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“Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.12).
A condição espiritual dos moradores de Jerusalém era degradante, não obstante ostentassem uma postura religiosa. Seus príncipes e juízes eram cruéis, seus profetas, levianos, seus sacerdotes, profanos. “Manhã após manhã” (v.5) o Senhor revelava a Sua justiça, enquanto eles se levantavam de madrugada para praticar a corrupção (v.7). Os juízos divinos sobre as nações impenitentes deveriam ter sido levados em consideração pelo povo, como claras advertências contra o que é mau. Contudo, ele escolheu o caminho da obstinação: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (v.2). Perante Deus, Jerusalém tornou-se uma cidade pior do que as cidades ímpias que “foram destruídas” (v.6).
Mas no meio das ruínas espirituais de Jerusalém Deus enxergou algo precioso. É descrito aqui um reforço ao conceito da sacudidura do povo de Deus: “tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba […]. Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.11, 12). Ou seja, a escória é tirada e o ouro é deixado; a palha sai e o grão fica. O Senhor não suscitaria uma nova nação, mas renovaria a nação existente retirando os soberbos e confirmando os humildes. “Dalém dos rios da Etiópia” (v.10), Deus congregaria os Seus adoradores de todas as nações como um só povo sob a segurança da fiel promessa: “Eu os congregarei” (v.18). “Os restantes de Israel” (v.13) constituiriam um povo peculiar que anda na verdade, uma revelação do caráter de Cristo.
Se o Senhor tivesse sido fielmente representado por Israel no passado, com Seu amor, alegria e poder para salvar (v.17), certamente o nascimento de Cristo teria sido uma celebração ouvida pelas nações ao redor e Seu ministério terrestre, completamente desimpedido de corações obstinados e soberbos. Cristo veio, porém, para revelar o verdadeiro caráter do Pai, que Israel “religiosamente” distorceu. Ao contrário do cântico da filha de Sião, fruto de um louvor sincero “de todo o coração” (v.14), a respeito daqueles que diziam representá-Lo, Cristo declarou: “Este povo honra-Me com os lábios, mas seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8).
Como aqueles que professam crer em Jesus e aguardar a Sua segunda vinda, estamos, de fato e de verdade, buscando a semelhança de Cristo? Enoque foi tão fiel e perseverante em sua busca, ainda que no meio de uma geração continuamente má, que Deus o tomou para Si (Gn.5:24). Elias almejou tanto a companhia de Deus diante da apostasia de Israel, que também foi levado ao Céu sem passar pela morte (2Rs.2:11). Ainda que habitando na capital da idolatria e da imoralidade, Daniel se manteve puro, e seus olhos viram o próprio Cristo. A respeito do “povo modesto e humilde” (v.12) dos últimos dias, aqueles que apesar de viverem no momento mais escuro da Terra, “suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4), eis o que Cristo promete: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Você aceita fazer parte da nação santa de Deus? É simples. Escolha Jesus Cristo. NEle encontramos as respostas para uma vida modesta e humilde. Ser um seguidor e representante de Cristo não significa aparecer mais do que os outros, mas ser semelhante a Ele tanto diante dos outros quanto a sós com Deus. Não fomos chamados para agradar a homens, mas para agradar a Deus. E mesmo que nesse processo sejamos incompreendidos, o Senhor nos diz: “Não temas […]. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele Se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo” (v.17).
As promessas contidas no capítulo de hoje são um verdadeiro bálsamo para todos os que amam a Jesus e “amam a Sua vinda” (2Tm.4:8). Oh, preciosa redenção! Preciosas promessas que revelam o amor do Pai por nós! Cada vez mais o coração de Seus filhos tem sido machucado por este século sombrio. Mas nossa momentânea tristeza logo será convertida em eterna alegria. Nossas lágrimas darão lugar ao cântico de louvor celestial. Todas as nossas angústias e provações terão ficado para trás. A constante contemplação do semblante amoroso e sereno de nosso Redentor despertará em nós uma alegria arrebatadora e desejo sublime em render-Lhe graças por toda a eternidade.
Quer você participar do que “Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9)? Permita que a Terceira Pessoa da Trindade, o Consolador, o Espírito Santo, lave a sua vida com Seu lavar regenerador e renovador. Então, seremos, pela graça de Jesus e pelo poder do Espírito Santo, o motivo do sorriso de Deus.
Ó Pai de misericórdias, almejamos estar entre os que terão lábios puros, um povo modesto e humilde que anda na verdade! Queremos Te louvar e Te amar de todo o nosso coração e ser o motivo de Tua alegria por toda a eternidade! Salva-nos para o Teu reino, pois Tu és poderoso para nos salvar! Aguardamos novos céus e nova terra, onde não se cometerá iniquidade, nem haverá mentira; lugar onde seremos apascentados por Jesus, nosso bom Pastor, e não teremos mais medo nem veremos mal algum. Mas podemos, hoje, viver um vislumbre da eternidade se aqui andarmos Contigo. Nosso Pai, toma-nos pela mão e nos ensina a andar Contigo como andou Enoque. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo modesto e humilde!
Rosana Garcia Barros
#Sofonias3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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