém. A inscrição “Santidade ao SENHOR”, antes usada na mitra do sumo sacerdote (Êx 28:36, 37), seria então o lema dos adoradores.

As panelas. A menção das panelas e vasilhas, nos v. 20 e 21, parece se referir à necessidade de consagrar uma grande quantidade de utensílios devido aos muitos adoradores que iriam a Jerusalém.

21. Mercador. Numa situação em que pessoas de todas as nações eram bem-vindas, ninguém poderia ser excluído por causa da nacionalidade. No entanto, mercadores do estilo que Jesus expulsou do templo (Mt 21:12) não seriam tolerados.

Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1227-1230,


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