Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
19 de fevereiro de 2024, 0:45
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Digamos que eu saiba o seu nome, a sua profissão e onde você mora. Isso significa que eu lhe conheço intimamente? Não. É apenas um conhecimento superficial. Era esta a situação do povo e, principalmente, de seus governantes. As profecias agora são dirigidas a uma sucessão dos reis de Judá. De uma forma reiterada, um rei após o outro buscava apenas seus próprios interesses egoístas e ignorava as palavras do Senhor por intermédio de Seu servo Jeremias.

A coroa real não representava uma posição privilegiada apenas, mas deveria ser o peso da responsabilidade que sobre cada monarca repousava de governar sob o esteio do direito e da justiça. Abaixo do rei estava o povo, mas acima dele deveria estar Deus. Quando o Rei dos reis e Senhor dos senhores governava o coração de um rei terreno, sob Sua administração havia justiça prática e “tudo lhe ia bem” (v.16). No entanto, os reis citados no capítulo de hoje buscaram seu próprio infortúnio e, servindo a outros deuses, edificaram para si patrimônio para destruição.

Não tem nada mais ofensivo a Deus do que a injustiça. Como também não tem nada mais agradável ao Senhor do que a prática da justiça. Os reis de Judá também atuavam como juízes do povo. Sua jurisdição compreendia toda a nação e, diante de tal encargo, com que demasiado interesse deveriam pedir a Deus o mesmo que pediu Salomão: “Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (1Rs.3:9).

A prática da justiça segundo o coração de Deus é a prova mais contundente de que verdadeiramente O conhecemos: “Julgou a causa do aflito e do necessitado […] Porventura, não é isso conhecer-Me?, diz o Senhor”. O discípulo amado, em sua primeira epístola, disse o seguinte: “Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nEle não está a verdade” (1Jo.2:4). Ao ser indagado sobre qual seria “o grande mandamento na Lei”, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” e, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:36-39). Cristo não criou algo novo, mas repetiu as palavras de Deuteronômio 6:5 e de Levítico 19:18, declarando que a essência da lei de Deus é o amor. O apóstolo Paulo, igualmente inspirado por Deus, declarou: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei”, ou seja, a prática da justiça, “é o amor” (Rm.13:10).

No grande Dia da volta de Jesus, Ele fará a separação entre dois grupos, que podem ser identificados da seguinte forma: os justos e os injustos; os que amam e os que não amam; os que O conhecem e os que não O conhecem. E a descrição feita por Ele em Mateus 25:31-46 comprova a veracidade do título perfeitamente apropriado de uma das obras do pastor Alejandro Bullón: “Conhecer Jesus é tudo”, que diz o seguinte na página 60: “Se não existir um relacionamento de amor entre Cristo e nós, a vida se torna vazia, oca. O cristianismo vira um fardo, uma pesada carga de proibições e deveres. Podemos carregá-lo um ou dois ou vinte anos, mas um dia chegamos ao limite e o largamos, ou nos tornamos zumbis, homens [e mulheres] sem vida.”.

Precisamos, amados, desfrutar de um relacionamento íntimo com o nosso Salvador e não viver um cristianismo de formalidades. Jesus deseja ter uma relação de amizade conosco. “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (v.29), é um clamor dAquele que pagou o preço do nosso resgate com Seu próprio sangue para que possamos morar com Ele para sempre (Jo.14:1-3). Saber o nome de Jesus, professar uma crença e frequentar uma igreja não faz de ninguém um cristão. Ser cristão é calçar as “sandálias” de Cristo e desgastá-las por amor a Deus e ao próximo. Conhecer Jesus é amar como Ele amou e buscar uma vida de piedade e obediência, pela graça e misericórdia de Deus. Está você disposto a isso? Então, oremos juntos neste momento:

Nosso amado Deus, que responsabilidade pesa sobre nós como Teus representantes na Terra! Podemos não estar em tronos, nem possuir patentes humanas, mas fomos chamados como Teus atalaias no tempo do fim, e isso, por si só, já é uma tremenda responsabilidade. Mas ela deixa de ser um peso angustioso quando seguimos o Teu chamado: “Vinde a Mim e aprendei de Mim”. Então, é quando experimentamos o Teu jugo suave e o Teu fardo leve. Ajuda-nos, Senhor! Ajuda-nos a compreender qual seja o posto de nosso dever e a colocar-nos inteiramente em Tuas mãos como santuário do Espírito Santo! Assim, Te conheceremos e perceberemos que nossa vida não tem sentido se não for vivida para amar o Senhor e ao nosso próximo. Oramos em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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