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“Minha é a prata, e Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos” (v.8).
Com uma força a ser considerada, Ageu proclamou as palavras do Senhor. Apenas dois capítulos, mas verdades que precisam impactar a nossa vida com a mesma intensidade com que impactou aquele povo. Para os antigos, o segundo templo refletia apenas uma pálida imagem do que tinha sido o primeiro. Contudo, tanto aos líderes da reconstrução quanto a todo o povo, foi dito: “sê forte, sê forte, sê forte” (v.4). O “Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (v.5). Então, são relatados abalos no céu, na terra e no mar, e a glória de Deus enchendo o templo de uma forma como nunca houve, um evento que promoveria “a paz” (v.9). Uma mensagem animadora e pertinente ao momento difícil em que o povo estava vivendo.
Dois meses depois, porém, o profeta ergueu entre o remanescente uma mensagem diferente. Falando acerca das cerimônias realizadas no templo como incapazes de purificá-lo, o Senhor declarou: “tudo é imundo” (v.14). “Antes” que pudessem colocar “pedra sobre pedra no templo do Senhor” (v.15), o povo foi açoitado com diversas provas; ainda assim, “não houve, entre vós, quem voltasse para Mim, diz o Senhor” (v.17). Ninguém houve que percebesse os alarmes de Deus a fim de prepará-los para o que estava por vir. Se o tivessem percebido, não teriam abandonado o posto de seu dever quando severamente perseguidos. Mas as misericórdias do Senhor os encontrou e os fez vislumbrar o poder do evangelho, que apaga o passado e dá novo sentido ao futuro: “Considerai, Eu vos rogo, desde este dia em diante […]; mas, desde este dia, vos abençoarei” (v.18, 19).
Desde a queda de nossos primeiros pais, Satanás tem se empenhado arduamente na obra de nos afastar do nosso Criador. De forma desleal e cruel, ele tem arquitetado seus planos sempre no mesmo propósito: destruir a humanidade e acusar o Senhor como Deus injusto. Sua mente completamente egoísta e maligna não conseguia conceber o fato de que “o Senhor dos Exércitos” (v.6) se tornaria o Descendente da mulher (Gn.3:15) e passaria por tudo o que passou a fim de salvar a raça caída. Ainda assim, ele tremia ao pensar no cumprimento desta promessa e, durante toda a história do povo de Deus, fez tudo o que podia para impedir que o Deus homem entrasse no segundo templo e revelasse ao mundo a glória do Pai. Porque Jesus Cristo, Sua vida e Seu caráter, é a prova inquestionável, diante de todo o Universo, que as acusações de Satanás são falsas e que a Palavra de Deus é verdadeira (Jo.17:17), é viva e é eterna (1Pe.1:23), e que “Deus é amor” (1Jo.4:8).
Na morte do fiel Abel, o inimigo desferiu o seu primeiro golpe contra Adão e Eva. Ao matar todos os filhos de Jó e afligi-lo com úlceras malignas, queria provar que sua fé era condicional às bênçãos recebidas. Ao matar os discípulos, pensava em silenciar a voz militante da igreja primitiva. Ao queimar cristãos nas fogueiras da inquisição, esperava abafar a trombeta da reforma protestante. Mas em todos os casos, houve uma única resposta: fé genuína apesar das circunstâncias. O que Deus ensinou ao Seu povo através do profeta Ageu, Ele deseja que aprendamos hoje. Não são as nossas obras de igreja que nos santificam e nos preparam para o que está por vir, porque as nossas justiças são “como trapo da imundícia” (Is.64:6). Mas as obras do “Desejado de Todas as Nações” em nós é a nossa salvação e segurança.
Quando entendermos que não somos nós, nossa alimentação impecável, onde moramos, como nos vestimos, que nos tornam dignos de alguma coisa, e sim Jesus Cristo, o Pão da vida, o nosso seguro Refúgio, Aquele que nos oferece as Suas vestes brancas de pureza, seremos tão-somente prata e ouro nas mãos dAquele que operará em nós a Sua justiça salvífica. Então, o nosso exterior refletirá o nosso interior cheio do Espírito Santo. Porque, assim diz o Senhor: “Minha é a prata, Meu é o ouro” (v.8). Uma mensagem que Ele fez questão de explicar através do contemporâneo de Ageu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu as ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Estamos sendo “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), e a pergunta é: Como os três jovens hebreus, estamos dispostos a entrar na fornalha ardente se preciso for? Ou assumiremos a postura covarde dos milhares de falsos adoradores que se curvaram diante da estátua (Dn.3:7, 12)? A “perseverança dos santos” (Ap.14:12), a obediência do último remanescente de Deus na Terra, será naturalmente percebida como fruto de um relacionamento de fé e de amor com o Criador. A fornalha da aflição está prestes a ser aquecida “sete vezes mais” (Dn.3:19), e só conseguirá vencer aquele que estiver “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Como Zorobabel foi uma ilustração da vitória de Cristo, Deus fará do Seu último povo o Seu “anel de selar” (v.23), selando-o “na fronte” (Ap.7:3), na sede do entendimento, elevando o seu caráter e nele revelando a face de Cristo.
Portanto, sê forte, povo de Deus! Considerai o que Jesus já fez por nós e, “deste dia em diante” (v.18), Ele nos abençoará e nos dará a derradeira chuva do Seu Espírito.
Querido Deus e Pai, aguardamos ansiosos o Desejado de Todas as Nações. Mas antes de esperarmos o Seu retorno, Ele tem esperado que o Seu povo esteja preparado, selado pelo Espírito Santo. Ó, Deus Eterno, ainda há tanta coisa em nós que necessita de transformação! Estamos tão distantes do caráter de Teu Filho! Mas louvado seja o Senhor, porque há socorro para nós! Fortalece-nos nas batalhas para que sejamos o Teu ouro e a Tua prata, provados e purificados para a Tua glória. Renova as nossas forças, Pai! Envolve-nos em Teus braços de amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, prata e ouro do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Ageu2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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