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“Então, Eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha, e chova a justiça sobre vós” (v.12).
Após a separação da nação de Israel entre Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá), Jeroboão, o primeiro líder do Reino do Norte, estabeleceu uma estratégia a fim de que o povo não fosse a Jerusalém para adorar. Erguendo dois bezerros de ouro, “disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1Rs.12:28). Essa condição de idolatria acompanhou a trajetória dos reis de Israel e tornou-se a pior causa de sua degradação e ruína. Através da linguagem da agricultura, Oseias se valeu dos três estágios do plantio: o preparo do solo, o plantio em si, e a colheita, a fim de ilustrar a triste realidade de seu povo e trazer-lhe à memória o único método verdadeiramente eficaz: o método divino.
Havia em Israel empatia pelo pecado. E quanto mais gozavam do fruto de sua luxúria, mais distraídos ficavam quanto à “erva venenosa” que crescia “nos sulcos dos campos” (v.4). O juízo estava sendo lavrado para a própria destruição deles e não havia quem atentasse para isso. Mediante um coração falso (v.2) e inconstante, o destino de Israel seria a vergonha “por causa de seu próprio capricho” (v.6). E nos lugares que antes julgavam obter uma boa colheita, em meio a “espinheiros e abrolhos”, perceberiam que ali haviam buscado o seu próprio infortúnio, pois “aos montes se dirá: Cobri-nos! E aos outeiros: Caí sobre nós!” (v.8). Diante da negativa em aceitar as instruções divinas (v.12), outro não poderia ser o resultado: “Arastes a malícia, colhestes a perversidade; comestes o fruto da mentira” (v.13).
É ilusão pensar que o fato de pertencer à família cristã é garantia de salvação. Ser cristão não é assumir um título, mas uma cidadania. Todo aquele que entende que o seu lugar não é aqui, que não pertence a este mundo, não vive em conformidade com as práticas desta terra, mas, pela fé, caminha em direção à Pátria Celeste, buscando “ao Senhor, até que Ele venha” (v.12). O método divino a fim de obtermos uma boa safra é o único que pode transformar o solo ruim e infértil do nosso coração em um “campo de pousio” (v.12) limpo e preparado para receber a chuva da justiça. Mas como essa obra poderá ser realizada em nós enquanto não quebrarmos “os altos de Áven” (v.8) de nossa vida? Como esperar e pedir pela última chuva, enquanto permitimos que o inimigo lance o seu joio com suas distrações destrutivas?
Agora é o tempo que nos é concedido como dia de arar, plantar e colher. Não nos foi dado tempo mais oportuno do que este. “Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Um único dia sem arar o solo do coração com a oração a fim de prepará-lo para receber a boa semente da Palavra é resultado certo de uma colheita arruinada. Diante do cenário mundial atual, estamos simplesmente nos acostumando e nos adaptando à nova realidade? Ou buscando no Senhor e na sabedoria da Sua Palavra o melhor método de nos mantermos em Sua seara “até que Ele venha” (v.12)? O Senhor nos deixou escrito na Bíblia e no Espírito de Profecia as instruções necessárias para que Ele nos encontre em Seu grande Dia como trigo, e não como joio.
Cristo está prestes a ceifar a Terra, “visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap.14:15). E de que lado estaremos? Daqueles que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14)? Ou dos que dirão “aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós!” (Ap.6:16)? O nosso lugar não é aqui, amados, nesta terra cheia dos “espinheiros e abrolhos” do Maligno! Clamemos ao Senhor para que o orgulho não contamine o nosso coração, pois “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co.3:7). Coloquemo-nos, pois, nas mãos do grande Agricultor e Ele fará descer sobre nós a Sua chuva de justiça (v.12) e nos levará para desfrutar de Sua messe abundante e eterna.
Oh, Deus eterno e bendito, quão misericordioso Tu és, por nos repreender e disciplinar, porque o Senhor nos ama! Ensina-nos a semear em justiça e ceifar em misericórdia. O chamado para ararmos um campo de pousio, um campo novo, é para que busquemos a Ti com inteireza de coração; para que não haja em nós as ervas daninhas deste mundo. Senhor, é tempo de Te buscar até que venhas. Promove em nós um reavivamento da verdadeira piedade e que nada neste mundo nos afaste do Teu amor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, seara do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Oseias10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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Amém! Excelente!
Comentário por Silvio Fernandes 3 de junho de 2024 @ 6:03