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“O Senhor será Rei sobre toda a Terra; naquele dia, um só será o Senhor, e um só será o Seu nome” (v.9).
Apesar de compor a lista dos livros dos profetas menores, o livro de Zacarias contém grandes e sublimes verdades que nos guiam passo a passo para o conhecimento que salva. Não aquele que apenas eleva o intelecto, mas que enobrece o caráter. Infelizmente, os líderes judeus se apegaram às formas almejando um reino de glória e esquecendo-se do principal: “adorar o Rei” (v.17). Pela teimosia de seus corações, saíam de um jugo apenas para entrar em outro, quando, na verdade, o mais severo jugo era imposto por eles mesmos. A maior ameaça não era Roma ou qualquer outra nação, mas a triste realidade de não reconhecerem o Libertador no tempo de Sua primeira visitação.
Quando Jesus falava; quando curava sem esperar aplausos; quando tocava em pessoas consideradas cerimonialmente impuras; quando Sua presença fazia os demônios se agitarem e fugirem; quando Seus olhos perscrutavam o mais íntimo dos corações; quando Ele brincava com as crianças e as colocava no colo, não foi fácil para o povo, acostumado ao sério e frio legalismo, conciliar o conhecimento teórico com a vida prática de Jesus. O modelo que tinham de homens de Deus era aquele dos mestres da lei que impunham regras humanas que nem eles mesmos conseguiam cumprir. Em Jesus, Seus seguidores descobriram a verdadeira obediência, aquela que é fruto de uma vida transformada e salva pela graça; que pode exigir de nós decisões difíceis de serem tomadas, mas que certamente nos conduzem para mais perto de Cristo e de Sua vontade.
“Eis que vem o Dia do Senhor” (v.1) é uma mensagem antiga, não é mesmo? Uma promessa compreendida e vivida já nos primórdios por Enoque, que por tão bem compreendê-la, obteve o conhecimento que fez o Senhor tomá-lo para Si (Gn.5:24). Esta antiga mensagem e fiel promessa, portanto, se bem compreendida e, pela fé, crida, produz, hoje, o mesmo resultado da vida de Enoque: salvação. Examinem os evangelhos. Percebam a diversidade de pessoas alcançadas por Jesus, a começar pelos discípulos. Cada qual possuía um temperamento diferente, cada qual reagia de forma diferente. O Mestre reuniu em Sua sala de aulas um grupo bem variado dos mais improváveis da sociedade. Ele não foi ao templo chamar os 12. Ele foi às ruas!
Temos, contudo, que ser coerentes quando lidamos com princípios. Princípios não podem ser negociados, amados. Como o caráter do Senhor é imutável e Sua Palavra é eterna, não podemos confundir fé com presunção. Foi por atribuir à nação judaica a salvação como benefício exclusivo e tornar públicas as obras que julgavam piedosas, que seus líderes encaminharam a nação ao opróbrio. Aquele que era-lhes como espada afiada de dois gumes, o Verbo de Deus (Jo.1:1), veio para pelejar “no dia da batalha” (v.3), não com espadas e lanças, mas com a armadura que, por Sua vida e morte, nos deixou como uma herança para o tempo de guerra (Leia Ef.6:10-18).
Ainda que em tempos angustiosos e de expiação profética, Jesus nos autorizou a olhar para cima e sorrir: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28). Porque depois do dia da expiação, amados, vem “a Festa dos Tabernáculos” (v.18), quando todos devemos nos alegrar e celebrar a salvação que Jesus nos concedeu. “Naquele dia” (v.13), “um dia singular conhecido do Senhor” (v.7), os justos subirão “a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos” (v.17), “e reinarão com Ele os mil anos” (Ap.20:6), mas os ímpios agarrarão “a mão do seu próximo, cada um levantará a mão contra o seu próximo” (v.13) e “serão como esterco sobre a face da Terra” (Jr.25:33).
Após o milênio, a cidade santa, a nova Jerusalém, descerá à Terra e será estabelecida “sobre o monte das Oliveiras”, pois “o monte das Oliveiras será fendido pelo meio” (v.4). Então, “virá o Senhor, meu Deus, e todos os santos, com Ele” (v.5), e acontecerá a ressurreição dos ímpios. “Marcharam, então [Satanás e os ímpios], pela superfície da Terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu” (Ap.20:9). Toda a Terra será purificada pelo fogo e Deus fará “novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram” (Ap.21:1). “Naquele dia, também sucederá que correrão de Jerusalém águas vivas” (v.8), “o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). “Nunca mais haverá qualquer maldição” (Ap.22:3), “e Jerusalém habitará segura” (v.11). Aleluia! Glórias ao nosso Deus!
Eis o reino que o Senhor nos prometeu, meus irmãos! Não um reino terreno limitado a uma nação apenas. Mas um reino eterno de “todos os que restarem de todas as nações […] das famílias da Terra” (v.16, 17). Lá estará Jesus, o bom Mestre que Se misturou com pecadores a fim de torná-los santos ao Senhor (v.20). Meu coração desfalece de saudades do meu Deus, que tocava nos leprosos, que corrigia com brandura e que todos os dias me salva de mim mesma! Quando o último remanescente de Jesus estiver ligado, coração a coração, através do conhecimento que salva (Leia Jo.17:3), então, como João, o clamor de nossa alma atingirá os quatro cantos da Terra e os céus como um só homem: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:2). “Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Ó Deus de bondade e misericórdia, que não nos trata segundo os nossos pecados nem nos castiga na medida que merecemos! Não somos dignos de falar Contigo! Não somos dignos de chamá-Lo de Pai! Não somos dignos de entrar em Tua presença! Mas pela fé no precioso sacrifício do nosso amado Jesus Cristo, pelo sangue derramado na cruz do Calvário, nos achegamos a Ti, nos humilhamos perante a tua face e confessamos que somos pó, e necessitamos de Tua mão modeladora e transformadora a fim de que nosso caráter seja preparado para em breve estarmos em Tua santa habitação. Pai, este mundo não tem mais sentido, pois, pela fé, nossos olhos têm visto um lugar melhor. Através da Tua Palavra, o Espírito Santo tem nos revelado o que olhos não viram, ouvidos não ouviram e o que o homem natural não consegue cogitar. Estamos com saudades do Senhor, nosso Pai! Estamos com saudades de casa! Almejamos estar de uma vez por todas livres do pecado que nos assedia! Almejamos a coroa da vida com a maravilhosa inscrição: “Santidade ao Senhor”! Queremos ser Teus santos, lavados e alvejados pelo sangue do Cordeiro! Ó, Deus eterno, completa a Tua obra e volta logo! Até lá, que andemos Contigo como andou Enoque. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, santos ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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